Arquivo do dia: maio 28, 2009

Gazeta Mercantil: dá férias coletivas e para

Nota atualizada sexta dia 29 de maio:

A Gazeta Mercantil pode deixar de circular a partir da próxima segunda-feira. A Editora JB, que pertence à Cia. Brasileira de Multimídia (CBM), do empresário Nelson Tanure, manteve a decisão de suspender o licenciamento e o uso da marca para publicação do jornal a partir de 1º de junho. Ainda sem saber se a edição desta sexta-feira será sua última, a empresa concedeu férias coletivas de 30 dias para os funcionários.

Segundo funcionários do jornal, além do passivo trabalhista herdado com o arrendamento da marca, dívidas tributárias referentes ao não recolhimento de impostos, no valor de R$ 32 milhões que venceram em maio foram a gota d´água para Nelson Tanure desistir do negócio.
As férias coletivas representam uma tentativa de ganhar tempo. A CBM não tem mais interesse na Gazeta Mercantil, mas acenou com três possibilidades: 1) Luiz Fernando Levy (atual dono e filho do fundador da publicação) reassumirá o negócio; 2) o diário passará a ser administrado por uma cooperativa formada pelos atuais funcionários; ou 3) a estrutura atual será mantida, mas sob uma nova marca.

Além das férias, a CBM teria se comprometido a pagar mais 30 dias, em caráter de aviso prévio, caso não haja uma forma de ressuscitar a publicação. Nesta quinta-feira, o grupo terminou de pagar os salários de todos os funcionários referentes ao mês de abril.
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Em reunião com os editores executivos da Gazeta Mercantil na tarde de ontem, a direção da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) confirmou a disposição de editar o diário, que existe há quase 90 anos, só até o fim deste mês.

Depois, disseram eles, caberá a Luiz Fernando Levy, filho do fundador do jornal, Herbert Levy, a responsabilidade de tocar a operação. A CBM encerra assim o contrato de licenciamento para edição e comercialização do título que havia assumido em dezembro de 2003. Levy confirmou aos funcionários, por telefone, o que já havia declarado há alguns dias, quando surgiu o boato da desistência da CBM (empresa de Nelson Tanure, dono do Grupo Docas Investimentos), que não pretende assumir a publicação do jornal.

Em entrevista ao jornal gaúcho Já, publicada na sexta-feira passada (dia 22), Levy declarou: “O Tanure quer devolver, mas é uma coisa unilateral, por enquanto. No fundo, a gente não desliga da Gazeta, mas, para mim, é definitivo: a hipótese da minha participação não existe. É uma decisão pessoal. Não vou ter ações de uma empresa de comunicação”.

Levy ainda disse que alguma solução terá de aparecer. O impasse é consequência do imenso passivo trabalhista do jornal, estimado em mais de R$ 200 milhões. Mas existem outros débitos, como o pagamento de royalties pelo uso do título.

Levy diz não estar sendo pago por Tanure há três meses. Os dois empresários não se entendem, segundo funcionários do jornal. Um atribui ao outro os passivos que precisam ser acertados. Aos funcionários do jornal, a direção da CBM informou ainda que espera a resposta de Levy até hoje, sobre o destino que ele quer dar ao título.

A CBM informou ainda que dará apoio financeiro a Levy caso ele queira dar continuidade ao projeto. A CBM não deu detalhes sobre o prazo da ajuda financeira. Para tranquilizar a equipe, de quase 100 pessoas, a direção da CBM disse também que pretende realocá-la em outras empresas do grupo de Tanure.

Seca no RS: governo libera mais R$ 20 milhões

O Ministério da Integração Nacional confirmou ontem à tarde que liberou mais R$ 20 milhões para Rio Grande do Sul dentro do programa de combate aos prejuízos da seca.

O dinheiro deve sair até amanhã. No total, o governo federal vai repassar R$ 40 milhões para o Estado.

A verba deve ir para um fundo de prevenção dos municípios para a construção de poços, cisternas e redes de distribuição de água. Os prefeitos e parlamentares da bancada gaúcha querem que os recursos sejam enviados ao governo do Estado, que repassará às prefeituras.

A Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) já sugeriu ao ministério a divisão dos recursos entre as cidades gaúchas atingidas pela seca. Se a ideia for aceita, o recurso será dividido da seguinte maneira: 235 municípios com prejuízos de até R$ 20 milhões receberiam R$ 150 mil cada; oito municípios com prejuízos de R$ 20 a R$ 30 milhões receberiam R$ 200 mil cada um; cinco municípios com prejuízos de R$ 30 a R$ 50 milhões receberiam R$ 250 mil cada uma e seis municípios com prejuízos de mais de R$ 50 milhões receberiam R$ 300 mil cada um.

A bancada gaúcha em Brasília afirma que o acréscimo de recursos ainda não é o ideal para amenizar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Por esse motivo, prometeu buscar mais dinheiro com a União. “(Os recursos) são insuficientes porque a maioria dos municípios receberá R$ 150 mil cada um” disse o deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS).

Para o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) seriam necessários pelo menos R$ 100 milhões para as prefeituras. Segundo ele, é preciso liberar mais recursos para pequenos produtores que perderam a renda nos 90 dias de seca, efeito que persiste em várias regiões do Estado.

Seguro-desemprego sairá mais rápido

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou ontem o início do processo de informatização da concessão do seguro-desemprego, benefício a que tem direito os trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa. Uma experiência piloto começará esta semana no Distrito Federal e deverá durar entre 60 e 90 dias.

A ideia é que os empregadores, ao demitirem os empregados, preencham eletronicamente – por meio da página eletrônica do Ministério do Trabalho (www.mte.gov.br) – os dados das dispensas que serão enviadas para o banco de dados do ministério pela internet. Esse procedimento não eliminará a necessidade de o trabalhador demitido procurar uma Delegacia Regional do Trabalho, munido de um formulário preenchido, para solicitar o benefício.

No entanto, segundo Lupi, muito da burocracia envolvida será eliminada com a antecipação do envio de dados pelos patrões por meio eletrônico. Segundo ele, atualmente, entre a data do pedido do benefício e o seu recebimento pelo trabalhador há um prazo médio de 30 a 45 dias. “Com o procedimento informatizado, esse prazo pode baixar para algo entre 10 e 15 dias”, afirmou o ministro.

A outra vantagem da informatização, destacou Lupi, é ajustar o sistema para evitar, cada vez mais, as fraudes já que os dados informados poderão ser verificados com maior eficácia.

AE

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