Arquivo do dia: junho 6, 2010

Porto Alegre: PMs assassinam jovem em saida de boate

Dois policiais militares foram presos suspeitos pelo disparo que matou o jovem Wagner Boeira Cardoso, 26 anos, na madrugada deste domingo, na Capital.

Wagner levou um tiro na cabeça na esquina das ruas Dr. Timóteo e Tobias da Silva, no bairro Moinhos de Vento, a poucos metros da casa noturna Roseplace, de onde havia saído perto das 3h da madrugada.

Um dos PMs, que trabalha na parte administrativa do 9º Batalhão da Polícia Militar, foi preso por soldados do mesmo batalhão próximo a Osório, para onde teria tentado se refugiar.

Um comparsa, também vinculado ao 9º BPM, foi preso em Porto Alegre. Ambos foram levados para a Delegacia de Homicídios, autuados em flagrante e, em seguida, transferidos para a Penitenciária da Brigada Militar.

Wagner Boeira Cardoso foi atingido pelo disparo após uma suposta discussão com seguranças da Roseplace, que fica na Rua 24 de Outubro. Os homens teriam perseguido a vítima e um amigo, que teria sido agredido e teve uma série e escoriações, principalmente no rosto.

Imagens de câmeras de segurança da boate e de lojas próximas foram recolhidas e serão analisadas na segunda-feira. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.

PS: O Velório começou  as 19:30 deste domingo
Enterro: 14:00 do dia 07/06/2010
Parque Saint Hilaire. Av. sen. Salgado Filho, 2980 (na continuação da Bento Golçalves)

Morre Brian Duffy, fotógrafo das celebridades

O britânico Brian Duffy, fotógrafo emblemático dos anos 60, morreu aos 76 anos, segundo comunicado publicado em sua página na internet. O fotógrafo morreu vítima de uma doença pulmonar.

Junto dos colegas David Bailey e Terence Donovan, Brian Duffy formava “The Black Trinity” (A trindade negra), um trio de fotógrafos famosos por seus retratos de atores, modelos e músicos na ‘Swinging London’ dos anos 60.

Brian Duffy estudou estilismo na St. Martins School antes de estrear na carreira de fotógrafo em 1957, na edição britânica da revista Vogue. Também trabalhou para a Elle de Paris.

Entre suas fotos mais conhecidas estão os retratos do escritor americano William Burroughs e do cantor britânico David Bowie (foto acima).

“Vou sentir muita falta das nossas discussões”, comentou David Bailey, o único sobrevivente do trio, em declarações ao jornal dominical The Sunday Telegraph. “Se você dissesse ‘bom dia’ para Duffy, ele perguntaria por que. Este era seu charme”.

Uma em cada sete brasileiras já abortou

Uma em cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos já abortou. Cerca de 80% delas têm religião, 64% são casadas e 81% são mães. Isso é o que mostra o primeiro levantamento direto sobre o aborto no país, feito pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.

Foram entrevistadas 2.002 mulheres, das quais 15% declararam já ter abortado. De acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representa 5,3 milhões de mulheres.

Um dos mitos derrubados pelo estudo é o de que abortar é mais comum em classes sociais mais baixas e entre adolescentes. “Quem aborta é a mulher comum, é sua prima, namorada ou vizinha”, afirma um dos coordenadores do estudo, o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Medeiros.

O aborto ocorre em todas as classes sociais mas, na maioria das vezes, em aproximadamente 35% dos casos, a mulher recebe entre dois e cinco salários mínimos. A faixa etária em que mais abortam é entre 20 e 24 anos. Cerca de 24% das entrevistadas declararam ter feito o aborto nessa idade.

Os dados da pesquisa são inéditos porque até agora os números sobre aborto no país eram baseados em estimativas indiretas, como a procura por serviços públicos de saúde após um aborto.

Para Medeiros, o dado mais surpreendente é que 55% das mulheres são internadas logo após o aborto. “É uma taxa muito alta e isso é gravíssimo porque significa não só que elas precisaram ir a um hospital, mas que permaneceram lá com sérias complicações de saúde”, afirmou.

O pesquisador defende a descriminalização do aborto como forma de reduzir os danos à saúde da mulher. “Esses números terão impacto nas discussões sobre a legislação, afinal agora sabemos que a mulher que aborta está no nosso cotidiano. Você quer que sua conhecida que abortou seja presa?”, questiona.

Atualmente, só é permitido abortar se a gravidez oferece risco à vida da mulher ou quando é resultado de estupro. Ainda este ano, o Supremo Tribunal Federal deve decidir sobre a permissão da retirada do feto também em casos de anencefalia (má-formação que impede o desenvolvimento do cérebro).

No Congresso, deve ser votado o Estatuto do Nascituro, lei que garante proteção jurídica aos embriões, o que eliminaria a possibilidade de aborto legal em qualquer caso, inclusive o de estupro.

Parada Orgulho Gay muda cor da bandeira

Com o lema “Vote contra a homofobia”, também inspirado no ano eleitoral, a Parada do Orgulho Gay volta a ter mais como principal tema o combate contra os delitos cometidos contra homossexuais.

Os 18 carros de som serão decorados com as cores preto e branco, que predominarão em toda a decoração utilizada no percurso da caminhada que começa ao meio-dia na Avenida Paulista e termina na Praça da República.

A organização disse que a fase de “buscar visibilidade”, representada pela bandeira arco íris, “já passou” e que o movimento gay busca neste ano “atuar direto” frente aos Governos nacional e regionais por reivindicações.

A Prefeitura de São Paulo dispôs de um orçamento de RS$ 1 milhão para a caminhada deste ano, quase o dobro de 2009, enquanto a economia da cidade espera um impacto de RS$ 200 milhões devido à parada.

A Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que espera reunir 3,5 milhões de pessoas neste domingo na capital paulista, mudará nesta edição sua tradicional bandeira arco-íris, símbolo da diversidade, pelo preto e branco usados contra a homofobia, informaram hoje os organizadores.

Considerada a maior parada gay do mundo interdita diversas ruas na região da Avenida Paulista. A marcha começa ao meio dia, em frente ao Masp, e termina às 20h, na Praça Roosevelt.

O evento é o segundo maior da cidade, atrás apenas da Fórmula 1, e deve movimentar cerca de R$ 200 milhões durante o feriado. A prefeitura investiu R$ 1 milhão.

O cálculo foi realizado pela empresa de consultoria São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), que apontou também a presença de 400 mil visitantes na cidade, muitos deles estrangeiros.

Durante o mês do Orgulho Gay foram programadas atividades prévias e posteriores a Parada, como a 10ª Feira Cultural LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), realizada na quinta-feira na praça Anhangabaú da Prefeitura, que inaugurou em maio a primeira central turística do país de orientação homossexual.

Debates acadêmicos e a entrega de reconhecimentos a entidades e personalidades que defendem a liberdade de gênero completarão a programação de atividades do mês.

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