Morre o produtor de shows Abelardo Figueiredo


Morreu na tarde desta sexta-feira, 13, aos 77 anos, Abelardo Figueiredo, um dos maiores empresários do mundo artístico brasileiro. Ele morreu no Hospital Sírio Libanês, onde estava internado desde segunda-feira. Segundo sua filha, a jornalista Mônica Figueiredo, a causa da morte foi uma hemorragia cerebral.

Abelardo produziu peças e shows e trabalhou com renomados artistas durante as décadas de 50, 60 e 70.

Abelardo Figueiredo (foto)  nasceu em Niterói, em 1931. Pensava em ser embaixador, no início de sua carreira, mas acabou se dedicando à carreira teatral e à produção de espetáculos musicais. Foi secretário do Teatro de Arte do Rio de Janeiro e participou da montagem do Teatro de Alumínio e da criação do Balé do 4º Centenário, em São Paulo.

Posteriormente, passou a realizar espetáculos musicais na televisão, que logo alcançaram grande sucesso, entre os quais programas de muito sucesso e grandiosidade como Folias Philips e Noites de Gala, que reproduziam seus êxitos no Rio de Janeiro. Considerado o “Rei da Noite”, dirigiu várias casas noturnas durante muitos anos, entre elas Urso Branco, O Beco, Paladium e, por fim, Studium, onde lançou e apresentou grandes artistas nacionais.

Também lançou na tevê o programa Revista Feminina, no horário vespertino. Abelardo viajou por todos os continentes com o show Meu Brasil Brasileiro, que encantou o mundo.

Foi após ver o trabalho de outro Abelardo, o Barbosa – mais conhecido como Chacrinha – que Figueiredo resolveu, aos 17 anos, entrar para show business. Começou dirigindo uma peça no Liceu Nilo Peçanha, onde estudava, com ninguém menos que Nicete Bruno na atuação, na época, sua vizinha.

Ele foi também padrinho de casamento de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli, Olívia e Francis Hime, Nicete e Paulo Goulart, Márcia de Windsor e Jardel Filho, além de tantos outros artistas. Figueiredo era o dono da noite nos anos 60: dirigiu casas como o Urso Branco, tradicionalíssimo palco onde se apresentou, entre outras musas da música brasileira, a cantora Maysa. Foi ele também que criou e comandou o Beco, inserindo um novo formato de shows nas casas noturnas de São Paulo.

Foi no Beco que a atriz Rachel Welch estreou seu show antes de levá-lo para o Opera de Paris. Por causa dos ‘palpites’ na apresentação, acabou recebendo um “obrigado” da atriz no fim da temporada na capital paulista. O sucesso do empresário era visto até no exterior: produziu o espetáculo Canta e Baila, Cuba, a pedido de Fidel Castro, que assistiu Canta e Dança, Brasil e pediu um idêntico sobre seu país. Com seu sucesso na produção de shows, Figueiredo se tornou amigo de Jimmy Carter, presidente dos Estados Unidos entre 1977 e 1981.

Emocionada com a perda, Mônica não poupou elogios, merecidos, ao pai. “[Me sinto] honrada, sortuda e maravilhada de ter sido filha de um homem maravilhoso. Agora me sinto na responsabilidade de continuar passando isso [a imagem] para meus filhos e sobrinhos. Foram 52 anos de honra”. Foi ela a responsável por organizar a biografia do pai, O Show não Pode Parar, junto com a também jornalista Helô Machado, lançada em março de 2008.

O velório de Abelardo Figueiredo está previsto para começar às 18 horas e o corpo deverá ser cremado no sábado, 14, no Cemitério da Vila Alpina, segundo Mônica.

Jornal da Tarde

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