Arquivo do dia: março 26, 2009

Harley-Davidson despenca nos Estados Unidos

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Depois de décadas de sucesso, a Harley-Davidson começa a registrar queda nas vendas nos Estados Unidos. Segundo o “New York Times”, os consumidores não estão mais dispostos a gastar US$ 20 mil em um brinquedo grande, como são conhecidas as potentes motocicletas da marca.

O sucesso de vendas da Harley nos últimos anos se baseou em modelo parecido com o “subprime” do mercado imobiliário, epicentro da crise. Sua subsidiária financeira, a Harley-Davidson Financial Services, fundada há 15 anos, fez vultosos empréstimos de risco e os transformaram em títulos que vendeu a investidores.

Um quarto dos US$ 2,8 bilhões em empréstimos feitos por ela em 2008 era “subprime”, com juros de até 18%. Com a crise, eles deixaram de ser pagos e a Harley teve débito de US$ 80 milhões.

O lucro da Harley caiu 30% em 2008, para US$ 654,7 milhões, e a receita foi US$ 5,6 bilhões. O resultado operacional da financeira caiu 61%, para US$ 83 milhões.

MErcado Aberto

Nasi ex banda Ira! perde na justiça

A Justiça negou recurso ao cantor Nasi, ex-vocalista do Ira!, que pleiteava indenização de R$ 68 mil do guitarrista Edgard Scandurra e já havia perdido na primeira instância.

Na nova decisão, o juiz Régis Bonvicino ( que também é poeta e compositor) perdeu a paciência com o artista e escreveu: “Melhor que Marcos Valadão Rodolfo [nome verdadeiro de Nasi] gastasse seu tempo se dedicando à música”.

Monica Bergamo

Dona da Daslu condenada por sonegação e contrabando

Eliana Tranchesi, dona da butique Daslu, foi presa na manhã desta quinta-feira, 26, pela Polícia Federal. Ela foi detida em sua casa, na zona sul da capital, e levada para o Presídio Feminino do Carandiru, na zona norte.

Esta é a segunda vez que Eliana Tranchesi é presa pela PF sob acusação de sonegação fiscal. A prisão desta quinta foi determinada pela juiza Maria Isabel do Prado da 2ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos e faz parte de uma continuação da Operação Narciso, deflagrada em julho de 2005. Outras duas pessoas também foram presas nesta quinta, mas não tiveram seus nomes divulgados.

Eliana Tranchesi e o irmão são novamente acusados de sonegação fiscal e contrabando.Em 2005, durante a Operação Narciso, Eliana e o irmão haviam sido presos pelo mesmo crime.

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004, com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.

A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada por uma de Miami (EUA) para uma importadora no Brasil.

Na época, escutas telefônicas demonstraram que acusados no caso estavam planejando a queima de documentos sobre a fraude. Policiais federais revistaram a Daslu, apreenderam documentos e prenderam a proprietária da loja, Eliana Tranchesi, e seu irmão, além de dois outros acusados.

Segundo a PF, deixaram de ser recolhidos na ocasião cerca de R$ 10 milhões em impostos. Os acusados respondem por formação de quadrilha e falsificação de documento.

AE

Nota atualizada ás 13:30 h

A advogada da dona da Daslu, Eliana Tranchesi, disse na tarde desta quinta-feira (26) que a prisão da empresária não poderia ter ocorrido neste momento e que é “ilegal”. Por volta das 13h20, Joyce Roysen estava na sede da 2ª Vara Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, junto com os advogados dos outros condenados no caso para conseguir uma cópia da sentença da juíza local. “Os advogados não têm acesso. A juíza não apareceu no fórum. Só o Ministério Público recebeu a sentença”, afirmou.

Segundo ela, a sentença estava para sair há dez meses, mas a prisão não poderia ter sido decretada porque a decisão é de primeira instância e cabe recurso. Ela conta que Eliana não irá “resistir” à prisão porque está com câncer nos ossos e pulmão. “Ela está com metástase (quando o câncer se espalha) no pulmão e nos ossos. Está em meio a um tratamento quimioterápico bastante sério que, inclusive, não está fazendo muito efeito”, afirmou. A advogada diz que Eliana foi presa em sua residência na capital paulista às 6h.

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