CNA apoia redução da importação de fertilizantes


A CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – manifestou apoio ao ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no que diz respeito ao esforço pela diminuição da importação de fertilizantes no país, com o objetivo de buscar a autossuficiência e elevar a competitividade brasileira.

Na última sexta-feira (23/10), a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, elogiou a proposta do ministro Reinhold Stephanes de criar um marco regulatório que permita a exploração das reservas nacionais de fósforo, potássio e nitrogênio, matérias-primas para adubos.

Segundo dados da CNA, o Brasil consome 24,6 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, mas produz apenas 8,8 milhões de toneladas. Os 15,8 milhões de toneladas restantes precisam ser importados, o que representa um gasto anual de R$ 14 bilhões.

A situação mais grave envolve o potássio, insumo que exige mais de 90% de importação para suprir a demanda nacional. De acordo com Kátia, o cloreto de potássio, que era negociado a menos de R$ 800 por tonelada no começo de 2003, atingiu pico de R$ 1,8 mil por tonelada em fevereiro deste ano, com um aumento de 125%. “E o Brasil tem potássio na região de Nova Olinda do Norte, no Amazonas, e também em uma área que vai do Espírito Santo a Alagoas”, diz.

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