Médico não é Dr decide Cremerj


Médico não poderá mais se identificar como doutor no Rio de Janeiro. A menos que tenha título de doutorado. Pelo menos é isso o que determina resolução do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro), que será publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado.

“Ficam os profissionais médicos, de todas as unidades assistenciais de saúde, públicas e privadas, obrigados a portar crachá de identificação, visível e legível, que contenha o nome completo, a função e o cargo do profissional, assim como o nome da instituição”, afirma o texto da resolução, que estabelece ainda: “No crachá de identificação a denominação do cargo do profissional médico deverá ser médico e não doutor”.

Segundo o presidente do Cremerj, Paulo Cesar Geraldes, a iniciativa, inédita no País, visa acabar com a banalização da identificação “Doutor” nos jalecos dos profissionais de saúde. “O paciente tem o direito de saber com que profissional está sendo atendido, se é um médico, enfermeiro, nutricionista ou assistente social”, afirma. “Fonoaudiólogo, por exemplo, não é médico”, esclarece.

Ele diz que a prática de incluir todos profissionais de saúde numa mesma denominação geral confunde a população e não é justa, uma vez que é o médico quem responde civil, criminalmente e administrativamente pelos atos.

A resolução destaca que o uso do título de doutor, em relação ao diplomado por qualquer curso de nível superior, constitui uma praxe “secularmente fundamentada nos costumes e na tradição brasileira”, mas ressalta que não existem preceitos legais que disciplinem a concessão do título de doutor. E que em razão da tradição e da universalização dos cursos de nível superior no País,” todo profissional adota a prática e o direito de usar o título de doutor, banalizando e vulgarizando esta identificação”.

O Cremerj informa ainda que tem uma série de processos contra enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros, que apontam a invasão de outras profissões em atos que são estritamente atribuições de médicos, como prescrever medicações, assinar laudos e outros procedimentos.

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Comentários

  • Maria zelia  On fevereiro 6, 2013 at pm:12 pm

    Gotei foi muito esclarecedor.
    Parsbens!

  • Dr.João Henrique de Mattos Nogueira  On abril 7, 2012 at pm:03 pm

    Pra você eu sou mesmo um Deus! Pois você escreveu “cido” com “C”, é com “S”!! do verbo “Ser”…eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são…
    Seu analfabeto!

    • Alfredo  On setembro 7, 2012 at pm:26 pm

      Você é doutor em que área, seu João Henrique?

      • afonso Guedes  On julho 30, 2013 at am:49 am

        Na verdade é irrelevante para o médico ostentar título de dr. No entanto há uma pequena observação a fazer. Existem dois tipos de doutores: os verdadeiros (os que fizeram doutorado em qualquer área) e “doutor” como sinônimo de médico (fenômeno histórico). Isso fica bem claro no idioma inglês: quando eles dizem : ” Vou ao doc” estão claramente se referindo : vou ao médico. E também dizem; vou á fonoaudióloga. É cultural e cultura é algo que a só a tradição explica.

  • LOURENÇO  On maio 28, 2011 at pm:27 pm

    ACHO ESSA DECISAO CERTÍSSIMA E JÁ DEVERIA TER CIDO TOMADA HÁ MUITO MAIS TEMPO!!VEJO MUITOS MEDICOS FORMADOS MAS SEM NENHUMA EXPERIENCIA SE ACHANDO UM DEUS E AINDA TEMOS QUE CHAMÁ-LOS DE DOUTOR.UM ABSURDO.

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