Arquivo do dia: setembro 20, 2009

Religiosos fazem caminhada contra a intolerância

Integrantes de várias religiões caminharam pela orla da praia de Copacabana no Rio, hoje, alegando defender a liberdade religiosa no Brasil.

Segundo o jornal O Dia, umbandistas, católicos, evangélicos, muçulmanos, candomblecistas, kardecistas, judeus, presbiterianos participam neste domingo da 2ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, na praia de Copacabana, Zona Sul do Rio.

A presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub), mãe Fátima Dantas, defende o diálogo como a principal arma contra a intolerância religiosa. “A única forma de a gente se entender é por meio do diálogo. É a gente provar que está fazendo um trabalho sério.”

Integrante da comissão organizadora da caminhada, a presidente da Ceub assegurou que o movimento prega paz. “Não queremos que o Brasil venha a passar por uma guerra santa, como estamos  vendo lá fora. Por isso, estamos nessa luta.”

Ela citou como exemplo o caso de pastores evangélicos que invadiram um templo umbandista no bairro do Catete, zona sul do Rio, em junho do ano passado, e depredaram a Cruz de Oxalá. Apesar disso, ela prometeu dar seguimento à luta contra a intolerância religiosa. “Não vamos parar.”

Outro membro da comissão é frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o frei Tatá, da Ordem dos Franciscanos. Ele confirmou que apesar de ser maioria no Brasil (73%, de acordo com dados do censo de 2000), os católicos também são alvos de perseguição religiosa. “Infelizmente, [os católicos] sofrem algum tipo de discriminação, embora  sejam ainda maioria no país.”

Para o muçulmano Salah Al-Din Ahmad Mohammad, da Sociedade Beneficente de Desenvolvimento Islâmico, não existe dentro de antigos movimentos brasileiros o respeito à diferença religiosa. No Brasil, a Lei 7.716/89 considera crime inafiançável a intolerância religiosa e o racismo.

Segundo Ahmad, batizado no Brasil como Marco Antonio dos Santos, os umbandistas e candomblecistas, por exemplo, “foram e continuam sendo sistematicamente violados”. Disse que também os muçulmanos sofrem limitações e agressões governamentais. Dentre essas, apontou o embarque nos aeroportos.

“As mulheres muçulmanas são obrigadas a retirar os seus hijabs (véus), enquanto as mulheres católicas passam e não são sequer solicitadas a conversar com a Polícia Federal. Então, a comissão vem fazendo um trabalho fundamental de conscientização e de luta pela igualdade religiosa. Nós, muçulmanos, vemos essa comissão como um fator de equilíbrio na balança do poder brasileiro”.

A análise da questão religiosa deve ser feita por especialistas, despojados de quaisquer sentimentos religiosos. Foi o que ocorreu recentemente  em Mato Grosso, onde acadêmicos reunidos disseram que o Brasil é exemplo bem-sucedido de convivência religiosa. Esta conclusão conclusão confronta-se com o factóide intolerância religiosa no Brasil.

Jornal O Dia

Skate Radical

Spike Jonze é um diretor de vídeos musicais, produtor e diretor de filmes americanos.

Seus trabalhos mais importantes incluem a comedia de humor negro  de 1999 “Being John Malkovich” (“Quero ser John Malkovich”) e o filme de 2002 “Adaptation” (“Adaptação”) ambas escritas por Charlie Kaufman.

Co -criador e produtor da serie de da MTV “Jackass” e de “Jackass: O Filme”. Atuou em alguns vídeos e filmes e também escreve. Co-fundou e foi editor da revista  Dirt, também foi editor da “Grand Royal Magazine”.

ET: criatura desconhecida assusta no Panamá

Uma criatura muito estranha está assustando a população do Panamá.

O suposto ET do Panamá (fotos abaixo) foi morto por cincos adolescentes no lago de Cerro Azul, o ser ainda não foi identificado, e está sendo apontado como um extraterrestre, porém ao ver de especialistas pode ser um animal não catalogado por biólogos ou com formação defeitusa.

et do panama

De acordo com os jornais do Panamá, cinco adolescentes com média de idade de 15 anos estavam em volta de um lago no último sábado, quando avistaram a criatura saindo de uma gruta. Assustados com sua aparência e com muito medo, os jovens atiraram pedras até matá-lo e jogaram o criatura na água.

A notícia espalhou-se pela cidade, a criatura foi retirada da água e apontado como um ET por moradores locais e imprensa da cidade. Alguns chegaram a descrever como o Gollum, um personagem da trilogia “O senhor do anéis”. Uma especialista fala que é uma criatura ainda não identificada com características peculiares.

Artigo: A montagem de uma falácia

Maria Sylvia de Carvalho Franco*

Esta semana o presidente do Senado esgrimiu novos argumentos em defesa de seus interesses

Ed Ferreira/AE

Esta semana o presidente do Senado esgrimiu novos argumentos em defesa de seus interesses

– O discurso de Sarney na data em que se comemora a democracia surpreendeu tanto por exumar uma velha técnica de controle político (os freios à liberdade de expressão) como por sua retórica, tecida em argumentos sofísticos. Sua fala aponta uma polaridade na vida pública atual: o Congresso, legítimo representante do povo, e a imprensa, que pretenderia esse mesmo papel. “É por essa contradição que existe hoje, um contra o outro, que, de certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga do Congresso, uma inimiga das instituições representativas.”

A falácia desse enunciado está na montagem de uma contradição a partir de proposições paralelas: Congresso e imprensa reclamando representar o povo. Imortal que é, Sarney deveria melhor conhecer o vetusto conceito que mobilizou, relevante na cultura antiga e no pensamento moderno.

A contradição envolve componentes irredutíveis e intrinsecamente constitutivos um do outro: por exemplo, a tensão do arco e da corda, forças contrárias e simultâneas, resulta no movimento que dispara a flecha (Heráclito); Creonte impõe leis seculares e Antígona postula deveres ancestrais: ambos desafiam valores antinômicos e ao mesmo tempo legítimos (Hegel); o capitalista inexiste sem o trabalhador… (Marx).

O imaginário da imprensa e a competência do Senado não são ao mesmo tempo antagônicos e imanentes um ao outro, não geram contradição. Sarney passa diretamente da suposta analogia entre imprensa e Congresso para o conflito entre ambos e daí para a contradição, produzindo um raciocínio aparentemente verossímil, mas inverídico. Retórica ardilosa.

Não pela simetria dos fins, mas por seu reverso, Congresso e imprensa podem, isto sim, entrar em oposição. O jornalismo possui a força de representar o povo na medida que revela, por exemplo, a opinião pública escandalizada pela corrupção e conduta indecorosa de parlamentares.

Entretanto, no plano histórico, a imprensa que reclamou para si a representação popular paradoxalmente negou esse projeto. Dizendo-se autônoma face ao Estado, a partidos políticos e a grupos de interesses, essa linha jornalística elegeu, como alvos, objetivos públicos abstratos e verdades formais, empenhando-se em registrar o mundo de modo distanciado, independente da dinâmica sociopolítica nele em curso.

A objetividade assim vista fundaria a imprensa democrática, representativa do povo que não mais se reconhece nos partidos políticos frágeis e poderes estatais desvirtuados. Alegando saberes e instrumentos de pesquisa superiores, essa vocação profissional aspirou chamar a si os olhos e ouvidos de um público cego, surdo, emudecido, entendendo informar e ser porta-voz de cidadãos passivos e privatizados, alheios à vida coletiva.

Para Walter Lippmann, (Public Opinion, l922) figura central no moderno jornalismo americano, não há uma opinião publica informada e os eleitores são incompetentes para dirigir assuntos públicos. O telos dessa tendência favorecida por Sarney, velha de quase um século, supunha uma “democracia sem cidadãos” (Entmann). O jornalismo independente e científico, devotado ao fato e à objetividade, justificou-se em nome do público e ao mesmo tempo reduziu-o a um fantasma (cf. Th. L. Glasser e Ch.T. Salmon, The Press, Public Opinion and Public Discourse).

Não é difícil discernir como o papel da imprensa representante do povo se insere num programa tão autoritário quanto outras pretensões ruinosas de esclarecer e monitorar a consciência das massas. Ademais, em toda pretendida neutralidade entranha-se a adesão aos poderosos (M. Weber). Desse ângulo, compreende-se a assertiva de Sarney, cujos parâmetros foram modulados num horizonte tão prepotente quanto seus próprios discursos e atos. Nessa luz, a epifania da imprensa como representante do povo não se manifesta pela contradição com o Parlamento, como quer Sarney, mas pelo vazio institucional de um preenchido vicariamente pela outra.

Nem tudo, porém, é assim tosco no debate sobre a censura à imprensa, onde ressalta a Areopagítica, escrita por Milton ao ser renovado (1643) o requisito de licença para a circulação de livros, imposta pelo Longo Parlamento. Antes (1641), esse mesmo Parlamento havia abolido a Star Chamber, que agia como censora.

Milton coloca como epígrafe, nesse texto, uma fala de Teseu, nas Suplicantes, de Eurípides, ampliando um pouco o texto grego (cf. 438 sg. ed. G. Murray): “Esta é a verdadeira liberdade, quando a homens livres,/devendo aconselhar o público, é permitido falar livremente./Aquele que pode e deseja, merece eminente louvor;/Àquele que não pode, nem deseja, é permitido ficar em paz:/O que pode ser mais justo num Estado, que isto?”

O contexto mais amplo onde se inscreve esse trecho é uma crítica à tirania, nos termos correntes no século 5º a.C. (exclusão dos melhores, solidão, lisonja, desmesura, lascívia) amplamente retomados desde o Renascimento. Eurípides acentua a distinção entre o domínio de um só e o livre governo pelo povo: importância do discurso e da persuasão em lugar da violência, constituição igualitária da cidade, consulta ao povo não só nas decisões internas, como nas tratações com o inimigo, invocando o respeito aos códigos comuns e às leis pan-helênicas. Esgotados os recursos pacíficos, desencadeia-se a guerra. Na trama de prudência tecida ao longo da peça, esse é um ensejo para o bravo e cauteloso Teseu contrastar a selvageria do combate e as instituições políticas.

À violência belicosa opõe-se à racionalidade civilizada, mas a primeira não é descartada. A guerra enquadra a tragédia de Eurípides e o texto de Milton. Este se colocou a serviço dos princípios republicanos e assistiu à sua derrocada, sempre se opondo ao governo monárquico. No período em que escreveu Areopagítica, já prenunciava a emergência de uma nova tirania em que depositara as promessas de liberdade civil e religiosa. Sua prisão foi decretada, seus livros queimados.

Apesar disso, uma aragem de esperança irradia da Areopagítica. Milton confia no diálogo, recusa a lisonja aos poderosos, acusa energicamente a censura: “Quem mata um homem, mata uma criatura de razão… quem destrói um bom livro mata a própria razão.”

A defesa do livro é perpassada de um veio prazeroso, algo satírico: “Livros são como as carnes e os alimentos, uns são bons, outros de má substância”, tendo Deus deixado ao homem sua escolha. Ao ampliar a dieta do corpo humano, mantendo as regras de temperança, Ele também deixou ao arbítrio do homem o regime de nossas mentes. O poeta recusa uma virtude enclausurada, estranha a seu adversário, o mal, ressaltando os benefícios da “leitura promíscua” de livros, afirmando sua ética mundana.

Compreende-se que Milton, escritor que busca a “humanidade elegante da Grécia”, que não teme o abismo do terror e o sublime da beleza, encontre-se com Eurípides: “O poeta deve gerar com alegria os cantos que dá à luz. Se ele não a experimenta, se ele próprio é infortunado e incapaz de deliciar a outros ele mesmo, não tem esse direito”. (Suplicantes, 180-183).

*Professora titular dos Departamentos de Filosofia da Unicamp e da USP

Estadão 20/09/2009

Humor: Que Gata!

O último show de Edson e Hudson

Com a separação anunciada desde 2008, a dupla sertaneja Edson e Hudson faz suas últimas apresentações até o final do ano.

A partir de 2010, cada um tocará seus projetos individuas. Mas, apesar do clima de saudade, afinal são 29 anos de carreira, não há nenhum melodrama para a dupla.

Edson e Hudson começaram a cantar muito jovens, em praças públicas, bares, rodeios e bailes. Filhos de família circense, os dois irmãos mostraram desde crianças o talento que corre em suas veias e não se deixaram intimidar pela vida sofrida e difícil.

Durante essas quase três décadas, Edson e Hudson emplacaram diversos sucessos nacionais como: Festa Louca, Galera Coração, Tá no Meu Coração, Azul e Foi Deus.

Eles sobem ao palco do Credicard Hall, em São Paulo, com a turnê Despedida, nos dias 3 e 4 de outubro. O valor dos ingressos varia de R$60 a R$160

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