Patrimônio do Casal Kirchner cresce 158%


Durante o primeiro ano de governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, o patrimônio de sua família cresceu 158%, passando de 17,8 milhões de pesos (US$ 4,7 milhões) para 46 milhões de pesos (US$ 12,1 milhões). A informação foi confirmada pelo Escritório Anticorrupção do Estado argentino, com base na declaração de bens entregue pela presidente em 3 de julho.

De acordo com dados informados pela própria Cristina, no ano passado o casal presidencial vendeu 16 imóveis na província de Santa Cruz, terra natal do ex-presidente Néstor Kirchner, embolsando, no total, cerca de 14,5 milhões de pesos (US$ 3,8 milhões). As operações de venda de terrenos na Patagônia explicam parte do aumento patrimonial do casal K. Segundo informações do Escritório Anticorrupção, Kirchner pagou 132.079 pesos (US$ 34.757) por 20 mil metros quadrados em terrenos, que vendeu por 6,3 milhões de pesos (US$ 1,6 milhão).

A oposição acusa o presidente de ter comprado terrenos públicos a preços muito baixos, graças ao poder que ainda conserva na província governada por ele durante 12 anos antes de assumir a Presidência em 2003. Algumas denúncias foram apresentadas na Justiça local, mas o caso não avança nos tribunais — segundo opositores da Casa Rosada porque os juízes de Santa Cruz temem retaliações do casal presidencial.

No mesmo período, os depósitos bancários de Néstor e Cristina Kirchner mais do que duplicaram, passando de 13,5 milhões de pesos (US$ 3,5 milhões) para 32,1 milhões de pesos (US$ 8,4 milhões). Também no ano passado, o casal K criou duas novas empresas que operam no setor hoteleiro de El Calafate, um dos destinos turísticos mais caros da Argentina.

Nos últimos anos, o casal presidencial argentino foi denunciado por suposto enriquecimento ilícito, mas nenhum dos casos abertos nos tribunais de Buenos Aires prosperou. As investigações sobre o patrimônio de Néstor e Cristina, entre outros motivos, provocaram o afastamento, este ano, do promotor de Investigações Administrativas do Estado argentino, Manuel Garrido, que também fez graves denúncias sobre o enriquecimento de colaboradores do casal K.

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