Arquivo do dia: novembro 29, 2009

Ex-corregedor acusado de lavagem de dinheiro

O desembargador aposentado Manoel Carpena Amorim, ex-corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio, teria envolvimento em um esquema internacional de lavagem de dinheiro, segundo aponta inquérito concluído pela Polícia Federal.

Documentos apreendidos na residência de um casal de doleiros revelaram que o magistrado criou duas empresas offshore em paraísos fiscais para camuflar depósitos estimados em US$ 500 mil em contas de bancos da Suíça e do Principado de Liechtenstein, como mostra a reportagem do jornal “O Globo”, deste domingo.

Carpena Amorim negou todas as acusações de participação no esquema de lavagem de dinheiro. Ele ressaltou que nunca enviou nenhum valor para contas bancárias em paraísos fiscais. A exemplo do depoimento dado à PF, o desembargador voltou a admitir conhecer o casal. Porém, negou a movimentação de recursos em bancos do exterior.

O ex-corregedor reconheceu apenas ter pedido ao casal para abrir as duas offshore, pois planejava morar em Portugal após deixar o Judiciário, por ter dupla cidadania.

SRZD

Clipe ecológico de Michael Jackson censurado nos EUA


vale a pena assistir ao vídeo postado logo abaixo…

EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA).

O vídeo é do “single” de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem “Billie Jean”, nem “Beat it”, e sim a ecológica “Earth Song”, de 1996.

A letra fala de desmatamento, sobre pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: “Earth Song” nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.

 

Ou seja,o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa, e só assistimos o que eles querem.

Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado na África, Amazônia, Croácia ,Tanzânia e New York.
Emocionante!

Marco Sênior

Arruda: Operação Caixa de Pandora vazou

José Roberto ArrudaJosé Roberto Arruda

 

A intenção da Polícia Federal e do Ministério Público não era estourar agora a Operação Caixa de Pandora. A investigação deveria prosseguir, com o rastreio do dinheiro da propina e com mais grampos feitos pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que, após um acordo de delação premiada, concordara em gravar em áudio e vídeo conversas com o governador José Roberto Arruda e outros integrantes da, como classifica o inquérito, “organização criminosa”.

Ocorre, porém, que no início de novembro, a operação vazou. Arruda tentou, em vão, ter acesso ao processo. A documentação inclusa no inquérito mostra que a informação sobre a existência da investigação chegara também à imprensa: há uma solicitação do jornal O Estado de S.Paulo para ter acesso ao processo, para “formulação de matéria jornalística”. Os passos do vazamento que precipitou o final da operação são detalhados no final do último volume de apensos do processo.

No dia 4 de novembro, Durval recebe uma mensagem de celular vinda do chefe da Casa Civil do governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel: “Seja bem cauteloso, mais do que você já tem sido”. Os dois, então, combinam um encontro na quadra 309 Sul, ao lado da banca de revista. Maciel diz a Durval que ficou sabendo que o STJ havia determinado à Polícia Federal que investigasse, no âmbito do DF, cerca de 30 pessoas. Que poderiam fazer parte dessa investigação o presidente Tribunal de Justiça do DF, Nívio Geraldo Gonçalves, o procurado geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, o governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Otávio.

Quando Maciel passou essa informação a Arruda, a resposta do governador foi à seguinte: “Se a fonte for do STJ, então é confiável,e a investigação existe”. Arruda deu, então, ordem a todos os secretários e para todas as pessoas “que manipulassem dinheiro” para que agissem com cautela. Geraldo Maciel comentou que não concordava com o fato de haver no governo tanta gente “captando recursos financeiros”, e que acreditava que Arruda teria “perdido o controle” da sua rede de captadores.

No dia 12 de novembro, o cerco se aperta e Durval manda a seguinte mensagem para um celular da Polícia Federal, às 16h09: “Situação ficando insustentável”. Completava dizendo que Maciel já comentara sobre o processo 650. Que já sabia que o relator era o ministro Fernando Gonçalves e que as quebras de sigilo foram determinadas pelo ministro Felix Fischer. E que Arruda pediu vistas do processo, por meio de seu advogado, Cláudio Fruet. Ao final da mensagem, Durval pergunta: “O que fazer?” Às 16h26, ele manda outra mensagem para o mesmo celular da PF: “Começo temer pelo desconhecido. Outra: disse tratar-se de delação, só não sabe de quem”.

 

No dia 13, Durval vai à PF e presta um depoimento em que dá mais detalhes da conversa que tivera no dia anterior com Maciel. Na conversa, o chefe da Casa Civil informa a ele já saber que o processo tem como alvos ele próprio, Arruda, o conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Lamoglia e Durval. Sabia também que a investigação se iniciara a partir de uma delação premiada. Maciel diz a Durval desconfiar que a delação teria sido feita por “algum empresário descontente”. Arruda pedira vistas do processo através do advogado Cláudio Fruet, escolhido por ter “suposta influência no STJ”. Maciel pergunta, então: “Você sabe mais alguma coisa a respeito disso?”.

 

À PF, Durval diz acreditar que Maciel, àquela altura, já tiha “quase certeza” de que o delator era ele. E completa dizendo que se sente ameaçado, porque Arruda “é fascinado pelo poder, e é capaz de qualquer coisa para preservá-lo”. E que o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, “é capaz de executar qualquer ordem ou desejo do governador”, já tendo um histórico de “contratação de capangas para provocar baderna e brigar na rua”. Perguntado se “temia pela sua vida”, Durval “respondeu que sim”.

“Ou me mato ou mato você”

Antes de agir como colaborador da polícia, Durval já gravava Arruda. E Arruda sabia disso. Durval relata em seu depoimento que, entre os dias 20 e 25 de dezembro de 2008, Arruda disse a ele a seguinte frase: “Se você apresentar essas imagens da minha pessoa, você me avise com cinco dias de antecedência que é para eu sumir ou dar um tiro na minha cabeça ou te matar”. Durval diz que a conversa se deu no seguinte contexto: Arruda teria lhe oferecido R$ 60 milhões e mais R$ 10 milhões por cada ano de governo subseqüente, num total de R$ 100 milhões, para que não fizesse qualquer denúncia referente às atividades de arrecadação ilítica de recursos públicos. Ao final do depoimento, Durval diz que “já não se sente confortável” em prosseguir “com a colaboração nos moldes que vinha sendo feito”.

 

Diante da situação, no dia 13 de novembro, o delegado Alfredo José de Souza Junqueira, da Inteligência da PF, envia uma correspondência ao ministro do STJ, Fernando Gonçalves. “Inicialmente, a Polícia Federal havia planejado trabalhar sigilosamente com (…) Durval Barbosa Rodrigues por um período maior que o que se encerra neste momento”, explica o delegado. “Entretanto, os investigados tiveram acesso indevido a informações protegidas por segredo de Justiça e tomaram conhecimento da investigação”, continua.

 

“Considerando que ainda não se identificou a origem do vazamento, pode-se concluir que o sigilo das informações contidas nos autos do inquérito e nos autos apartados não será preservado por muito tempo”. Junqueira pede, então, a Fernando Gonçalves que autorize a execução de mandatos de busca e apreensão nas casas e nos escritórios dos suspeitos. Fernando Gonçalves concede a autorização no dia 26 de novembro. As buscas acontecem, então, na manhã do dia 28 de novembro. E uma crise política sem precedentes instaura-se na política de Brasília.

TVs só poderão exibir 6 horas de cultos religiosos

A venda de horários para igrejas vai passar a ser considerado infomercial, e a fiscalização visa obrigar as redes de TV a não ultrapassar o limite horário de 6 horas diárias, ou seja 25%. O Aval dessa proposta é do Ministério das Comunicações. Apesar que essa proposta é mais branda que a do Deputado Edson Duarte, se a CNT e a Rede 21 não reagir, vão sofrer as sanções da lei.

Bandeirantes, Gazeta, RedeTV!, Record e Rede 21 ocupam parte da programação com cultos de igrejas. O governo vai entrar na polêmica e quer regulamentar a comercialização do tempo de programação.

Isso vai obrigar a Band a retomar a programação da Rede 21, e vai ter que produzir pelo menos 18 horas de programação própria.

O governo irá fiscalizar, se a Rede 21 não respeitar o limite de horários vai ser multada.

Vamos esperar a sansão desta lei de autoria do Ministério das Comunicações, até o final do ano que vem teremos novidades a respeito.

ADTV

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