Memória: Hemingway morreu na atmosfera do absurdo



2 julho de 1961 –  Hemingway tira a própria vida
Alice Melo/JB
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O suicídio sempre permeou suas conversas, seus contos, sua vida. Aos 61 anos, o escritor norte-americano Ernest Hemingway decidiu acabar com a vida com um tiro na cab

eça, repetindo o ato de seu pai, morto 32 anos antes. Doente, com depressão, diabetes e perda de memória, Hemingway decidiu ser mais sensato escolher a hora de partir.

Prêmio Nobel de Literatura (em 1954, principalmente pelo livro O Velho e o Mar, de 1952), Hemingway começou como repórter no Kansas City Star, foi corre

spondente durante as duas grandes guerras e passou à literatura quando a escritora Gertrude Stein lhe disse que jornal era uma espécie de quadro-negro: terminando de escrever, passa-se um apagador.

Americano expatriado, que se reuniu a uma comunidade de escritores em Paris, conhecida como “geração perdida”, Hemingway voltava–se para os homens primitivos em busca da salvação do homem saturado de civilização e cinismo. Ele construiu um mundo de bandidos, caçadores, pescadores, boxeadores e toureiros, elevando-os à mais alta dignidade artística por meio de um estilo que serviu de modelo às futuras gerações – um estilo puro, severo, despojado do supérfluo, que o colocou ainda durante a sua vida (como o nosso Graciliano Ramos) entre os grandes clássicos da língua inglesa.

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