Arquivo do dia: fevereiro 3, 2011

RS ganha R$ 29 milhões para inovação e pesquisa

Seis editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) foram  lançados nessa quinta-feira, 03, pelo governador Tarso Genro, totalizando R$ 29 milhões, destinados à pesquisa e inovação.

Dois documentos fazem parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Probic) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Inovação (Probiti).

O investimento do Probiti, que financiará 1.850 bolsas, é de R$ 432 mil e do Probic, que custeará100 bolsas, é de R$ 7,9 milhões, num período de 12 meses.

Outro é o Auxílio Recém-Doutor (ARD), que conta com um investimento de R$ 2 milhões, que procura facilitar a inserção de doutores com menos de três anos de formação.

Já o AOE  (Auxílio à Organização de Eventos), que tem como objetivo a realização de eventos científicos no Rio Grande do Sul, conta com um investimento de R$ 800 mil.

A novidade para este ano é o Pronem (Programa de Núcleos Emergentes), que funcionará em convênio com o CNPq e terá uma aporte de R$ 12,5 milhões. A intenção é apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e inovação.

Morre a “Capitu” do cinema brasileiro

Morreu na noite de terça-feira, aos 72 anos, a atriz Isabella Cerqueira Campos, protagonista de “Capitu”, dirigido por Paulo Cezar Saraceni, um marco do Cinema Novo. Isabella, como era conhecida, lutava contra um câncer de mama.

Atriz de cinema, televisão e teatro, Isabella nasceu em Novo Mundo, na Bahia, no dia 27 de julho de 1938. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou teatro e dança. Trabalhou como comissária de bordo e tornou-se modelo em Paris, tendo desfilado para a Maison Dior em 1960.

Dois anos depois, voltou para o Rio e deu início à carreira de atriz com a peça “A prima dona”. Sua estreia nos cinemas aconteceu no mesmo ano, no filme “Os apavorados”, a última chanchada da Atlântida, seguido por “Cinco vezes favela”, de Cacá Diegues, um dos marcos do Cinema Novo.

Isabella tornou-se uma das musas do movimento e seu trabalho mais marcante foi “Capitu”, de 1968, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, que viria a ser seu marido. A atriz viveu a protagonista ao lado de Othon Bastos como Bentinho e Raul Cortez como Escobar.

Na televisão, a atriz foi destaque em novelas como “Passos dos ventos”, de 1968, e “A cabana do Pai Tomáz”, de 1971, e no seriado “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de 1978.

No teatro, ela estrelou peças como “Dura lex sed lex, no cabelo só Gumex”, de 1965, “Viver é muito perigoso”, de 1968, “Quinze anos depois”, de 1985, “Amar se aprende amando”, de 1987, e “Cora Coralina”, de 1989.

Nos anos 1970, ela casou-se com o cineasta Carlos Frederico Rodrigues, com quem trabalhou em filmes como “A possuída dos mil demônios”. Na década seguinte, Isabella mudou-se com o marido para Visconde de Mauá, onde fundou o Teatro da Montanha.

Seu último trabalho foi uma participação especial no filme “Brasília 18%”, de Nelson Pereira dos Santos, em 2006. No ano seguinte, ela apareceu nas telas em um depoimento ao documentário “Panair do Brasil”, de Marco Altberg.

Morre Maria Schneider do filme “Último tango em Paris”

A atriz francesa Maria Schneider, protagonista do filme “Último Tango em Paris” (1972) ao lado de Marlon Brando 9fotos), morreu nesta quinta-feira em Paris aos 58 anos em consequência de um câncer, informou a família.

Maria tinha 19 anos quando protagonizou “Último Tango em Paris”, dirigido pelo cineasta italiano Bernardo Bertolucci. Cheio de cenas de nudez, o filme provocou escândalo na década de 70.  Neste filme,  Schneider fez o papel de Jeanne, uma jovem prestes a casar que ao visitar um apartamento conhece um misterioso americano com quem tem uma tórrida paixão.

Três anos após o filme, Maria estrelou “O Passageiro – Profissão Repórter”, ao lado de Jack Nicholson.

Filha do ator francês Daniel Gélin e de Marie-Christine Schneider, dona de uma livraria, Maria nasceu em 27 de março de 1952, em Paris. Sua última aparição no cinema foi em 2008, no filme “Cliente”, de Josiane Balasko.

Jornalista brasileiro é agredito no Egito

Araujo  é autor do livro Binladenistão

O jornalista Luiz Antônio Araujo, editor do jornal Zero Hora, foi agredido na manhã desta quinta-feira (3) na cidade do Cairo, no Egito. Araujo está no Egito desde terça-feira, fazendo a cobertura dos protestos no país para os veículos do Grupo RBS.

Em depoimento a Rádio Gaúcha, Araujo descreveu que foi cercado por manifestantes favoráveis ao governo Hosni Mubarak com facas, pedaços de pau e pedras em uma área central controlada pelo exército egípcio. “Fui empurrado, levei soco, levei pontapé nas canelas e só consegui manter a integridade física tirando o passaporte e dizendo ‘eu sou brasileiro'”. Os manifestantes levaram a máquina fotográfica do jornalista, que “a muito custo conseguiu ficar com o passaporte”.

Segundo o jornalista, soldados do exército observavam a cena de longe, sem interferir, até que um deles se aproximou e pediu que os manifestantes o deixassem.

O repórter está a salvo porque abrigou-se na embaixada brasileira, próxima do local onde foi agredido.

Luiz Antônio Araujo tem experiência em cobertura no Oriente Médio. Em 2001, cobriu a invasão dos Estados Unidos no Afeganistão. O trabalho gerou o livro Binladenistão – Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo, indicado ao Prêmio Jabuti de Literatura de 2010 na categoria reportagem.

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