Repórter da RBS ferido no Egito não pode dar entrevistas


A assessoria de imprensa do Grupo RBS informou que, por uma decisão estratégica de Zero Hora, o jornalista Humberto Trezzi não vai se pronunciar sobre o acidente em que foi ferido no Egito, na última semana.

O motivo do silêncio é que o repórter, de volta a Porto Alegre desde a manhã desta quarta-feira, 16, prepara um especial em que dará detalhes do episódio ocorrido enquanto fazia a cobertura jornalística sobre os conflitos no mundo árabe. O conteúdo será publicado em ZH no domingo, 20. A partir daí Trezzi estará à disposição para entrevistas.

Na última sexta-feira, 11, o repórter sofreu um acidente na cidade de Ras Lanuf que estava sob bombardeio de artilharia das forças pró-Muamar Kadafi. O carro em que trafegava, com mais três jornalistas franceses e um motorista líbio, esquivava-se dos tiros de canhão na estrada quando colidiu com uma van que freou repentinamente para fugir à explosão de uma bomba na rodovia. Trezzi estava no banco da frente, e acabou ferido no olho esquerdo e na cabeça.

O repórter, que estava no Egito desde o domingo, 6, foi o terceiro do Grupo RBS a realizar cobertura no norte da África em 2011. Luiz Antonio Araujo já esteve no Egito e Rodrigo Lopes está, desde o dia 24 de fevereiro, na Tunísia.

Araujo, inclusive, também passou por situação complicada no país árabe. O jornalista foi agredido com empurrões e levou socos e pontapés de simpatizantes do ditador Hosni Mubarak à vista do exército egípcio, que se omitiu.

ColetivaNet

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