Brasil passa a Rússia em consumo de álcool


O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil é quase 50% superior à média mundial e o comportamento de risco no País já supera o padrão da Rússia.

Levantamento preparado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que homens brasileiros bebem até 24,4 litros de álcool por ano, quando a média internacional é de 6,1 litros. Entre as mulheres do Brasil, são cerca de 10 litros.

A taxa nacional está também bem acima da registrada em nações latino-americanas, de oito litros por ano por pessoa. No anúncio dos dados, a entidade se mostrou preocupada com o avanço do álcool no Brasil. De acordo com o primeiro levantamento elaborado em cinco anos sobre o consumo de bebidas, o álcool já mata mundialmente mais que as epidemias como a aids, tuberculose, violência ou guerras.

É responsável por 4% de todas as mortes no planeta. No total, o número de vítimas chega a 2,5 milhões de pessoas por ano. A entidade afirma que o aumento da renda da população em países emergentes levou a um crescimento do consumo exagerado de bebidas, e portanto, a um comportamento de risco. Isso tem sido realidade em nações da Ásia e América Latina.

Brasileiros

O álcool é responsável por 7,2% de todas as mortes no Brasil, quase duas vezes superior à média intercontinental. Cerca de 30% da população que admite beber frequentemente afirma que se embriaga pelo menos uma vez por semana.

Nos Estados Unidos, essa taxa é de 13%, contra 12% na Itália. Mesmo na Rússia, a taxa daqueles que exageram na bebida é inferior à do Brasil: 21%. Vários outros países do Leste Europeu tem taxas inferiores às do Brasil.

A cerveja é responsável por 54% do consumo no País. Mas, os destilados representam 40%, uma taxa considerada alta. O vinho abrange cerca de 5%. Entidades e ONGs defendem uma restrição à propaganda de bebidas alcoólicas no País. O tema chegou a ser debatido no Congresso, sem avanços. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou qualquer iniciativa de legislar sobre o tema no País, afirmando defender uma conversa com a indústria.

Cerca de 11% das pessoas que bebem têm episódios semanais de excesso, tendência mais comum em homens. As bebedeiras preocupam no Brasil, apesar de o consumo per capita ter ficado estável entre 2001 e 2005.

No diagnóstico da Organização Mundial da Saúde, medidas de controle do álcool não são prioritárias para a maioria dos governos, ainda que o a bebida seja responsável por acidentes de trânsito, violência, doenças e outros problemas.

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