Arquivo do dia: março 19, 2009

Seu Ladir fora do “Toma Lá Dá Cá”

Um dos maiores sucessos da comédia na TV aberta atualmente, o seriado Toma Lá Dá Cá, vai sofrer alterações na nova temporada, a notícia ruim é que o personagem de Ítalo Rossi, Seu Ladir, vai sair da atração escrita por Miguel Falabella.A temporada 2009 que estréia em abril, será mais curta. Estão previstos apenas 23 episódios.

Com isso, a atração da Globo adota o formato norte-americano. Por lá, as séries costumam ter pouco mais de 20 capítulos a cada temporada. A duração mais curta será a regra em diversas atrações do gênero previstas para estrear neste ano, como Força Tarefa, Aline e Tudo Novo de Novo. Por enquanto, apenas A Grande Família não adotará o formato.

Além da temporada mais curta, Toma Lá Dá Cá terá outras novidades neste ano. A primeira é a saída de Seu Ladir. Ele viajará para o Marrocos e fará uma operação de mudança de sexo, se transformando em Dirla.

Para preencher a vaga, um novo personagem aparece no Jambalaya. O ator Miguel Magno será a doutora Perci, uma psiquiatra nada saudável: diabética, hipertensa e totalmente desequilibrada emocionalmente.

Outra novidade da nova temporada de Toma Lá Dá Cá será o destaque dado à crise financeira mundial. A turbulência econômica atingirá em cheio os personagens. Sem dinheiro para a manutenção do prédio, infiltrações e goteiras ficarão à mostra, principalmente no apartamento da já desleixada Rita (Marisa Orth). Além disso, Isadora (Fernanda de Souza) voltará à política como uma forma de levar dinheiro para casa.

STF estabelece 19 condições para manter demarcação indígena

Brasília - Indígenas comemoram na Praça dos Três Poderes resultado do julgamento no STF que, por 10 votos a 1, decidiu manter a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima

Foto José Cruz/ABr

Brasília – Indígenas comemoram na Praça dos Três Poderes resultado do julgamento no STF que, por 10 votos a 1, decidiu manter a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima

Na decisão de hoje (19) que manteve a demarcação em faixa contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceram 19 condições que também servirão de base para as futuras demarcações e para aquelas em andamento.

“Essas condições se aplicam a Raposa Serra do Sol,  mas têm um efeito transcendente para as demais demarcações”,  afirmou o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

Uma das principais ressalvas foi a vedação à ampliação de terras indígenas já demarcadas, inclusive daquelas que foram reconhecidas antes da Constituição de 1988.  “Com isso estamos encerrando um número elevado de controvérsias e talvez alguns impulsos expansionistas”, argumentou Mendes.

Outras condições definidas pelo Supremo no julgamento sobre Raposa Serra do Sol foi a instalação de bases militares na fronteira, o acesso da Polícia Federal e do Exército à área sem necessidade de autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), a garantia de acesso de visitantes e pesquisadores ao Parque Nacional do Monte Roraima, dentro da reserva (ICMBio), a proibição de atividades de caça, pesca, coleta de frutos ou qualquer atividade agropecuária por pessoas estranhas.

“Há um alívio para todas as partes. O governo passa a saber os limites de sua ação e os afetados passam a ter alguma segurança jurídica neste contexto”, ressaltou Mendes.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol  foi homologada em abril de 2005 pelo governo federal. Na área de 1,7 milhão de hectares, vivem aproximadamente 18 mil índios das etnias Macuxi, Wapichana, Patamona, Ingaricó e Taurepang, que se dividiam entre o repúdio e o apoio à permanência de não-índios na reserva.

As 19 condições para manutenção da demarcação contínua  são as seguintes:

1 – O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser suplantado de maneira genérica, sempre que houver, como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição Federal), relevante interesse público da União na forma de Lei Complementar;

2 – O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

3 – O usufruto dos índios não abrange a pesquisa das riquezas naturais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional;

4 – O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, dependendo-se o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

5 – O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional, à instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas e à Funai. É o livre trânsito das Forças Armadas e o resguardo das fronteiras;

6 – A atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

7 – O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

8 – O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob supervisão e responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

9 – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, ouvidas as comunidades indígenas — levando em conta usos, tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

10 – O trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

11 – Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

12 – O ingresso, trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

13 – A cobrança (de pedágios) de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

14 – É vedado negócio jurídico relacionado a terras indígenas, assim como qualquer ato que restrinja o pleno exercício da posse direta pela comunidade jurídica ou pelos indígenas;

15 – É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

16 – Os bens do patrimônio indígena, isto é, as terras pertencentes ao domínio dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, 16, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena isenção tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

17 – É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;

18 – Os direitos dos índios relacionados às suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis;

19 – É assegurada a efetiva participação de todos os entes da Federação em todas as etapas do processo de demarcação.

AG Brasil

Milton Neves fratura ombro e está internado

O radialista e apresentador esportivo Milton Neves, de 57 anos, está internado desde a manhã desta quarta-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele fraturou o ombro direito numa queda e precisou ser submetido a uma cirurgia.

Segundo o boletim médico divulgado nesta quinta-feira pelo hospital, Milton se recupera bem. Segundo o documento, Milton – que comanda o dominical “Terceiro tempo”, na Band – “está sob os cuidados da equipe médica liderada pelo Dr. Sérgio do Carmo Jorge, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, e pelo cirurgião João de Carvalho Neto, ortopedista/traumatologista do corpo clínico do hospital”.

Ainda não há previsão de alta médica, mas o apresentador informou à Band, por telefone nesta quinta-feira, que vai apresentar o programa normalmente neste domingo, ao vivo, às 18h.

Morre o criador do Mister Magoo

Morreu sábado o roteirista americano Millard Kaufman, um dos criadores  do desenho animado Mister Magoo (ao lado), que estreou em 1949, segundo informou nesta terça-feira seu filho, Frederick ao jornal Los Angeles Times. kaufman tinha 92 anos e foi vítima de um ataque cardíaco.
Ele recebeu duas indicações ao Oscar pelos roteiros dos filmes de Dá-me Tua Mão, em 1953, e Conspiração de Silêncio, em 1955. Kaufman se inspirou em um tio para criar o velhinho míope Mister Magoo.
France-Presse

Cancelados 451.021 benefícios do Bolsa Família

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome anunciou hoje que cancelou 451.021 benefícios do Bolsa Família entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009. De acordo com o ministério, os benefícios foram cancelados por falta de cadastramento das famílias atendidas ou porque elas estavam fora do perfil do programa. Ou seja, recebiam acima da renda exigida para se enquadrar como beneficiário do Bolsa Família –que é uma renda mensal per capita de até R$ 120.

De acordo com o ministério, a exclusão foi feita a partir da indentificação –pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania– de divergências entre a renda declarada no cadastro único para programas sociais do governo federal com a informada na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2006, do Ministério do Trabalho.

Esse cruzamento identificou inicialmente que 622.476 beneficiários estava acima do perfil do programa e por isso tiveram seus benefícios bloqueados em setembro de 2008. Para desbloquear o pagamento, tiveram de se recadastrar até 31 de dezembro de 2008.

Após o cadastramento, segundo o ministério, 171.455 famílias comprovaram que se enquadravam no perfil do programa e os seus benefícios foram desbloqueados.

Brasília: gastança e luxo

Quando chegar ao Senado nos próximos dias, a Fundação Getúlio Vargas vai descobrir que a Casa tem uma frota de 165 veículos, dezenas de diretores sem uma função determinada, e gastos milionários com telefonia, despesas médicas, passagem aérea, consultoria, combustíveis, além de uma bilionária folha de pagamento. Vai se deparar, por exemplo, com um número guardado até hoje sob sigilo: 1,8 mil funcionários terceirizados.

Cerca de R$ 200 mil, por exemplo, foram depositados no ano passado nas contas dos buffets mais caros da cidade. No período, a Casa despejou R$ 369 mil de dinheiro público com “festividades e homenagens”, quase o dobro do ano anterior. O Senado guarda a sete chaves, sob o discurso do sigilo pessoal, as despesas médicas de senadores, familiares e servidores. Os valores chamam atenção. Somente em 2008, R$ 60 milhões caíram na conta de hospitais privados e clínicas famosas de Brasília e São Paulo.

A pedido do Correio Braziliense, o site Contas Abertas levantou as despesas do Senado nos últimos dois anos, incluindo não só folha de pagamento, mas também custeio e investimento. As diárias de viagens ao exterior de servidores e parlamentares também quase dobraram: saltaram de R$ 481 mil em 2007 para R$ 700 mil no ano passado. A polêmica das passagens aéreas a amigos envolvendo a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) trouxe à tona esse tipo de despesa. Em dois anos, R$ 40 milhões foram liberados para a agência de turismo responsável pelas viagens dos gabinetes dos senadores.

A garagem do Senado é famosa pelo brilho dos carros luxuosos expostos no local. A reportagem teve acesso à frota completa da Casa, relação que provavelmente deve cair nas mãos dos auditores da FGV. São 165 veículos no total, sendo 88 usado pelos senadores. O restante pertence à estrutura administrativa e boa parte, luxuosas camionetes e picapes 4 x 4, é usada pela polícia legislativa, diretores e servidores influentes, alguns inclusive com motoristas de empresas terceirizadas.

São carros comprados entre 2005 e 2008, mais novos do que os dos próprios senadores, adquiridos em 2003. Comparando com a tabela Fipe, a frota do Senado beira os R$ 6 milhões. Os dados mostram que R$ 2 milhões saíram dos cofres do Senado para encher os tanques desses veículos em 2008.

Leandro Colon/CorreioBraziliense

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