Mais crédito às empresas que atuam no PAC


Por ordem de Lula, o governo abrirá uma linha de crédito para as empresas que tocam obras do PAC. O martelo foi batido pelo presidente nesta quarta.

A medida saiu de uma reunião em que Lula ouviu de ministros relatos sobre o andamento das obras. No encontro, o ministro Guido Mantega (Fazenda) recebeu a incumbência de apressar os estudos sobre a nova linha de crédito.

O objetivo é prover capital de giro às empresas. Muitas delas vêm alegando dificuldades de caixa que resultam em atrasos na execução das obras.

O dinheiro que irrigará os empréstimos deve vir do BNDES. O montante global ainda não foi fechado. Cogita-se algo em torno de R$ 5 bilhões.

Cada empresa poderá tomar emprestado até 20% do valor do contrato da obra do PAC sob sua responsabilidade ou 20% de sua receita anual –o que for maior.

O prazo de pagamento deve ser de 36 meses. Lula deseja anunciar a novidade o quanto antes.

As informações acima foram repassadas ao blog pela senadora Ideli Sanvatti (PT-SC), líder de Lula no Senado. Idelli acompanha de perto o desenrolar da discussão travada no governo em torno da nova linha de crédito.

A senadora tem interesse direto na matéria. Pré-candidata do PT ao governo de Santa Catarina, Idelli estpa inquieta com o ritmo da maior obra do PAC no seu Estado.

Trata-e da duplicação da rodovia BR 101. É um dos empreendimentos cujo andamento vem sendo retardado por conta da alegada dificuldade de caixa das empresas. As empresas alegam que, depois da celebração dos contratos, houve encarecimento de máquinas, insumos e mão-de-obra.

“Os pagamentos do PAC são liberados 15 ou 20 dias depois da execução de cada fase da obra…”

“…As empresas alegam que falta capital de giro. Dizem que há desequilíbrio financeiro nos contratos. O TCU proíbe reajustes. Precisávamos encontrar uma saída…”diz Adeli

Blog do Josias de Souza

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Comentários

  • caio brandao  On junho 4, 2009 at pm:10 pm

    Eis mais um absurdo desse governo. Emprestar dinheiro público sem garantia real é uma temeridade. Ademais, num País como o nosso, não só as obras do PAC são prioritárias, mas todas as obras voltadas para a infraestrutura em geral. Deve-se observar, ainda, que a empresa para participar de licitação precisa comprovar a sua capacidade/idoneidade financeira e arcar com o riscos do negócio. Se o preço dos insumos subir, o caminho é o de sempre e previsto em lei. A empresa toca a obra e em paralelo entra com pedido de reequilíbrio econòmico/financeiro. O que vai acontecer é que as empresas endividadas vão buscar o emprestimo no BNDEs e náo vão pagá-lo. Ademais, náo vão empregar o dinheiro na obra do PAC, mas desviá-lo para outros negócios e, até mesmo, para emprestar para o próprio governo mediante aplicações financeiras em títulos mobiliários.

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