Arquivo do dia: março 2, 2009

Carros demais no país

Nem a crise econômica, iniciada no segundo semestre do ano passado, fez diminuir o número de veículos que circulam pelas ruas da capital paulista. Ao menos é o que apontam os números do novo indicador do Observatório Cidadão, banco de dados virtual mantido pelo Movimento Nossa São Paulo.

Segundo esses dados, em novembro de 2008 a frota paulistana tinha um total de 6.361.550 veículos, um crescimento de 372.316 mil, em comparação ao mês de janeiro, que somava 5.989.234 unidades. A cada novo mês de 2008 a frota total apresentou aumento, com exceção de setembro. O cálculo é feito com base em informações do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Os números de mês de dezembro ainda não foram divulgados pelo Detran-SP. De acordo com os dados reunidos no Observatório, os automóveis compõem a maior parcela da frota (74%). Em segundo lugar, estão as motocicletas e outros veículos semelhantes (11,8%), seguidos dos utilitários e microônibus (9,16%).

Pacientes poderão voltar a hospital após plásticas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou novas regras sobre a esterilização de instrumentos utilizados em cirurgias abdominais, plásticas de mama e lipoaspiração.

Mais de 2,1 mil casos de infecção por micobactérias foram registrados nos últimos cinco anos pela Anvisa em todo o Brasil. Os hospitais poderão continuar terceirizando o serviço de esterilização, mas serão responsabilizados em caso de problemas.

A partir de agora, os hospitais que fizerem esse tipo de cirurgia também ficarão responsáveis pelo acompanhamento médico dos pacientes por pelo menos dois meses. Pacientes que perceberem qualquer problema em função da cirurgia ganham o direito de procurar o hospital até dois anos depois da operação. De acordo com o gerente de Tecnologia da Anvisa, Héder Murari, só no Espírito Santo foram quase 300 casos, desde 2006, em pessoas que se submeteram a videocirurgias e lipoaspirações.

O que provocou as infecções foi a esterilização inadequada dos instrumentos cirúrgicos.

Programa ‘CQC’ adia reestreia

A Band resolveu alterar o cronograma da nova temporada do “CQC” – Custe o Que Custar – e o programa teve sua reestreia adiada para a próxima semana. O humorístico comandado por Marcelo Tas tinha seu retorno programado para esta segunda (2), mas por motivos ainda não explicados a data foi remarcada para o dia 9. O horário permanecerá o mesmo, às 22h15. Adnews

Amy Winehouse briga no avião de volta pra casa

A cantora britânica Amy Winehouse brigou com um homem que estaria “olhando de um jeito estranho” para ela, dentro do avião que a trazia de volta para a Inglaterra neste domingo (1), depois das férias de 71 dias no Caribe, diz o tabloide inglês “The Sun”.

Winehouse resolveu voltar para Londres depois de descobrir que se marido, Blak Fielder-Civil, seria libertado da prisão. Fielder-Civil teria dado entrada no pedido de divórcio após alguns jornais divulgarem que a cantora estaria tendo um caso durante as férias na ilha de St Lucia.

Segundo o “The Sun”, um amigo de Winehouse disse que “ela estava nervosa por ter que encontrar Blake, então não precisou de muito para tirá-la do sério”. O jornal disse ainda que a cantora foi levada à sua nova casa, na região norte de Londres.

A matéria do “The Sun” afirma que a localização da residência vai ajudar a manter Winehouse longe das drogas. Mas os vizinhos parecem não ter gostado da notícia: “Os preços das casas já caíram o suficiente sem que Amy Winehouse mudasse para a região”, disse Jeremy Amery.

The Sun

Madonna e Jesus sob a neve de Nova York

Reprodução /Reprodução

Apesar da neve que caía em Nova York, o clima esquentou na cidade. Madonna e Jesus Luz foram fotografados passeando sob a neve, perto da casa da cantora neste domingo, 1. Sem se intimidar com a presença do fotógrafo, o modelo passou o braço nas costas da cantora.

Executivos da Epson no Brasil podem ser punidos

A Epson, fabricante japonesa de equipamentos eletrônicos, como impressoras e projetores de imagens, pode pedir a punição dos três executivos brasileiros que inflaram os lucros em US$ 42 milhões por nove anos, incluindo o ano fiscal corrente.

Episódio parecido vivenciou a Aracruz Celulose na semana passada, quando a empresa entrou com uma ação no Rio de Janeiro contra o ex-dirigente financeiro Isaac Zagury. Ele é acusado de causar um prejuízo de US$ 2,1 bilhões resultante de perdas causadas pela alta do dólar no mercado de derivativos cambiais.

“Acredito que os executivos possam ser responsabilizados judicialmente em caso de fraude dolosa. E isso deve ser considerado, mesmo porque o erro se repetiu por nove anos. É difícil imaginar um equívoco sistemático por tantos anos. Todo erro repetido é falta de inteligência”, afirma diretor da Directa Auditores Clóvis Ailton Madeira.

Além disso, a repercussão do caso no Brasil deve fazer com que o valor das ações na Epson sofra queda, já que os acionistas podem perder a confiabilidade no comitê gestor da empresa no Brasil. É o que aposta o diretor de normas internacionais da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac) e sócio da Allieve Gestão Sustentável Edmir Lopes de Carvalho. “Existiu uma falta de controle interno e certamente os responsáveis serão punidos.

Na semana passada, a Epson divulgou os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2008 com uma surpresa: diretores nas subsidiárias do Brasil e do México manipularam os balanços, provocando perdas de US$ 45,2 milhões, sendo US$ 13,4 milhões no ano em exercício e o restante (US$ 31,8 milhões) nos nove anos anteriores. Uma equipe de investigação do escritório da Epson nos Estados Unidos afirmou que o “incidente” foi causado por um erro na hora de ajustar os diferentes padrões contábeis do Brasil e dos Estados Unidos. No entanto, o mesmo comunicado diz que os executivos brasileiros devem ter tentado “cobrir suas posições”, um jargão que no mercado significa “disfarçar perdas”.

A Epson pode pedir a punição dos três executivos brasileiros que inflaram os lucros em US$ 42 milhões por nove anos. Episódio parecido ao vivido pela Aracruz na semana passada.

DCI

Músico Marcelo Yuka é vítima de novo assalto

O músico Marcelo Fontes do Nascimento, o Marcelo Yuka (ex-baterista do Rappa), foi mais uma vez vítima da violência no Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, Yuka foi agredido e assaltado na manhã de sábado por dois homens em frente a uma padaria no bairro da Tijuca.

O celular do músico foi roubado e os criminosos tentaram levar a Cherokee adaptada que ele usa, mas não conseguiram dirigir o veículo e fugiram a pé. O crime foi registrado na 19º DP.

O assalto ocorreu a menos de 300 metros de onde o músico foi baleado em 2000, ocasião em que ficou paraplégico. Na ocasião, o baterista e letrista do grupo carioca de reggae e hip hop O Rappa, viveu um drama cada vez mais comum nas grandes cidades. Saiu à noite para ir a um show e levou seis tiros na rua. Muito pior, ficou paraplégico. No período de um ano ele passou por quatro operações e centenas de horas de fisioterapia.

Mesmo número em qualquer operadora

A partir de hoje, todo o Brasil estará atendido pelo benefício da portabilidade numérica, o serviço que permite a troca de operadora com a manutenção do número de telefone. A última etapa de implantação da portabilidade para telefonia fixa e móvel chegará nesta segunda-feira aos usuários dos DDDs 53 (RS), 64 (GO), 66 (MT), 91(PA) e 11 (SP).

Agora o serviço estará disponível nos 67 DDDs existentes no País que servem 193 milhões de usuários.

Entre os DDDs que passam a ter acesso à portabilidade nesta última etapa, o DDD 11 que serve à capital de São Paulo e mais 63 cidades do Estado é o que concentra o maior volume de usuários do país com 15,95% (30,8 milhões) dos assinantes dos serviços móveis e fixos.

Também passam a ter portabilidade numérica todos os usuários os estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás. O Estado do Rio Grande do Sul terá a portabilidade implantada no DDD 53 que atende 25 municípios gaúchos e 1,1 milhão de usuários.

Mudanças

De acordo com a ABR Telecom, entidade administradora da portabilidade numérica no Brasil, desde o dia 1º de setembro de 2008, quando o serviço começou a vigorar no Brasil, até a meia-noite de quinta-feira passada 491.823 usuários de telefonia fixa e móvel solicitaram troca de operadora com manutenção do número de telefone.

Trâmite

O processo de portabilidade numérica se inicia com a solicitação do usuário de serviços de telecomunicações à operadora para a qual deseja migrar. De acordo com as regras da portabilidade as transferências de operadora, com manutenção do número, só podem ser solicitadas dentro do mesmo serviço – móvel para móvel ou fixo para fixo – e na área área de DDD.

No primeiro ano de implantação do serviço, esse processo se concluirá em até cinco dias úteis. Ao usuário também é possível agendar a data de transferência de operadora para após os cinco dias úteis e solicitar o cancelamento da portabilidade em até dois dias úteis após o encaminhamento do pedido.

JB

Educação: R$ 10 milhões amansa a UNE

A União Nacional dos Estudantes (UNE) ganhou na loteria no governo Lula. O repasse do Poder Executivo à entidade aumentou em 20 vezes nos últimos cinco anos. A soma dos recursos públicos transferidos chega aos R$ 10 milhões no período. Em contrapartida, as sexagenárias manifestações independentes e de críticas ao governo federal desapareceram.

Fotos do presidente Lula  com dirigentes da entidade são exibidas com pompa no site da UNE. O crescimento da verba recebida do governo foi meteórico. Os recursos saltaram de R$ 199 mil em 2004 para R$ 4,5 milhões no ano passado. Mas não parou por aí. O montante tende só a crescer em 2009: R$ 2,5 milhões já foram depositados na conta da UNE neste ano, segundo levantamento obtido pelo Correio no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

Nada mal para quem recebeu cerca de R$ 1 milhão em oito anos do governo anterior, de Fernando Henrique. Transferidos para a UNE em 12 de janeiro passado, R$ 786 mil foram destinados à realização de shows e debates em São Paulo e Rio de Janeiro. Mas nenhuma apresentação foi feita até agora, admite a presidente da UNE, Lúcia Stumpf (PCdoB).

Em 5 de junho de 2008, o governo liberou o pagamento de R$ 435 mil para o projeto Sempre Jovem e Sexagenária. Segundo Lúcia, o recurso de quase meio milhão de reais será usado para fazer um livro sobre a história da militância estudantil secundarista. A UNE tem até junho para concluir esse projeto.

Braço político A presidência da UNE está nas mãos do PCdoB há mais de 15 anos. O partido tem como representante no governo o ministro dos Esportes, Orlando Silva, que presidiu a entidade estudantil entre 1995 e 1997. Em janeiro passado, o ministério comandado por ele liberou R$ 250 mil para patrocinar a bienal de cultura da UNE, realizada naquele mês em Salvador. Cerca de R$ 6,2 milhões do dinheiro público repassado pelo governo Lula saíram dos cofres do Ministério da Cultura.

Pelo menos seis convênios com a entidade foram alvos de tomadas de conta especial, um processo administrativo interno aberto sempre que aparece indício de irregularidade que possa dar prejuízo ao órgão público. Um deles refere-se à participação da UNE em paradas de orgulho gay em 2006. Cerca de R$ 37,5 mil foram repassados à entidade e até agora a prestação de contas não foi aprovada. A entidade estudantil também se aventurou pelo orçamento da saúde. No segundo semestre do ano passado, a UNE recebeu R$ 2,8 milhões do SUS)para fazer uma caravana pelo país. O objetivo foi abrir um debate e realizar ações ligadas à saúde. “Percorremos os 27 estados discutindo cultura, saúde e educação, visitando 41 universidades públicas e privadas no Brasil”, justifica a presidente da entidade.

A presidente da UNE, Lúcia Stumpf  (foto), garante que os milhões recebidos do governo Lula não ferem o histórico caráter contestador da entidade. “Nenhum recurso será capaz de comprar a autonomia e a independência da UNE”, diz. “A relação que a UNE tem com o governo é a mesma que teve com outros governos em seus 70 anos. É uma relação de absoluta autonomia”, ressalta.

Filiada ao PCdoB, Lúcia Stumpf foi eleita em 2007, aos 25 anos, para presidir a entidade. Estudante de jornalismo, ela sucedeu Gustavo Petta, do mesmo partido e que recentemente assumiu a Secretaria de Esportes de Campinas (SP). Para a militante estudantil, as possíveis irregularidades apuradas pelo Ministério da Cultura não são graves. “É comum ter problema pela grande burocracia existente. Por conta disso, há dificuldade de apresentação dos documentos”, explica.

Procurado pelo Correio, o Ministério da Cultura informou que a UNE não tem sido privilegiada pela pasta. “Os critérios adotados são os mesmos para qualquer projeto de apresentação ao Fundo Nacional de Cultura (FNC)”, disse a assessoria.

LEANDRO COLON/Correio Braziliense

USP muda o vestibular da Fuvest

A Universidade de São Paulo (USP) pretende mudar o formato da Fuvest a partir deste ano, o que poderá facilitar o vestibular para estudantes de escolas públicas.

O jornal O Estado teve acesso a um documento que descreve as mudanças – preparado por um grupo de representantes da reitoria e de algumas unidades -, apresentado pouco antes do carnaval ao Conselho de Graduação da instituição.

Entre as modificação propostas, a primeira fase do exame deixaria de contar pontos para a nota final e a segunda etapa passaria a incluir questões de todas as disciplinas. A expectativa é de que o documento seja aprovado até maio.

No ano passado, 138 mil estudantes se inscreveram para a Fuvest, que é considerado o maior vestibular do País. O número, no entanto, foi o mais baixo registrado nos últimos 11 anos. Desde 2006, a USP vem implementando medidas para atrair mais candidatos que estudaram em escolas públicas para o exame .

O documento explica que a primeira fase da Fuvest deve ser “visualizada como um filtro de acesso para a segunda fase”, e por isso os pontos obtidos podem ser desconsiderados na próxima etapa. Dessa forma, ainda segundo o texto, “a segunda fase passa a ser disputada por candidatos de escolas públicas e particulares, que partirão das mesmas condições iniciais”. A USP ainda argumenta que a mudança pode reduzir a influência do preparo em cursinhos pré-vestibulares “que investem em treinamento intensivo para lidar com provas objetivas” e que não são acessíveis aos estudantes carentes.

Atualmente, a pontuação da primeira fase vale o equivalente à metade da nota final. Portanto, estudantes que conseguem apenas a chamada nota de corte – pontuação mínima necessária para ir para a próxima etapa – ficam em desvantagem na disputa. “Claramente, o intuito é facilitar a prova para os estudantes de escola pública, deixando todo mundo mais ou menos igual”, disse um professor da USP que participou da apresentação do projeto no dia 19, mas pediu que seu nome não fosse publicado.

O conselho reúne cerca de 50 pessoas, entre eles representantes das unidades da USP e alguns alunos.

A proposta deve ser votada em abril ou maio. Tradicionalmente, a pró-reitora consegue a aprovação de seus projetos no conselho, já que tem a maioria dos votos a favor.

SEGUNDA FASE

Para a coordenadora do Curso e Colégio Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, uma segunda fase que cobre todas as disciplinas também ajudaria estudantes menos preparados. Atualmente, apenas português e redação são obrigatórias para todos os candidatos. O restante das matérias – que pode variar de uma a três – é relacionado ao curso escolhido. “Hoje, dependendo do curso, o estudante tem de fazer dez questões de química, por exemplo. Para um aluno de escola pública, é melhor ter menos perguntas dissertativas de uma área que ele não domina”, avalia Vera Lúcia.

A intenção da USP é que a segunda fase seja feita em três dias. O primeiro continuaria a ter português e redação para todos. O segundo dia seria composto de 18 questões dissertativas de física, química, matemática, biologia, geografia e história. Outra novidade é que seis perguntas teriam de ser interdisciplinares, tendência que existe hoje só na primeira fase da Fuvest.

O Estado de SP

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