Gisele Bündchen tá no Brasil


Quietinha, quietinha, Gisele Bündchen desembarcou nesta terça-feira, dia 28, no Brasil, para participar da festa de lançamento da Sky, empresa da qual é a nova propaganda. O segredo deveria ser guardado a sete chaves mas vazou.

Foi uma operação de guerra manter o silêncio que envolveu a filmagem deste comercial de dois minutos para vender assinaturas de televisão paga da operadora Sky, que irá ao ar na televisão aberta no próximo domingo.

A razão para todo o sigilo desde a gravação, feita logo após o carnaval e só revelada ontem, era a garota-propaganda. A top model Gisele Bündchen mobiliza plateias e vira notícia. Por isso, cobra caro – sem revelar valores – para protagonizar qualquer campanha publicitária.

A top ontem no evento com Hebe e Luciano Huck

“Mas vale cada centavo”, elogia o presidente e diretor de criação da Giovanni+ DraftFCB, Adilson Xavier, que a contratou por dois anos para anunciar as vantagens dos dez novos canais com imagens em alta definição que operadora Sky passa a oferecer.

“O contrato da Gisele difere do de outras celebridades”, conta Xavier. “Ela cobra pelo tempo gasto no trabalho de filmagem e o período que sua imagem será utilizada. Há estrelas, até menos famosas, que restringem o uso do material produzido a no máximo três versões. No caso dela, além de podermos usar vários desdobramentos de material filmado, ainda convivemos com uma profissional irretocável: pontual, sem o tipo de frescuras que exige motorista e ainda se recusa a receber ordens em cena.” O profissionalismo da gaúcha tem lhe valido rendimentos da ordem de US$ 35 milhões ao ano, conforme calcula a revista Forbes.

O comercial estrelado por Gisele mereceu uma megaprodução, com gastos de R$ 4 milhões, fora o cachê dela, e direção do cineasta Fernando Meireles. “Não tenho notícia de outro comercial com esse padrão”, diz Xavier. O cenário escolhido foi o saguão de um aeroporto com as pessoas desavisadas circulando, o que exigiu autorização especial. “Queríamos aproveitar a espontaneidade de todos, por isso pedimos a Gisele que sentasse num sofá vermelho e apertasse o controle remoto. Cada vez que o fazia, algo acontecia no entorno, como se a TV estivesse transmitindo ao vivo”. O resultado, diz, é merecedor de prêmio em Cannes. “Por isso, vamos inscrever a peça no Festival.”

Ao todo, a Sky investe R$ 80 milhões nesse projeto. “Estamos apostando que vamos abrir vantagem sobre a concorrência, que está mais focada em internet e telefonia”, diz Agrício Neto, vice-presidente da Sky.

Sonia Racy

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