Arquivo do dia: fevereiro 1, 2010

Madonna: ex-padrasto de Jesus vai contar tudo

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Há um ano e meio, Madonna tentou impedir o próprio irmão, Christopher Ciccone, de lançar uma biografia sobre sua vida antes da fama. Agora é o namorado da cantora, o modelo e DJ brasileiro Jesus Luz, que se vê às voltas com um livro de memórias escrito por pessoas próximas.

O músico e estudante de direito Robson Mattos, que foi casado com a mãe de Jesus Luz por dez anos, está planejando contar em livro sua relação com o eleito de Madonna e sua família.

– Apesar de estar separado de Cristiane (mãe de Jesus), ainda me considero padrasto dele – afirma Mattos, de 38 anos, citando o segundo parágrafo do artigo 1595 do Código Civil – Perante a lei, a afinidade não se extingue com o fim do casamento. Temos uma ligação legal e moral.

Ainda sem editora para publicar as memórias que vem organizando há cerca de um ano, Mattos disse reunir histórias do cotidiano da família do DJ (“vou contar as alegrias e as tristezas”), que hoje cobra milhares de dólares por apresentação. Mattos viveu com Jesus entre os 5 e os 15 anos do modelo e, de sua união com Cristiane Regina da Silva, nasceu Douglas, meio-irmão e “o maior xodó” de Jesus Luz.

– Não diria que somos próximos, nós reconhecemos as falhas que cometemos um com o outro, mas hoje em dia a gente só briga. Jesus sabe que foi pivô da minha separação da mãe dele, aquela vida de ‘playboy’ que ele levava desgastou nossa relação – contou, referindo-se à Cristiane como o amor de sua vida.

Mesmo com os laços afetivos, Mattos contou que a família de Jesus ainda não foi comunicada de sua intenção de lançar uma biografia.

– Ainda não falei com ele, mas todo mundo tem medo, até meu filho pediu para que eu não lançasse o livro, mas estou movido pela falta de reconhecimento do Jesus pelo que eu fiz por ele – afirmou o ex-padrasto, que garantiu que vai amenizar as histórias – as quais ele diz não poder adiantar por serem “polêmicas” – em consideração ao filho.

Para Mattos, que é baixista da banda Blake Rimbaud e músico há 23 anos, as pessoas “têm que saber a verdade” por trás do sucesso do namorado de Madonna.

– Jesus chegou a falar para o meu filho que ele chegou ao auge e eu não. Eu sou um artista, não toco pelo dinheiro e sim pela música, nunca vendi meu caráter. Jesus cuspiu no prato que comeu – reclama Mattos, que passou por bandas como Dorsal Atlântica e Usina Le Blond.

OGlobo

Violência é o que mata os jovens no Brasil

Acidentes de trânsito e homicídios são as principais causas das mortes

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostra que a violência é a maior causa de mortes entre os jovens no Brasil. Os homens são as principais vítimas.

A violência urbana, ou seja, os acidentes de trânsito e homicídios, é a principal causa de morte de jovens. Isso segundo uma pesquisa do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, um problema antigo e que ainda se repete.

Entre 2003 e 2005, morreram cerca de 60 mil jovens do sexo masculino por ano, quase 80% dessas mortes estão associadas a acidentes de trânsito e homicídios. Para o delegado da Polícia Civil,  Jaime José da Silva, o fácil acesso às drogas e às armas fazem com que os garotos entrem na criminalidade cada vez mais cedo.

O número de mulheres que morrem por essas mesmas causas é bem menor. Os dados da pesquisa mostram que, entre 2003 e 2005, morreram cerca de 15 mil garotas por ano, 35% relacionados a violência urbana. Em Araçatuba, por exemplo, no ano passado foram registrados 22 assassinatos. Em apenas um dos casos a vítima era uma mulher.

Para a socióloga Vera Smolentzov, o principal problema é a falta de políticas públicas direcionadas para a prevenção.

Guitarrista dos Stones namora jovem brasileira

Reprodução

Ronnie Wood e a namorada, a brasileira Ana Araújo.

Ronnie Wood está namorando uma brasileira. O guitarrista dos “Rolling Stones”, de 62 anos, está tendo um romance com a treinadora de pólo e estudante de arquitetura Ana Araújo, sedundo o “Daily Mirror”.

De acordo com a publicação, Ron estaria deixando as noitadas regadas a bebida para ficar ao lado Ana e lhe ensinar a pintar.

Além de guitarrista, Ron é pintor e possui uma galeria de arte em Londres. O casal já foi visto no Ham Polo Club, em Surrey, onde Ana dá aulas de pólo, no castelo onde vive Ron, nas proximidades de Waitrose, na boate londrina 100 e na brasserie Automat. De acorod

Em entrevista ao jornal, Ron contou que conheceu a brasileira na Royal Opera House, em Covent Garden, Londres. “Nós somos ambos geminianos, então formamos uma boa dupla”, disse ele. A rotina tem feito bem ao inglês, que na semana passada chegou a ser internado numa clínica de reabilitação, mas saiu no mesmo dia.

O músico de 62 anos passou por uma polêmica, após terminar romper o namoro com a garçonete russa Ekaterina Ivanova, de 21 anos. Ela o acusou de tê-la incentivado a consumir drogas.

Gasolina: nova fórmula, novo preço

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Grupo RBS O preço da gasolina deve ficar ainda mais pesado no bolso do consumidor. Isso porque começa a vigorar hoje o novo percentual de etanol, que baixa de 25% para 20%, na composição do combustível derivado de petróleo.

A mudança na fórmula da gasolina por três meses foi uma decisão do governo para estancar o risco de desabastecimento de álcool enquanto uma nova safra de cana-de-açúcar se aproxima. A expectativa é de que, com a medida, sejam poupados 100 milhões de litros de álcool.

Mas o consumidor, para variar, sairá perdendo: estima-se que o preço da gasolina na bomba suba aproximadamente 2% já em fevereiro.

O governo também deve tomar outra decisão importante nos próximos dias: o fim da tarifa de importação para o etanol. Isso abriria o mercado internacional do produto, ampliando a concorrência do setor e, quiçá, freando o preço do álcool.

Se a medida for adiante, é possível que o álcool volte a ser vantajoso para quem tem carro flex.

Silvana Toaza

MPB – A alma do Brasil nossa história musical

imagem meramente ilustrativa do ilustrador Toni D'Agostinho

A história  das últimas quatro décadas da música popular brasileira, de 1967 a 2007, é tema do livro MPB – A alma do Brasil (ed. Imprinta Express, 2009). Ricamente ilustrada, a obra conta a trajetória de gêneros musicais pioneiros, como a marchinha e o lundu, da formação do samba, passando pela criatividade da bossa nova e pelos talentos revelados nos grandes festivais, além da rebeldia do rock dos anos 80 – BRock na expressão cunhada por Arthur Dapieve –e de uma análise sobre a produção contemporânea, que explora a contribuição do mangue-bit de Chico Science e do renascimento da Lapa.

Organizada pelo musicólogo Ricardo Cravo Albin, a obra conta com o apoio conjunto da Faperj, da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia (Finep/MCT) e do Ministério das Relações Exteriores, por meio do seu braço acadêmico, a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag/MRE). Cinco autores se revezaram para contar a evolução musical brasileira no livro, que será distribuído gratuitamente para instituições de ensino e cultura.

Cravo Albin apresenta o preâmbulo e a introdução, em que explica o nascimento dos gêneros e a trajetória dos compositores, desde as primeiras manifestações de miscigenação cultural, oferecendo um passeio pelos pagodes nas casas das “tias” e pela época de ouro do rádio, marcada por grandes vozes, como a de Dalva de Oliveira.

– Escrevi uma grande introdução, que sedimenta a história da música popular desde suas raízes, enfatizando a saga do samba, até exatamente o começo dos anos 1960 – diz o presidente do Instituto Cravo Albin (ICCA) e ex-diretor do Museu da Imagem e do Som.

Em seguida, os jornalistas João Máximo, Artur Xexéo, Antônio Carlos Miguel e Luiz Antônio Giron assumem, respectivamente, a função de contextualizar, cada um, uma das quatro décadas apresentadas na obra.

– Sintetizar 40 anos de MPB em um só livro foi uma missão difícil, que exigiu quase dois anos de dedicação a esse projeto. Por isso, convidei críticos musicais do mais alto nível para dividir a tarefa – conta Ricardo.

imagem meramente ilustrativa do ilustrador Toni D'Agostinho

Dois CDs, com 15 faixas cada, acompanham o livro. Entre as músicas eleitas, estão Andança, apontada como uma canção “emblemática” da época dos festivais, na voz de Beth Carvalho; As rosas não falam, clássico de Cartola; Samba da cabrocha bamba, raridade interpretada por Elizeth Cardoso; Explode Coração, por Maria Bethânia; e O que é o que é?, de Gonzaguinha.

– A idéia foi colocar o som do Brasil dentro do livro. Os discos têm fonogramas escolhidos a dedo, com o melhor da música brasileira nos últimos 40 anos – afirma Cravo Albin.

A pesquisa musical foi guiada pela força de composições decisivas na história da MPB. – Os compositores são a essência, o corpo: melodia, ritmo e harmonia. Os cantores são os vestidos, os chapéus, a beleza. Apesar de que o papel dos intérpretes é fundamental.

Xexéo destaca em seu texto, por exemplo, a cantora Maria Bethânia. Posso destacar aqui muitas outras vozes, como a da pioneira do axé, Daniela Mercury, a de Marisa Monte, que agregou valor à Portela, e de outras estrelas que, infelizmente, encontram hoje menos espaço na indústria, como Inezita Barroso – ressalva.

A edição em papel couché ganhou um ar cosmopolita com uma versão em inglês de todos os textos, apresentada no final. – A tradução em inglês, uma colaboração do embaixador Jerônimo Moscardo, presidente da Funag, alimentou o livro com a possibilidade de transformá-lo em um trabalho de percepção universal – avalia Cravo Albin, acrescentando que outra contribuição do Itamaraty será a distribuição da obra em visitas oficiais.

– Cinquenta exemplares do livro foram encaminhados para o Palácio do Planalto. Eles serão presentes especialíssimos do presidente Lula aos chefes de Estado – diz.

De acordo com Cravo Albin, o título de MPB – A alma do Brasil foi uma escolha natural diante da importância da música popular brasileira como expressão máxima da identidade nacional.

– A diversidade cultural oriunda da miscigenação brasileira faz da MPB o produto cultural número um de exportação do país. Essas quatro décadas representam a consolidação e a internacionalização da música popular – afirma Ricardo.

Ele destaca ainda a originalidade do carnaval e sua aceitação no exterior. – O Rio de Janeiro ainda pode se orgulhar em produzir o maior espetáculo do mundo: o desfile das escolas de samba. Esse fenômeno, que é um milagre de organização de massas a partir do canto e da dança no mundo, precisa de pesquisas acadêmicas mais aprofundadas, não apenas culturais, mas sociológicas e antropológicas – assinala.

– Ele mostra um temperamento de solidariedade coletiva do povo que é único.

Localizado na Urca, o Instituto Cravo Albin abriga um acervo musical em permanente atualização de mais de 30 mil peças – entre discos de vinil raros da MPB, de oito, dez e 12 polegadas, duas mil fitas sonoras em rolo, 700 fitas magnéticas em cassete e cerca de mil CDs. Além do acervo fonográfico, o instituto expõe peças de indumentária de personalidades da música popular, tais como os chapéus de Pixinguinha, de Tom Jobim e de Moreira da Silva.

Google nao dará mais suporte para o Explorer 6

A partir de 1o de março, a Google nao oferecerá mais suporte para o navegador Internet Explorer 6 nos serviços Google Docs e Google Site Services.

Até o final de 2010, nem mesmo o Gmail e o Google Calendar oferecerao suporte ao antigo browser da Microsoft. Há rumores de que a medida pode estar relacionada aos recentes ataques a empresa supostamente feitos a partir do IE6.

Segundo Rajen Sheth, gerente de produto sênior do Google Apps, “a web” evoluiu nos últimos dez anos de simples páginas de texto para aplicações ricas e interativas, que incluem vídeo e voz. Infelizmente, navegadores muito velhos não conseguem rodar muitos desses recursos com eficiência”.

Desse modo, o Google começa a remover o suporte ao IE6, começando com o Google Docs e o Google Sites, serviços voltados ao mundo corporativo. “A partir de 1º de março, as funcionalidades desses produtos, assim como novos recursos do Docs e do Sites, não vão funcionar direito em navegadores mais antigos”.

O Google recomenda o uso das mais recentes (ou atualizadas versões) do Internet Explorer 7, Mozilla Firefox, Google Chrome 4.0 ou Apple Safari 3.0.

FGTS: perdas serão pagas a partir do dia 13

O pagamento das perdas dos juros progressivos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), aos trabalhadores que tinham carteira assinada entre os anos 1967 a 1971, sai no próximo dia 13 de fevereiro, segundo a Caixa Econômica Federal.

A indenização pelo acordo varia de R$ 380 a R$ 17.800. A medida beneficia até quem não entrou na Justiça e herdeiros também terão direito ao acordo de revisão.

Os juros progressivos foram criados por meio de uma lei em 1966 que previa que quanto mais tempo o trabalhador tivesse de serviço, maiores seriam os juros do FGTS. Se o prazo fosse de seis a dez anos na mesma empresa, o rendimento iria a 5% ao ano. Em 1971, uma nova lei extinguiu esse cálculo.

Naquele período, o recolhimento do FGTS não era obrigatório, e o trabalhador podia aderir com retroatividade, mas não estaria enquadrado nos juros progressivos, ou seja, teria direito só a 3% ao ano. Por conta disso, vários trabalhadores entraram com ações na Justiça pedindo a revisão.

Na maioria dos processos no Judiciário, o trabalhador tem ganhado a causa. Para o cálculo, o acordo levou em conta o tempo de serviço e a média dos depósitos feitos pelo empregado naquele período.

Como dar entrada no pedido

Os trabalhadores que têm direito a correção devem ir até uma agência da Caixa para assinar a papelada de liberação das diferenças dos juros progressivos do FGTS. É preciso levar documentação que comprove a conta do fundo à época ou cópia da ação judicial, mais identidade e CPF.

Quem comprovar que trabalhou de 11 a 20 anos terá direito a R$ 860. De 21 a 30 anos, R$ 10 mil. Entre 31 e 40 anos, são R$ 12.200. Acima de 40 anos de serviço, o valor máximo vai a R$ 17.800.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, é provável que seja montada uma operação especial para atender aos trabalhadores ou herdeiros que têm direito à compensação. Também é possível que os beneficiários possam dar entrada no processo pela internet.

Caso o beneficiário ou o herdeiro não tenha a carteira de trabalho ou um extrato, mas este se aposentou depois de 1992, quando a Caixa passou a centralizar as informações do FGTS, pode ser solicitado à Caixa um histórico da sua conta. Para isso, basta apresentar o número do PIS

………….

Nota que a Caixa publicou:

CAIXA INICIA HABILITAÇÃO AO CRÉDITO ADICIONAL DO FGTS

A CAIXA inicia, no dia 12 de fevereiro, o recebimento dos Termos de Habilitação referente aos créditos adicionais dos trabalhadores que optaram retroativamente pelo regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS em data anterior a 23/09/1971 e que ainda não tiveram a correção das taxas de juros relativa ao mesmo período.

Os interessados que tiverem direito à correção, devem preencher o termo e preparar a documentação necessária. Os documentos solicitados deverão ser anexados ao Termo de Habilitação e entregues em qualquer agência da CAIXA.

A QUEM SE DESTINA

Trabalhadores que possuam conta vinculada ao FGTS, com contrato empregatício, firmado sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, até a data de 22/09/1971, que efetuaram opção pelo FGTS com efeito retroativo à data anterior a 23/09/1971 e permaneceram no mesmo emprego por mais de 2 anos, não sendo beneficiados com o crédito da aplicação da taxa progressiva em sua conta vinculada, por determinação judicial ou administrativamente.

É necessário também que o saque na conta vinculada ao FGTS, alvo de aplicação da progressão, tenha ocorrido em data igual ou posterior a 12 de novembro de 1979 e que seja assinado o Termo de Habilitação à Progressão da Taxa, na forma a ser estipulada pela CAIXA.

Os trabalhadores que ingressaram com pedido na justiça para correção das taxas de juros referentes ao período, deverão desistir da ação para se habilitarem aos créditos adicionais.

O QUE SÃO CRÉDITOS ADICIONAIS

Os créditos adicionais referem-se ao ressarcimento da diferença da taxa de juros sobre o saldo das contas vinculadas ao FGTS, em razão do tempo de trabalho, em um mesmo vínculo empregatício, para o trabalhador que optou pelo regime do Fundo de Garantia antes de 23/09/1971.

Nesta época, a capitalização progressiva dos juros era efetuada, conforme previa a Lei 5.107/66 – Lei de Criação do FGTS, na seguinte progressão de taxas anuais:

  • 3% – Durante os dois primeiros anos de permanência na mesma empresa;
  • 4% – A partir do terceiro até o quinto ano de permanência na mesma empresa;
  • 5% – A partir do sexto até o décimo ano de permanência na mesma empresa;
  • 6% – A partir do décimo primeiro ano de permanência na mesma empresa.

Com a publicação da Lei 5.705/71, a partir de 23/09/1971, a aplicação da progressão da taxa de juros, para os novos trabalhadores que optaram pelo FGTS, foi interrompida e a partir de então não existe mais a variação progressiva dos juros das contas vinculadas, exceto para os trabalhadores que optaram pelo FGTS antes deste período.

Em 1973, a Lei 5.958 possibilitou ao trabalhador, que ainda não havia optado pelo FGTS, realizar a opção com efeito retroativo à data de sua admissão ou a janeiro de 1967 – data de início de vigência do FGTS, o que for maior, Com isso, não se aplica a estes trabalhadores a progressão da taxa de juros da conta vinculada, prevista na Lei 5.107 e interrompida com a publicação da 5.705/71.

Desta forma, ao final da década de 70, alguns trabalhadores, admitidos antes de 1971 e que optaram pelo FGTS com efeito retroativo, a partir da promulgação da Lei 5.958/73, começaram a requerer judicialmente a aplicação da progressão da taxa de juros.

Com a resolução do Conselho Curador do FGTS, a CAIXA passa a identificar o valor do crédito adicional, a que o trabalhador terá direito, baseado na contagem do tempo de duração do vínculo empregatício que deu origem à sua conta vinculada.

Para a contagem do tempo de vínculo, considera-se o período compreendido entre a data de admissão e a data de rescisão do contrato de trabalho, enquanto que para vínculos ainda ativos, considera-se o período compreendido entre a data de admissão e a data de entrega do Termo de Habilitação em uma agência da CAIXA:

    TEMPO DE VÍNCULO VALOR CRÉDITO R$
    Até 10 anos 380,00
    De 11 a 20 anos 860,00
    De 21 a 30 anos 10.000,00
    De 31 a 40 anos 12.200,00
    Acima de 40 anos 17.800,00

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

O trabalhador ou representante legal com direito aos créditos adicionais deverá anexar ao Termo de Habilitação os seguintes documentos:

  • Documento de identificação pessoal, que contenha data de nascimento e assinatura do trabalhador – RG;
  • Cópia das páginas da CTPS, constando: número/série, qualificação civil, contrato de trabalho objeto de aplicação da Taxa de Juros Progressivos;
  • Declaração de Opção Retroativa ou cópia da página da CTPS, constando anotação de opção pelo FGTS com efeitos retroativos;
  • Extrato da conta vinculada, em que se pleiteia o crédito adicional, que conste saldo em data igual ou posterior a 12 de novembro de 1979, na hipótese da conta vinculada não ter sido transferida para a CAIXA na época de centralização das contas;
  • Cópia da certidão do INSS ou de Órgão Oficial pagador da pensão ou Alvará Judicial, que discrimine os dependentes e assinatura de todos os dependentes envolvidos, quando a habilitação for efetuada pelos dependentes.

Para os titulares de contas vinculadas, encerradas antes da centralização das contas na CAIXA, além do preenchimento do Termo de Habilitação e os documentos mencionados acima, deve ser apresentada, pelo menos, uma página do extrato da conta vinculada, objeto do pleito, constando saldo em data igual ou posterior a 12 de novembro de 1979.

Caso a conta esteja cadastrada na CAIXA, não haverá necessidade de apresentação de qualquer extrato.

Titulares de contas vinculadas, admitidos antes de 23 de setembro de 1971, que optaram pelo FGTS até a citada data e que tenham permanecido mais de 2 anos no vínculo empregatício, não terão direito ao crédito adicional, uma vez que já foram beneficiados com a progressão da taxa de juros da conta vinculada.

Os valores referentes ao crédito adicional estarão disponíveis na conta vinculada ao FGTS, do trabalhador que tiver direito ao crédito adicional, em até 60 dias após a entrega do Termo de Habilitação.

Não há prazo determinado de encerramento para habilitação ao crédito adicional, considerando que o prazo de prescrição, aplicável ao FGTS, é de 30 anos.

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