Arquivo do dia: abril 11, 2010

Maníaco de Luziânia atraía vítimas com dinheiro

O pedreiro Admar de Jesus, 40, que se revelou o “Maníaco de Luziânia”, atraiu suas vítimas, todas muito pobres, oferecendo-lhes dinheiro. A sequência de desaparecimentos, que asustava os brasilienses, envolvia adolescentes de 13 aos 17 anos de Luziânia (GO), uma das principais cidades do chamado Entorno do DF, a 66km de Brasília. Toos os garotos foram assassinados.

Em 2005, Admar de Jesus foi condenado a 14 anos de prisão pela prática de pedofilia. Ele foi solto no dia 23 de dezembro beneficiado pelo regime de progressão de pena.

De acordo com informações ainda não oficiais, Admar abordava as vítimas oferecendo uma quantia de R$ 20, R$ 30 para trabalhos de pedreiro, até que depois de um tempo, convencia os jovens a acompanhá-lo ao matagal. Lá a conversa evoluía para assédio sexual e depois o suposto assassino matava os jovens a golpe de pauladas.

O criminoso já havia cumprido pena por pedofilia, no DF, e foi solto sob o benefício da “progressão de pena”. A primeira vítima desapareceu em 30 de dezembro, dias depois de sua soltura. Uma das principais pistas que levaram a Polícia Federal ao Maníaco de Luziânia foi o telefone celular de uma das vítimas, depois usado por cinco pessoas, até chegar às mãos de um parente do assassino. Todos foram presos.

O acusado confessou os crimes e indicou os locais onde escondeu os corpos. Dois foram encontrados ainda no sábado.

Familiares dos adolescentes desaparecidos de Luziânia foram ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passam informações que possam ajudar na identificação dos corpos. Cinco peritos da Polícia Civil e sete da Polícia Federal fazem o trabalho. Os corpos foram encontrados no sábado (10/4) e domingo (11) após o pedreiro Admar de Jesus, 40 anos, apontar o local à polícia, uma fazenda chamada Buracão, a cerca de 1,7 km de distância da entrada de Luziânia. O acusado teria confessado o crime.

O chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil goiana, Josuemar Vaz de Oliveira, confirmou que os adolescentes teriam sido assassinados a pauladas. Segundo ele, o acusado abordava os jovens, os levava ao matagal e cometia o crime em seguida.

Claudio Humberto

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