Lucros na cola do Google


A Revista Isto é Dinheiro publica matéria bem interessante sobre os chamados  filhotes do Google.
Empresas especializadas em marketing de busca crescem na esteira do sucesso do buscador e brigam por um mercado estimado em mais de R$ 500 milhões

Guilherme Gomide, da Mídia Digital, Marcelo Sant'Iago, da iProspect, e Thiago Bacchin, da Cadastra, estão na cola do Google

 

O executivo Marcelo Sant´Iago publicou no seu Twitter: “Big day today” (Hoje é um grande dia, numa tradução literal). Horas depois, era comunicado ao mercado que a MídiaClick, empresa que comanda, estava sendo adquirida pela iProspect, companhia do segmento do mercado de marketing de busca, pertencente ao grupo inglês Isobar, o mesmo que comprou a AgênciaClick em março de 2007. Ela está presente em mais de 22 países.

Com a aquisição, abre o seu primeiro escritório na América Latina. Preste atenção neste outro fato: Roberto Grosman tinha o emprego dos sonhos. Era funcionário de uma das empresas mais admiradas do mundo e comandava a rede de parceiros de conteúdo do Google na América Latina. Depois de dois anos trabalhando na companhia, Grosman a deixou, em 2008, para voltar para a F.biz, empresa que ajudara a criar no começo de 2001. “Achei uma oportunidade para fazer a empresa crescer”, diz ele.

US$ 5,1 bilhões foi o valor gasto em busca nos EUA no primeiro semestre de 2009, de acordo com a PricewaterhouseCoopers

A MídiaClick e a F.biz fazem parte de uma nova geração de empresas que crescem na esteira do sucesso do Google e de outros buscadores, como o Bing, da Microsoft. São agências digitais especializadas em gerenciar e administrar campanhas de links patrocinados e de entender como o Google classifica os seus resultados de buscas (leia o quadro: Entenda o marketing de busca).

“O Google, os portais, o e-mail e o Orkut são os maiores geradores de tráfego da internet brasileira”, afirma José Calazans, analista do Ibope Nielsen Online, empresa que mede a audiência da web no País.

No Brasil, as informações são incompletas. De janeiro a junho, a publicidade online arrecadou quase R$ 400 milhões, segundo o projeto Inter-Meios. O problema é que estes dados deixam de fora o Google, que não revela seus números. Especialistas do segmento estimam que o faturamento anual do Google seja de aproximadamente R$ 500 milhões. Esta é a fatia pela qual brigam as agências de marketing de busca.

A expansão foi tão grande que o executivo criou há pouco mais de 18 meses a i-Cherry, uma nova empresa só para atuar nesta área. “Não sentimos a crise”, declara Alexandre Kavinski, CEO da i-Cherry, um dos pioneiros de marketing de busca no Brasil. Não é diferente com a Cadastra, empresa criada por Thiago Bacchin, em Porto Alegre (RS), em 2000, quando a forma mais comum para aparecer no resultado de um site de busca era cadastrá-lo nos diversos mecanismos existentes na época.

É o que faz o site de leilões online MercadoLivre.com, uma das empresas que mais investem em links patrocinados no Brasil. São mais de cinco milhões de palavras-chave que empresa compra no Google. Nos últimos três anos, o investimento cresceu 300%.

A aquisição da MídiaClick pela iProspect é um sinal de que o mercado brasileiro de buscas está aquecido. Outras empresas internacionais devem desembarcar no Brasil ao longo de 2010. Até agora apenas a Media Contacts, do grupo franco-espanhol Havas Digital, atuava no País.

A subsidiária local do Google é a que mais cresce no mundo. A previsão é de que aumente em 80% o seu faturamento em 2009, segundo dados da empresa. Na próxima vez em que o site de sua empresa estiver com número baixo de visitas ou de vendas, saiba que é a hora de procurar um novo rumo. Na internet, você já sabe onde encontrar.

Entenda o marketing de busca Links patrocinados: quando você fizer uma busca no Google, observe que do lado direito e, às vezes, na parte superior, aparece um resultado diferente do tradicional. Ele é pago. Para aparecer ali, as empresas participam de um leilão online, no qual pagam um valor por cada palavra. O sistema do Google, com base neste valor e na quantidade de cliques, define qual resultado aparece em primeiro lugar. Esta é a principal fonte de receita do Google. Yahoo e Microsoft também exploram este serviço globalmente.Busca orgânica: é o resultado natural do Google baseado no algoritmo PageRank, uma espécie de fórmula secreta, assim como a da Coca-Cola. As empresas de marketing de busca usam técnicas que deixam o site de uma empresa mais fácil de ser entendido pelos robôs do Google, que varrem as páginas para indexar o conteúdo. O objetivo é estar sempre nos primeiros resultados de uma busca, o que aumenta a chance de ser clicado pelo internauta.

Isto é Dinheiro/Ralphe Manzoni Jr.

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