Arquivo do dia: abril 30, 2010

Polícia vai pedir à Justiça prisão de procuradora

A titular da 13ª DP (Ipanema), delegada Monique Vidal, informou que pedirá ainda hoje ao Ministério Público, que encaminhará à Justiça, a prisão da procuradora Vera Lúcia Sant’Anna Gomes, acusada de torturar sua filha adotiva de dois anos.

Ela foi indiciada nesta quinta-feira (29) pelos crimes de tortura qualificada e racismo, uma vez que é acusada de bater na menina que pretendia adotar. O laudo do IML apontou que a criança foi vítima de lesão corporal leve.

A mãe biológica da criança que estava sob guarda da procuradora aposentada, acusada de tortura à criança, quer a filha de volta ao convívio familiar. A mulher diz que já tem condições de cuidar da filha e diz que está sofrendo com a falta da menina.

“Está sendo muito difícil, complicado, mas eu tenho fé em Deus, tenho fé que em breve ela estará comigo”, afirmou a mãe biológica. Segundo ela, seu advogado entrou com um pedido na Vara da Infância e Juventude para que concedida uma autorização de visita à criança no abrigo. O resultado do pedido, segundo o advogado Sylvio Pereira, deve sair em cinco dias.

A mãe explica que a filha teria parado no abrigo, pela primeira vez, por equívoco: “Ocorreu que eu me separei e tive uma série de problemas financeiros. Pedi para que uma amiga ficasse com a menina por uma semana. Quando eu retornei, ela tinha sido entregue num abrigo. Eu corri atrás, teve algumas audiências, que eu nem fui citada, e então eu perdi a criança”, lamentou.

A Defensoria Pública afirma que o “abandono” teria ocorrida duas vezes e foi decisivo para a suspensão do poder familiar da mãe. Segundo a defensora Eufrásia Souza, a mãe da criança por duas vezes a deixou ser cuidada por outra pessoa. Na primeira vez, em janeiro de 2008, de acordo com a defensoria, a mãe tinha deixado a filha com uma pessoa por mais de um mês.

A menina foi posta em um abrigo e, em novembro, foi recuperada pela mãe. Mas, em fevereiro de 2009, a criança foi levada, de novo, para o mesmo abrigo onde por uma outra pessoa.

“Em outubro de 2009 foi suspenso o poder familiar e a mãe proibida de visitar o abrigo.  O fato de a criança ter sido pela segunda vez, deixada ser cuidada por outra pessoa, fez o Ministério Público alegar que ela não cumpriu com os deveres de guarda”.

Mãe diz ter condição de cuidar da filha
A mãe afirma que estava trabalhando como vendedora até o dia em que reconheceu o choro da filha na televisão. A partir daí, teria parado de trabalhar para cuidar da retomada da guarda. Ela, que tem 27 anos, teria um namorado em condições de sustentar a família, sustenta o advogado.

A ex-vendedora mora no Catete, bairro da Zona Sul do Rio, e pretenderia ter mais um filho. A mulher diz o que a sua filha estaria sentido:

“Ela deve estar com a cabeça muito confusa, ela deve estar querendo entender tudo isso e não sabe. Ela é uma garota meiga, carinhosa, observadora. Ela observa tudo, é muito quieta e a partir do momento que ela foi parar o abrigo, ela passou a ter um olhar triste. Um olhar de quem está sofrendo, de que aquele lugar não é bom. É como se te olhasse e falasse ‘me tira daqui’ – afirma.

Agressões
De acordo com a delegada, o laudo complementar pedido ao Instituto Médico Legal (IML) mostra que a criança sofreu multiplicidade de lesões, em dias diferentes, e por meio cruel.

Já o crime de racismo, segundo a delegada, foi configurado pela forma como a procuradora se referia aos seus empregados.

A procuradora prestou depoimento na delegacia acompanhada do advogado, Jair Leite Pereira. Em depoimento, ela negou todas as acusações, segundo a delegada Monique Vidal, responsável pelo inquérito. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público estadual (MP) nesta sexta-feira (30).

“Ela negou tudo, disse que desconhece as fotos apresentadas. Apenas confirma ter xingado a menina de cachorrinha, o que ela diz não ser nada demais porque ela gosta muito de cachorro. O resto ela negou”, afirmou a delegada.

A denúncia
Na delegacia, no último dia 15, o Conselho Tutelar registrou queixa de maus-tratos e apontou a procuradora como a única responsável pela violência na criança. Uma gravação que teria sido feita dentro do apartamento da suspeita mostra um dos momentos de agressão. A voz seria da procuradora e o choro seria da menina adotada por ela há pouco mais de um mês.

Segundo o conselho, a criança foi encontrada no chão do terraço onde fica o cachorro da procuradora. De lá, a menina foi levada para um hospital. Com os olhos inchados, ela precisou passar três dias internada. As marcas seriam, aparentemente, consequência de pancadas na cabeça, mas o laudo do IML apontou lesão corporal leve.

G1

Juiz nega indenização a garis por Boris Casoy

ReproduçãoJuiz nega indenização, mas diz que frase revela ”constrangedor preconceito” do apresentador

O juiz Brenno Mascarenhas, do 4º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, negou pedido de indenização a cerca de 800 garis que moveram processos por danos morais contra a TV Bandeirantes e o apresentador Boris Casoy.

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Garis não aceitam acordo com a Band em processos por comentário de Boris Casoy

Na sentença (Leia a íntegra), lida na tarde desta sexta-feira (30/4), o juiz afirmou que as declarações do jornalista durante o “Jornal da Band” do dia 31 de dezembro do ano passado não representaram ofensa a toda a classe dos garis.

Sem saber que seu microfone estava ligado, Casoy ridicularizou dois garis que desejaram feliz ano novo aos espectadores na abertura do telejornal. “Que m…, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho”, disse o apresentador, em tom de deboche (veja vídeo no fim da página).

No dia seguinte, Casoy pediu “profundas desculpas”, ao vivo, pela “frase infeliz que ofendeu os garis”. Em sua defesa nos 163 processos ajuizados no Rio de Janeiro, o apresentador afirmou que o episódio se tratava apenas de uma “gafe”.

Para o juiz Mascarenhas, apenas os dois trabalhadores ofendidos poderiam pleitear indenização, o que não ocorreu. Apesar de ter rejeitado as ações, o magistrado reprovou a conduta de Boris Casoy. “A mensagem televisiva em pauta revela constrangedor preconceito e produz indisfarçável desconforto, certamente exacerbado pela postura do apresentador mencionado, famoso também pelo bordão ‘Isso é uma vergonha’”, disse.

Audiência

No último dia 7 de abril, uma audiência pública entre a TV Bandeirantes e o representante dos garis, o advogado Luís Eduardo Salles Nobre, terminou sem acordo. Na ocasião, a emissora ofereceu aos autores da ação a realização de um programa exclusivo sobre a atividade dos garis, como forma de reparar os danos à imagem da profissão. Mas os garis não aceitaram a proposta.

Além dessas ações, das quais cabe recurso, existem outros processos contra o jornalista e a Band em São Paulo e na Paraíba.

Veja o vídeo:

Rádio: Correspondente Guaíba sai do ar

Nesta sexta-feira, 30, dia em que a rádio Guaíba completa 53 anos de atividades, sai do ar o programa mais antigo da emissora. O Correspondente Guaíba é veiculado desde a fundação da emissora em 1957, e durante décadas foi o mais importante do rádio gaúcho, com o nome de Correspondente Renner. A síntese noticiosa, atualmente chamada de Correspondente Aspecir Previdência, tem locução, desde 1964, de Milton Ferretti Jung. O programa também tem participações de Maria Luiza Benitez.

Com a  alteração ocorrida na programação da Guaíba em outubro do ano passado, o programa, que tradicionalmente tinha quatro edições diárias de 10 minutos, passou a ter apenas cinco minutos de duração. Conforme informou a Coletiva.net o gerente de jornalismo Ataídes Miranda, a programação continua a mesma, apenas sendo antecipada nos horários antes ocupados pelo Correspondente.“Todos os programas posteriores ao Correspondente ganharão cinco minutos a mais”, explicou. Milton Jung sai de férias na próxima semana e volta a integrar a equipe de esportes da rádio, com participações no programa ‘Ganhando o Jogo’.

Em 53 anos, o programa já foi chamado de Correspondente Renner, Aplub e Portocredi. Milton foi o quarto locutor da atração, antes comandada por Ronald Pinto, Mendes Ribeiro e Ênio Berwanger. Sobre seus 46 anos na locução do programa, destaca que só tem boas lembranças. “Foi bom enquanto durou”, disse a Coletiva.net.

Também ressaltou que se sente orgulhoso de ser o locutor que permaneceu mais tempo no ar apresentando uma síntese noticiosa no Brasil. Sobre o motivo de o programa estar saindo do ar, disse que as razões são comerciais. Natural de Caxias do Sul, o locutor e radialista está na rádio Guaíba desde 1958. Pela emissora, cobriu as Copas do Mundo de 1974, 1978 e 1986.

Coletiva Net

Obra de brasileira é vendida por US$ 564 mil em Londres

A escultura “Bicho”, da brasileira Lygia Clark (1920-1988), foi arrematada em 23/04/10 por US$ 564 mil (cerca de R$ 1 milhão) no leilão de arte contemporânea dos Brics (Brasil, Rússia, China e Índia) realizado em Londres (Inglaterra).

A escultura metálica geométrica de Lygia estava avaliada entre US$ 274 mil e US$ 334 mil e era a obra brasileira mais cara do leilão organizado na Saatchi Gallery.

“Cada bicho é uma entidade orgânica que só se revela totalmente no seu tempo de expressão” disse Lygia Clark, enquanto se lançava, em 1960, em uma experiência bastante intensa e deflagradora de um pensamento construtivo, a partir do rompimento do plano e da noção de quadro, aspirando a incorporação da superfície ao espaço em que transita o espectador. Em suas formulações, escritas no mesmo ano do início da criação do conjunto de estruturas com placas metálicas, ela acrescenta: “Ele (o Bicho) tem afinidade com a concha e os mariscos”.

A escultura, datada de 1960, pertencia a uma coleção privada da Suíça.

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