Goleiro Bruno é afastado do Flamengo


Cinco carros da Divisão de Homicídios de Contagem entraram, agora no final da tarde, no condomínio residencial Turmalina para tentar encontrar o corpo de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-namorada e mãe de um filho do goleiro Bruno, do Flamengo. Com um mandado de prisão nas mãos, os agentes estão conferindo uma denúncia de que a vítima, que teria sido espancada e morta há três semanas, estaria próxima à propriedade do jogador.

Por estar sendo considerado pela polícia mineira suspeito de envolvimento no desaparecimento da namorada, o goleiro Bruno, do Flamengo, foi afastado hoje do time, pela direção do clube. A decisão foi acertada. Com a  gravidade das denúncias, o jogador – apesar de seu estilo debochado – certamente não terá equilíbrio psíquico para trabalhar. Seja culpado ou inocente. Desde que a notícia veio à tona no sábado preferi não comentar porque inicialmente julguei que a polícia tivessse somente suspeitas. É muito comum no Brasil a polícia divulgar suspeitas infundadas sobre pessoas, sobretudo se elas vêm de camadas inferiores da sociedade.

O caso tem vários elementos que atraem a curiosidade popular: traição (o jogador teria pulado a cerca e engravidado a moça), disputa por paternidade, violência  contra mulher, desaparecimento e até mesmo uma criança – o filho da jovem desaparecida, que foi localizado e agora está com o avô, pai dela. A polícia já indiciou a mulher de Bruno, acusada de subtração de menor. Após o desaparecimento da mãe, a criança teria sido encontrada no sítiio de Bruno, para onde teria sido levada por um amigo do jogador.

Em entrevista à rádio Globo hoje, Bruno disse que é inocente e ainda vai rir disso tudo. Mesmo que seja inocente, não há motivo para se rir de nada nesse caso. A ex-namorada dele, está desaparecida desde o dia 20 de junho. Mas para complicar a situação de Bruno, ela deu queixa dele por agressão e conta tudo o que aconteceu com detalhes neste vídeo publicado pelo blog Casos de Polícia, do jornal  “Extra”, parceiro deste blog. Após essa denúncia, Bruno deveria ter dado toda cobertura à moça, para que nada de mal acontecesse a ela.

Ainda não se sabe que fim levou essa queixa na Delegacia especial de atendimento a mulher, mas não há notícia sequer de que Bruno tenha sido intimado a depor sobre a denúncia de agressão contra a jovem. A  polícia mineira, que investiga o desaparecimento da jovem, vai pedir à Justiça autorização para vistoriar o sítio do jogador, em Contagem, onde teria sido ocultado o corpo da moça. A polícia suspeita que Bruno esteja envolvido na morte dela.

Muito cuidado nessa hora para não alimentarmos o linchamento moral do jogador, mas o papel dele nesse momento deve ser o de realmente colaborar com a polícia e a Justiça. Não há outra alternativa. Eu, no lugar dele, já teria aberto as portas do sítio à polícia, mesmo sem autorização judicial. Nesse caso, vale o velho ditado: quem  não deve, não teme.

Blog do Jorge Antonio Barros

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Comentários

  • bigbengazz  On julho 8, 2010 at pm:21 pm

    Não adianta a gente se estrebuchar e protestar com o diferencial desumano, indecente e podre entre o tratamento dos que tem poder financeiro e fama, e outros humildes, pobres e sem aparente “significancia social”. Todos os dias estão acontecendo crimes bárbaros por todos os lados, os jornais em todos os estados estão abarrotados de notícias de casos escabrosos que não saem da imprensa local ou regional, a não ser que o criminoso ou a vítima seja de posição privilegiada na sociedade. Os mais humildes da história do bruno já foram metidos atrás das grades, a mulher do Bruno foi no camburão algemada, e os demais também não tiveram nenhum tratamento que teve esse indivíduo, um demônio encapado de bom moço, transitou pra lá e pra cá sem algemas, conduzido pelos policiais, sentando-se no banco traseiro, só faltou mesmo os policiais pedirem autógrafo. Eu também queria que ele autografasse com tinta de sangue a cara da justiça que não é totalmente cega, que vê entre cédulas e farrapos, uma categoria de criminoso de elite e outra, o criminoso “comum”, ou seja, pobre. Fico indignado, enojado de ver ainda advogados com argumentos de defesa, afirmando coisas em prol do acusado, que tanto ele como o resto da população do pais so ficaram sabendo através da imprensa. Demônios truculentos, contra uma mulher que aliás, não oferecia nenhuma condição de defesa. O BRASIL está atento, queremos ver uma punição exemplar e efetiva. A Justiça há muitas décadas vem devendo isto ao pôvo brasileiro, queremos justiça de fato, punição com rigôr e tratando o indivíduo no plano do crime, e não de sua condição financeira.

  • Waldir  On julho 8, 2010 at pm:41 pm

    O Datena tem que pegar pesado com esses caras e esse demônio desse Bruno, Tudo que o Datena disser aí sobre eles será muito muito pouco. Esse cara tem morrer devagarinho sendo espetado, tem que sangrar e sofrer muito. Deve sofrer o dobro do que ele fez, pena de morte pra eles é prêmio. Bola de ferro no pé, trabalho forçado sob sol, sendo alimentado a pão sómente sem ganhar nada por isso. Ah…como eu gostaria ser o algoz desse Bruno. Arrebentava todos os dentes dele. Se fosse com minha filha, nem que fosse a ultima coisa que eu fizesse, mas da minha vingança ele não ia escapar.Justiça pra eles e tantas outras desgraças, soltas ou que entopem as prisões é pouco. O pai dessa moça devia era um dia no futuro meter bala no meio cara desse demonio do inferno, que é o lugar que Deus tem obrigação de mandá-lo, que é o que ele merece.

  • zeca  On julho 7, 2010 at pm:02 pm

    A DENÚNCIA ANÔNIMA – Uma arma poderosa contra a qual não há escudo suficiente para enfrentar. A consciência da comunidade
    de que também cabe a ela a responsabilidade pelo bem-estar de seu pôvo, de seus vizinhos, de seus amigos e familiares, de seus colegas de trabalho ou de escola,etc… tem feito cada vez mais adeptos desta prática de denunciar, não omitir-se de seu papel de cidadão, partindo da premissa que só poderemos exigir dos serviços de segurança pública, quando participarmos efetivamente para a melhoria do trabalho dos membros de vigilância ostensiva e investigativa, denunciando aliás crimes corporativos, sejam eles de que natureza forem. O sábio provérbio que diz A VOZ DO PÔVO É A VOZ DE DEUS, nos dá a idéia do quanto é importante a participação da sociedade de forma anônima ou declarada para que tenhamos um país mais justo, para que o apelo de nossa comunidade também ganhe a mesma credibilidade que esperamos dos órgãos públicos.

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