Arquivo do dia: dezembro 2, 2010

Maioria de usuários de celular gostaria de ouvir suas rádios locais

A Associação Nacional de Broadcasters emitiu recentemente um comunicado comemorando os resultados de uma recente pesquisa realizada pela Harris Interactive em Washington – EUA, que mostra que uma maioria considerável de usuários de telefonia celular americana gostaria que seus celulares lhes proporcionasse ouvir suas estações de rádio locais.

A pesquisa foi encomendada pela National Association of Broadcasters (NAB) e realizada como parte de uma pesquisa nacional online, recebendo as opiniões de 2.587 adultos.

“Os resultados dessa pesquisa demonstram que há uma demanda significativa de pessoas interessadas em ouvir rádio de seus telefones celulares”, segundo o Vice-Presidente Executivo de Comunicação da NAB, Dennis Wharton (foto). “Infelizmente, a maioria dos portadores de celulares nos EUA têm negada a possibilidade de ouvir suas estações de rádio preferidas gratuitamente. Grande parte do mercado de telefonia celular dos EUA tem contratos de exclusividade entre operadoras e fabricantes, fazendo com que a maioria dos consumidores paguem uma taxa-base, sem alternativas de livre difusão”.

Os resultados mostram que:

Três quartos (76 por cento) dos proprietários de telefone celular consideraria pagar uma taxa única de 30 centavos para acessar estações de rádio locais.

Previsões meteorológicas locais e música são as principais razões que os fariam ouvir suas estações de rádio pelo celular.

Setenta e três por cento dos proprietários de telefone celular indicaram que ter um rádio embutido no seu telefone celular, capaz de proporcionar condições meteorológicas locais e alertas de emergência em tempo real, seria “muito” ou “um tanto quanto importante”.

Embora dois terços (66 por cento) dos adultos admita que usaria o recurso, os jovens são mais propensos à utilização. Setenta e um por cento dos 18-44 anos de idade, assim como 73 por cento dos adultos solteiros e/ou que nunca se casaram, disseram que usariam seus celulares para ouvir as estações de rádio locais se seus aparelhos fossem equipados para tal fim, através do uso de aplicativos ou planos de suas operadoras de telefonia móvel.

Um estudo de 2008 feito pela empresa de market global TNS descobriu que 45% dos usuários de celulares na América Latina e Ásia citaram o rádio AM / FM como uma das três principais razões para a compra de um celular – tornando o recurso mais popular do que o acesso à Internet, mensagens de texto e câmera fotográfica. Outra pesquisa do mesmo ano, encomendada pela NAB FASTROAD, concluiu que o crescimento na venda dos celulares com recurso de rádio FM é muito grande em todo o mundo, e espera-se alcançar 45 por cento, ou 700 milhões de aparelhos, em 2011.

Wharton NAB sugere o motivo das operadoras sem fio dos EUA e os fabricantes de dispositivos impedirem o acesso dos consumidores às rádios FM pelos celulares gratuitamente: “Pode ser um simples caso de comportamento anti-competitivo”, arrisca ele. “Cada minuto que um usuário de telefone celular escuta rádio local livre é menos um minuto gasto com ligações e aplicativos tarifados. Além disso, como ouvir rádio local não necessitaria de banda larga, os assinantes de telefonia celular não seriam obrigados a pagar as crescentes taxas das transmissões de dados e dos aplicativos.”

Fonte: rádio Agencia

Texto: Roberta Carrano / Fonte: National Association of Broadcasters

Chanel n°5 de Marilyn Monroe na mira ambiental

Com demanda crescente continua por recursos naturais (35% maior que a capacidade de renovação da natureza), a base da economia mundial, o alerta dos ambientalistas tem ecoado e transformado as ações produtivas das grandes empresas e corporações espalhadas pelo globo.

Mundialmente famoso e eternizado pela belíssima Marilyn Monroe, o perfume Chanel n°5 é produzido a partir do óleo essencial de uma planta nativa da Amazônia conhecida popularmente como pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke) e que, devido à sua aguda extração, corre risco de desaparecimento.

Tal espécie é só mais uma sob ameaça de extinção, já que segundo o relatório “A economia dos ecossistemas e da biodiversidade”, publicado pela Onu, nos últimos 50 anos mais de 60% dos recursos ambientais foram degradados pelo homem de forma irracional ou não planejada.

Para os amantes do perfume, a boa notícia é que pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) já estudam uma fórmula de se obter o óleo essencial da planta sem a necessidade de desmatamento. Os testes iniciais já apontam para aproveitamento 30% maior que no método habitual.

Do blog Claret/Nilmar Barcelos

Projeto transforma lixo em combustível em SP

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 33,9 milhões para investimentos da Estre Ambiental, empresa nacional de gestão de resíduos sólidos e tratamento de áreas degradadas.

Os recursos serão usados na implantação de uma unidade de processamento de resíduos, com capacidade de produção de 450 toneladas anuais de combustível derivado de resíduos (CDR). O CDR é um combustível em forma de flocos que pode ser usado na alimentação de caldeiras e fornos industriais.

Esta é a primeira vez que o BNDES financia um na área de resíduos sólidos para transformação de lixo urbano em energia.

O projeto da Estre prevê a expansão dos aterros sanitários de Itapevi e Paulínia, no Estado de São Paulo, a captação de biogás com geração de crédito de carbono e a produção de combustível derivado de resíduo sólido.

A Estreo ampliará sua capacidade de destinação dos resíduos sólidos urbanos das regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas e aumentará a captação de gás metano nos aterros sanitários.

Os resíduos domiciliares e industriais serão reciclados, reaproveitados e transformados em insumo energético em outro processo produtivo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região, destaca o BNDES.

O principal mercado do CDR serão as usinas de cana-de-açúcar que operam próximo à região do projeto, bem como o coprocessamento em fornos de cimento. Atualmente, as usinas sucroalcooleiras usam bagaço de cana, enquanto as cimenteiras utilizam coque para aumento do poder calorífico de seus fornos. No entanto, o cultivo da cana é sazonal, fazendo com que haja grande variação no seu fornecimento ao longo do ano.

O CDR é produzido durante todo o ano, podendo, inclusive, ser estocado, o que permitirá um ganho de eficiência permanente dos fornos. Além disso, o potencial calorífico do CDR é superior ao do bagaço de cana. O coque, por sua vez, tem custo superior ao CDR, observa o BNDES, em nota.

O banco começou a atuar no setor de resíduos sólidos em 2002. Hoje, a carteira do Banco soma R$ 780 milhões de financiamentos aprovados para o setor de gestão de resíduos sólidos, entre operações diretas e indiretas.

Téo Takar | Valor

Representante gaúcha no Miss Itália Nel Mondo é assassinada em Caxias

Nota atualizada em 3 de dezembro as 19,00hs

No dia 19 de novembro, Farenzena e Caren foram fotografados juntos em uma festa, em Caxias do Sul Foto: Robson Ramos, divulgação

Mãe admite ter ajudado o filho na morte de universitária em Caxias do Sul
A mãe do jovem desempregado Eduardo Farenzena, 19 anos, admitiu ter participação na morte da miss e estudante universitária Caren Brum Paim, 22, em Caxias do Sul. Ele será responsabilizado pelo homicídio e, ela, por ocultação de cadáver.

Ela comentou que ajudou o filho a colocar o corpo da representante gaúcha no Miss Itália Nel Mondo no porta-malas do Palio da família e a jogá-lo nas margens da Rota do Sol, na entrada de Fazenda Souza, em Caxias.

Na quinta-feira e hoje, a mãe acompanhou o filho nos depoimentos. Teria sido ela, inclusive, a primeira pessoa a confessar ao delegado Marcelo Grolli, da 3ª DP, a participação do rapaz no crime. Diante do depoimento da mãe, o filho não teve como seguir negando a autoria.

Caren (à direita) morava havia quatro anos em Caxias

Caren e Farenzena eram vizinhos, no bairro Desvio Rizzo. A miss teria ido a pé até a casa do rapaz, após sair da academia. A informação inicial, prestada pela família, era de que o sumiço e crime teriam ocorrido na segunda-feira. Ontem, porém, a polícia confirmou que foi na terça-feira.

Na casa do rapaz ouve uma discussão e ela foi esganada, até desmaiar. Depois, o jovem pegou uma gravata e a matou. Em seguida, ligou para a mãe, pedindo ajuda.

A mãe foi até a casa do rapaz e ajudou a colocar o corpo no porta-malas do carro, indo com ele até o endereço da desova.

O delegado Grolli não quis fornecer o nome da mãe, sob a alegação de que esse seria parte de um acordo.

Familiares da estudante universitária e representante gaúcha no concurso Miss Itália Nel Mondo, Caren Brum Paim, 22 anos (foto), encontrada morta quarta-feira na beira de uma estrada em fazenda Souza, zona rural de Caxias do Sul, têm dois suspeitos do crime. Os nomes foram repassados para a polícia nesta quinta-feira.

O primeiro seria um jovem de 19 anos, morador das imediações da casa da família, no Bairro Desvio Rizzo. Em depoimento à polícia na tarde desta quinta-feira, ele admitiu que esteve com a miss na segunda-feira, dia do sumiço. Caren teria sido raptada na saída de uma academia no mesmo bairro. Porém, o rapaz nega qualquer envolvimento no sumiço e morte.

Outro suspeito da família é um professor universitário que estaria apaixonado por ela e a pressionava para que aceitasse namorá-lo. Ele ainda não foi localizado pela polícia.

Caren morava havia quatro anos com um rapaz de Bagé, com quem namorava desde os 13 anos.

Pouco depois do enterro, em Bagé, a mãe de Caren, Sonia Brum, 47 anos, fez uma revelação:

— Ela brincou dizendo que ia abrir a cesta de Natal que havia ganho porque não sabia se estaria viva até lá. Parece que ela estava sentindo que algo ia acontecer.

Segundo o Organizador da etapa estadual do concurso Miss Itália Nel Mondo, o agente de modelos Edson Ferreira, Caren estava feliz com os cursos de interpretação que havia concluído ultimamente, no Rio de Janeiro. Ela havia confidenciado ao organizador do concurso que tinha o sonho de atuar no cinema, onde fazia cursos, por isso as idas e vindas constantes à Cidade Maravilhosa.

Pioneiro

USP cria aparelho barato que diagnostica e trata câncer

Batizada inicialmente de Mardoscope, tecnologia pode custar 7.000 reais

 

“O tratamento poderá ser realizado em apenas um dia”

Diz Mardoqueu Martins da Costa, coordenador do estudo

Um aparelho portátil capaz de diagnosticar e tratar o câncer de pele está sendo testado na Universidade de São Paulo (USP).

Batizado temporariamente de Mardoscope, a tecnologia usa a fluorescência para detectar alterações no epitélio (tecido) de pacientes e já inicia o tratamento contra a doença. A previsão é de que ele custe cerca de 7.000 reais, de acordo com a Agência USP.

Em pesquisa prévia, a equipe da universidade havia percebido que os componentes químicos de tecidos lesados pelo câncer se alteravam na presença de ácido e luz ultravioleta.  Desenvolveram, então, um teste em que um ácido chamado aminolevulínico (ALA) é aplicado como uma pomada na parte de aparência doente e, em seguida, submetida a uma luz ultravioleta para realizar o diagnóstico.

“Quando se tem uma suspeita de câncer de pele, mantemos o ácido na pele e emitimos uma luz vermelha capaz de ativá-lo, realizando o tratamento”, diz o coordenador do estudo, Mardoqueu Martins da Costa. A luz vermelha, quando emitida na região doente, oxida e mata as células com câncer. “O tratamento contra o câncer poderá ser realizado em apenas um dia.”

O método se contrapõe à cirurgia que é feita atualmente para remover o tumor. “A remoção cirúrgica implica na retirada do tecido doente. Outro método convencional para combater o câncer de pele é a criogenia, ou seja, a utilização de nitrogênio líquido para queimar as lesões. No método fotodinâmico não é preciso remover o tecido”, explica o físico.

(Com Agência Estado)

NASA: bactéria “alienígena” encontrada na Califórnia

Para quem esperava por ETs, a decepção foi geral. Mesmo quem especulou sobre bactérias extraterrestres deve ter ficado desencantado.

A NASA acaba de anunciar os resultados de um estudo que pode ter descoberto, na Terra, uma bactéria que, para sobreviver, não depende dos elementos químicos tradicionalmente associados à vida – e isto apontaria para a possibilidade de formas de vida no espaço diferentes da vida que conhecemos na Terra.

Busca por vida extraterrestre

Foram dias de intensas especulações depois que a NASA anunciou, no dia 29 de Novembro, que faria uma conferência hoje “para discutir uma descoberta em astrobiologia que irá impactar a busca por evidências de vida extraterrestre”.

Quem leu com atenção e se fixou apenas nos termos usados pela agência espacial não alimentou muitas expectativas – a NASA falava em impactar a buscabusca por vida, e não sobre a localização de vida extraterrestre.

Além disso, nenhum dos cientistas que estarão presentes na conferência que acontecerá daqui a pouco tem ligação com qualquer projeto em andamento que pudesse ter colhido evidências diretas de vida extraterrestre.

Felisa Wolfe-Simon recolhe cuidadosamente amostras da sua "bactéria extraterrestre" em lago salgado da Califórnia.

A imprensa já havia recebido o material com antecedência, sob a condição de não publicá-lo antes das 19h00 (horário de Brasília). Mas um site holandês quebrou o chamado “embargo” e a revista Science autorizou a publicação antecipada da notícia.

A expectativa pode ter ofuscado um pouco o brilho do achado – mas é um achado importante e, se confirmado por outros experimentos e por outros cientistas, expande o conceito de vida, ao menos nas condições necessárias para mantê-la.

Química da vida

Os livros-texto afirmam que a química da vida é muito específica, requerendo sempre seis elementos químicos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Qualquer alteração além desse grupo muda a reatividade e a estabilidade molecular, e a vida não se sustenta.

O elemento fósforo normalmente está presente na forma de um fosfato inorgânico.

Agora, Felisa Wolfe-Simon e seus colegas descobriram uma bactéria, chamada GFAJ-1, no salgado Lago Mono, na Califórnia, que parece substituir o fosfato por arsênio, ou arsênico, o elemento químico de número atômico 33 e símbolo As.

Ocorre que o arsênio é fortemente tóxico para os seres vivos. Embora quimicamente ele se comporte de forma similar ao fosfato, ele quebra as rotas metabólicas que sustentam a vida.

Bactéria  

A proteobactéria GFAJ-1, da família Halomonadaceae, parece substituir o fosfato por arsênio, levantando a possibilidade de formas de vida totalmente diferentes das atualmente conhecidas. [Imagem: Henry Bortman/Science]

Não é a primeira vez que cientistas encontram organismos que alteram quimicamente o arsênio. Organismos assim já foram associados a eventos de intoxicação na Ásia, sobretudo em Bangladesh, quando a população começou a usar água de cisternas para tentar evitar o cólera.

Mas os dados coletados neste novo estudo parecem demonstrar que a bactéria GFAJ-1 substitui o fosfato por arsênio de tal forma que ela até mesmo incorpora o arsênio em seu DNA. O microrganismo é uma proteobactéria, da família Halomonadaceae.

No laboratório, os pesquisadores cultivaram a bactéria em discos de Petri nos quais o fosfato foi gradualmente substituído pelo arsênio, até que a bactéria crescesse sem necessidade de fosfato, um composto essencial para várias macromoléculas presentes em todas as células, incluindo os ácidos nucleicos, os lipídios e as proteínas.

Usando radioisótopos como marcadores, a equipe seguiu o caminho do arsênio na bactéria, desde a sua assimilação química até sua incorporação em vários componentes celulares. Segundo suas conclusões, o arsênio substituiu completamente o fosfato nas moléculas da bactéria, inclusive no seu DNA.

E a vida extraterrestre?

E o que tem tudo isso a ver com a busca por sinais de vida extraterrestre?

Ora, se um elemento tóxico como o arsênio pode substituir o fósforo em uma bactéria, isso expande a busca por formas de vida fora da Terra – até agora, encontrar arsênio em um alvo promissor para a existência de vida extraterrestre poderia fazer com que os cientistas descartassem o sítio onde o elemento foi localizado, por exemplo.

E, mais importante, se há uma substituição de fosfato por arsênio, é possível que ocorram outras substituições, abrindo ainda mais o leque de possibilidades.

“A vida como nós a conhecemos exige elementos químicos específicos e exclui outros. Um dos princípios-guia da busca por vida em outros planetas é que nós devemos ‘seguir os elementos’,” diz Ariel Anbar, membro da equipe de astrobiologia da NASA e coautor do novo estudo. “O trabalho de Felisa nos ensina que devemos pensar melhor sobre quais elementos seguir.”

Para Wolfe-Simon, nossa relação com a busca por formas de vida, em vez de se basear na tão falada “diversidade da vida”, na verdade assume que toda a vida na Terra é essencialmente idêntica, sempre baseada nas “constantes da biologia, especificamente que a vida exige os seis elementos CHNOPS montados em três componentes: DNA, proteínas e lipídios.”

CHNOPS são os símbolos químicos dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre.

Uma parte do grupo já havida levantado anteriormente a hipótese de “formas estranhas” de vida aqui mesmo na Terra, que poderiam existir em uma espécie de “biosfera-sombra”. Eles publicaram em Janeiro de 2009 um artigo chamado “Será que a natureza também escolheria o arsênio?”

 

Céticos

Os experimentos feitos até agora não são definitivos e ainda deverão ser questionados por outros pesquisadores.

O próprio grupo afirma que ainda é necessário avaliar os níveis de arsênio e fosfato usados no experimento, assim como se certificar de que o arsênio foi realmente incorporado nos mecanismos bioquímicos vitais da bactéria, como DNA, proteínas e membranas celulares.

Steven Benner, um astrobiólogo ouvido pela própria revista Science, onde a pesquisa foi publicada, afirma que a substituição do fósforo pelo arsênio “em minha opinião não ficou estabelecida neste trabalho.”

Barry Rosen, da Universidade de Miami, disse que o arsênio pode estar simplesmente se concentrando nos extensos vacúolos das bactérias, e não se incorporando em sua bioquímica. Segundo ele, a prova definitiva pode vir, por exemplo, na demonstração de uma enzima funcional que contenha arsênio.

Forma alienígena de vida

Davies está mais entusiasmado, embora destaque que, apesar de tudo, a bactéria ainda é uma forma de vida da Terra.

“Este organismo tem uma capacidade dupla. Ele pode crescer tanto com fósforo quanto com arsênio. Isto o torna peculiar, mais ainda longe de ser alguma forma verdadeiramente ‘alienígena’ de vida, pertencente a uma outra árvore da vida, com uma origem distinta. Entretanto, a GFAJ-1 pode ser um indicador para organismos ainda mais esquisitos. O cálice sagrado será um micróbio que não contenha fósforo de jeito nenhum,” disse o cientista.

Davies prevê que o novo organismo “é seguramente a ponta do icebergue, com potencial para abrir um domínio totalmente novo na microbiologia.”

E, certamente, não são apenas os cientistas que se interessam pela descoberta.

“Nossa descoberta é uma lembrança de que a vida como nós a conhecemos pode ser muito mais flexível do que nós geralmente assumimos ou mesmo que podemos imaginar,” afirmou Wolfe-Simon.

“Esta história não é sobre arsênio ou sobre o Lago Mono,” diz ela. “Se alguma coisa aqui na Terra faz algo tão inesperado, o que poderá fazer a vida que nós ainda não conhecemos? Este é o momento de descobrir.

Inovação Tecnológica

Bibliografia:

A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus
Felisa Wolfe-Simon, Jodi Switzer Blum, Thomas R. Kulp, Gwyneth W. Gordon, Shelley E. Hoeft, Jennifer Pett-Ridge, John F. Stolz, Samuel M. Webb, Peter K. Weber, Paul C. W. Davies, Ariel D. Anbar, Ronald S. Oremland
Science
2 December 2010
Vol.: ScienceXpress
DOI: 10.1126/science.1197258

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