Arquivo do dia: abril 3, 2011

Falsos vídeos-pornôs de Xuxa foram feitos em Piracicaba

 

Pela rede – Xuxa: falso vídeo pornô da apresentadora

Acaba de chegar ao fim uma investigação criminal requerida por Xuxa Meneghel — com final feliz para a apresentadora. O inquérito conduzido pela Delegacia de Combate aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro conseguiu identificar o autor e propagador de mensagens eletrônicas contendo textos e imagens pornográficas. Todos tinham Xuxa como protagonista. Havia até uma videomontagem pornô. O criminoso é um jovem morador de Piracicaba (SP). Ousado, ele enviou os e-mails até para a Fundação Xuxa.

radar/Lauro Jardim

Filha de Phill Collins será Branca de Neve no cinema

A concorrente de Kristen Stewart   já tem nome e bom sobrenome. Lilly Collins (Um Sonho Possível) será a Branca de Neve no filme de Tarsem Singh, que vai disputar a atenção do público com a versão protagonizada pela estrela de Crepúsculo.

O filme de Singh, que ainda não tem nome, também vai contar com Julia Roberts, que será a rainha má, e Armie Hammer (A Rede Social), como o príncipe Andrew Alcott.

Nessa revisão da história clássica, a mocinha e os sete anões não serão tão inocentes. Eles irão se unir para se vingar da rainha, que matou o rei, e recuperar tudo aquilo que é de Branca de Neve por direito.

Quem confirmou a informação foi a própria atriz, que conversou com um repórter do site ComingSoon.net na noite de sexta (1). “Sim, eu acabei de ser escalada”, garantiu Collins, que é filha do músico Phil Collins e suposta namorada de Taylor Lautner, com quem contracena em Abduction.

A pré-produção do filme já começou e as filmagens devem ser iniciadas em maio. O lançamento está marcado para 29 de junho de 2012. 

Investimentos: golpe bilionário em dez estados

Matéria do Estadão:

Dono de uma empresa de transporte em Itu, no interior de São Paulo, Augusto (que pediu para não ter o nome verdadeiro revelado) ficou entusiasmado com a proposta de um corretor conhecido. Era novembro de 2006. Um fundo de pensão, com R$ 2 bilhões em caixa, queria fazer investimentos no Brasil. Oferecia empréstimo de longo prazo, 5 anos de carência, e 20 para pagar.

Os detalhes do negócio foram passados em São Paulo, em uma ampla sala de reuniões que ocupava todo o andar de um prédio na Avenida Paulista, alugado pela empresa A&B, intermediária do fundo. Augusto foi recebido por um homem com terno bem cortado, o corretor Armando Tadeu Burgatto, que o levou para almoçar em um restaurante sofisticado nos Jardins.

Soube que para receber o aporte, a empresa de Augusto teria de apresentar um projeto de expansão. Se aprovado, receberia R$ 35 milhões para investir. Burgatto explicou ainda que Augusto teria de oferecer garantias financeiras. O médio empresário da área de transportes foi levado a adquirir debêntures (títulos emitidos por empresas de capital aberto) no valor de R$ 175 mil.

Nesse meio tempo, enquanto esperava o capital, Augusto financiou a compra de 35 caminhões, que lhe custaram R$ 8 milhões. Fechou contrato com fornecedores para transporte de mercadorias e reprogramou o futuro da empresa. Mas o dinheiro, que deveria chegar em 2007, não veio. Burgatto sumia por longos períodos e reaparecia dizendo que o aporte não ocorria por entraves burocráticos. No final do ano passado, depois de quatro anos, esgotado, Augusto percebeu que se tratava de um golpe. O Golpe das Debêntures, como é chamado por autoridades, alvo de dois processos em Santa Catarina e outro em São Paulo, tocado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

“A quadrilha oferece debêntures sem valor de mercado e fica com o dinheiro. O suposto empréstimo do fundo não existe. Estamos em busca de mais depoimentos para fazer a denúncia e conseguir condenar os estelionatários”, afirma o promotor do Gaeco de São Paulo, Neudival Mascarenhas Filho.

Por enquanto, pelo menos 21 vítimas de seis Estados já procuraram o Ministério Público paulista e catarinense para reclamar perdas que chegam a R$ 2,8 milhões. Na avaliação dos promotores de São Paulo, esse número é ainda maior porque muitas vítimas não procuraram a Justiça por não saber que se trata de um golpe.

“Depois de perder toda a esperança de receber o tal empréstimo, procurei um advogado e descobrimos que os participantes tinham condenações por estelionato. Mas o maior problema não foi pagar os R$ 175 mil, mas a dívida que contraí, o crédito da minha empresa que se esgotou, os fregueses que não honrei. Minha empresa está à beira da falência”, diz Augusto, que criou na internet o blog armandogolpeburgatto.blogspot.com para receber depoimentos de vítimas.

O outro lado:

O corretor Armando Tadeu Burgatto nega que a operação financeira com a qual trabalha seja um golpe. Ele diz que as denúncias dos clientes começaram depois da operação do Ministério Público de Santa Catarina, em dezembro do ano passado.

‘Sabe como as coisas se espalham rapidamente na internet. Os caras fizeram o blog contra mim e eu não tenho como buscar reparação de danos morais. Temos muito clientes. Eles veem a prisão, um liga para o outro. O que provocou essa reação foi a ação precipitada do Ministério Público e a gente vai responder a todos e provar que se trata de uma operação comercial’, diz Burgatto, que responde a três processos de estelionato na Justiça. Segundo ele, foi absolvido em dois casos.

Burgato afirma que a empresa A&B, da qual é proprietário, administra capital de risco. ‘Pegamos uma empresa de pequeno e médio porte e levamos a fundos de pensão, agências governamentais e potenciais investidores. Fazemos contratos comerciais com os clientes.’

Para Burgatto, aqueles que se sentiram prejudicados deveriam ter procurado o Fórum Civil para entrar com uma ação civil e pedir o dinheiro de volta. ‘Não há motivos para procurar a polícia.’ Burgatto afirma que já assinou a devolução de R$ 2,8 milhões dos clientes que se sentiram lesados.

O advogado de João Djalma Prestes Júnior, Luís Henrique Pille, também afirma que não há crime. ‘Os contratos ainda estão em vigência e poderiam ser cumpridos. Com a prisão do meu cliente, o cumprimento ficou prejudicado. As denúncias foram feitas por um corretor que tinha envolvimento com drogas. Houve precipitação na denúncia do Ministério Público.’

Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

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