Veja SP testou o Smart Fortwo


A repórter Maria Paola de Salvo da Veja SP testou o Smart Fortwo, carrinho de tamanho reduzido que começa a ser vendido neste mês. Por onde passou, diz Paola, ele atraiu olhares curiosos

Fotos Fernando Moraes
O Smart na Avenida Paulista: feito para cidades com poucas vagas de estacionamento

Apesar de ser 1 metro menor que o Fiat Mille e transportar só duas pessoas, o Smart Fortwo chama atenção feito carro grande e desperta sorrisos por onde circula. Importada da França pela Mercedes-Benz, a novidade estreia nas ruas de São Paulo neste mês. A partir do dia 14, estará à venda por cerca de 60 000 reais (o mais barato carro nacional, o Mille, custa 21 750 reais).

As duas versões, Coupé (com capota fechada) e Cabrio (conversível), estarão disponíveis na primeira concessionária da marca. Ambas virão equipadas com quatro airbags, freios ABS, direção elétrica e ar-condicionado. “Num único fim de semana, recebemos setenta encomendas”, diz o coordenador de marketing da Smart Brasil, Arthur de Almeida Wong, que espera comercializar outras 430 até o fim do ano.

Resultado de uma parceria entre a marca de relógios Swatch e a Mercedes-Benz, o carro foi lançado no exterior em 1998. Hoje, estima-se que cerca de 1 milhão de Smart rodem pelas ruas de metrópoles como Paris, Londres e Roma. Repleta de vielas estreitas, a capital italiana é a cidade que concentra a maior quantidade desses automóveis, feitos sob medida para a escassez de vagas de estacionamento.

Por isso, no caso do Smart, tamanho é, sim, documento. E até atrativo. Ele tem 2,7 metros de comprimento, quase a metade do que tem o Vectra, por exemplo.

Sem problemas na baliza: espaços apertados parecem largos para o Smart. Na Europa, homens e mulheres compram o Smart na mesma proporção. Em São Paulo, até agora, os homens representam 70% dos interessados.

Além de carismático, o carro trata bem o motorista. Quem está dentro da cabine não sente falta dos centímetros a menos lá atrás. Há espaço entre os bancos, e até aqueles que medem 1,90 metro viajam sem raspar a cabeça no capô. No entanto, se você pensa em fazer as compras do mês com ele, esqueça. O porta-malas tem, na verdade, espaço para pouco mais de duas mochilas.

Equipado com motor 1.0 turbo, o Smart não chiou nem titubeou para subir as ladeiras íngremes de Perdizes. Mudar de faixa é mais fácil, já que ele cabe em qualquer cantinho. Mas é na hora da baliza que o tamanho faz realmente diferença. Numa vaga ocupada anteriormente por um Citroën C3, que tem 3,85 metros de comprimento, entra sem suar a camisa.

Já a dona do C3 havia penado para fazê-lo caber no mesmo espaço. Estacionar nas estreitas garagens de shoppings é facílimo. Não é preciso nem engatar a marcha a ré. Como o Smart dá meia-volta num espaço de 8,8 metros, pode-se entrar de frente na vaga com uma única manobra.

Com 770 quilos – é 300 quilos mais “magro” que o Honda Fit – , ele consome menos. O fabricante garante que o veículo faz 15 quilômetros por litro na cidade. Na estrada, o aproveitamento sobe para 24 quilômetros por litro.

Porém, o carro aceita apenas gasolina no tanque e vai na contramão da tendência dos veículos movidos também a álcool, que emitem menos CO2 e são mais limpos. O impacto do carrinho no trânsito e no ar de São Paulo ainda é uma incógnita, mas que ele chamará atenção por onde passar, disso ninguém duvida.

Maria Paola de Salvo/Veja SP

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