Janio Quadros terá biografia e minissérie na TV


Depois de 200 anos de história, homenageando Machado de Assis, e de A Lei e o Crime, a Tv Record deverá dar sequência aos seus investimentos em especiais e minisséries para 2009. A novidade deste ano ficará por conta de um especial que retratará a vida de Jânio Quadros, um dos presidentes mais populistas e polêmicos que o Brasil já teve.

A autoria ficará de responsabilidade de Paulo Figueiredo, que atualmente pode ser visto na reprise de Prova de Amor. Nelson Valente, que também já escreveu sobre o grande político em oportunidades anteriores, também colaborará com o projeto, que deverá ter 12 capítulos.

Fragmentos de história assim como todo o material estão em fase de coleta, o que faz com que a Record não esteja apta para divulgar uma possível data de estreia.

Jânio Quadros foi o último presidente eleito antes do Regime Militar. Responsável por uma carreira meteórica, partindo de suplente de vereador em 1947 para o cargo mais alto do país em 1960, Jânio também teve uma queda rápida. Seu governo durou apenas 7 meses, com a famosa carta de renúncia em que justificava que estaria deixando a presidência devido às “forças ocultas”, ou “forças terriveis”, como Jânio corrigia.

Anos depois, Jânio tentou voltar a política e comandou a cidade de São Paulo pela segunda vez até o final dos anos 80. Faleceu em 1992.

Um dos grandes marcos de Jânio Quadros estava em seu carisma. Conseguiu chegar a presidência da República mesmo sem ter padrinhos políticos, dono de jornal ou grande empresário, o que era comum na época.

Ainda sobre Janio,  o jornalista Augusto Nunes – diretor editorial e colunista do Jornal do Brasil – ntrega em agosto, à editora Planeta, um romance histórico sobre Jânio Quadros.

Debruçado desde 2002 sobre a vida pessoal e política do ex-presidente, Augusto vem fazendo minuciosa pesquisa com a ajuda de três profissionais, entre eles sua filha, Bianca, também jornalista.

O livro promete. Além dos fatos históricos e de algumas liberdades ficcionais – como escrever sobre o que teria se passado na cabeça de Quadros nos momentos que precederam a sua renúncia, os embates mentais e morais que deve ter travado aquele homem esquisito – Nunes reuniu farta documentação iconográfica.

A obra será lançada no final do ano.

PS: Leiam abaixo a carta, enviada a este blog pelo “Janiólogo” Nelson valente

Fontes: Natelinha e JB

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Comentários

  • Mercez Prado  On fevereiro 27, 2011 at am:12 am

    O meu falecido marido, Lafayette Prado, admirador fervoroso do Presidente, coletou durante anos recortes e noticias de jornal do Presidente Janio Quadros de 1961 a 1992.
    Sera que alguem se interessa por esse acervo?
    Em caso positivo, favor entrar em contato urgente.
    Vou me mudar e nao pretendo conservar esse material por muito tempo.
    Grata
    Mercez Prado

  • leh  On novembro 18, 2009 at pm:41 pm

    janio quadros deixou frases otimas para a gente

  • ASCIUDEME JOUBERT  On fevereiro 14, 2009 at pm:09 pm

    Nelson. como bem disse o Celso Luiz, só que no lugar de lobos, colocaria
    hienas.
    Criticar é fácil, e se o criticam é por que você os incomoda com a sua
    inegável bagagem cultural. Seus artigos sempre pautados pelo discernimento e bom senso, dão-lhe credibilidade que falta à esses detratores.
    Tenho absoluta certeza que a minisérie será um grande sucesso!
    Aceite um abraço do amigo e admirador.

  • Nelson Valente  On fevereiro 6, 2009 at pm:45 pm

    Obs.
    Jânio JAMAIS mencionou ” forças ocultas ” mas ” forças terríveis “.
    Abs,
    Nelson Valente

  • Nelson Valente  On fevereiro 6, 2009 at pm:42 pm

    Senhores,

    Corri bibliotecas, colhi depoimentos, li e reli centenas de revistas e jornais antigos e conversei muito com o próprio personagem. O ex-presidente sempre foi comigo por demais atencioso, relatou-me fatos que hoje tenho por obrigação passar através deste livro.
    De todos os políticos que conheci, como pesquisador e autor de 12 (doze) livros sobre o ex-presidente , jamais convivi com pessoa tão inteligente e de personalidade tão complexa. Conhecia exatamente onde estava a tênue fronteira entre o pitoresco e o ridículo. Trabalhava a sua imagem sobre o fio da navalha.Por isso, foi o mais inusitado fenômeno da política brasileira, presença carismática junto ao povo e aos meios de comunicação. Desde que foi eleito vereador, em 1947, o futuro presidente já tinha por hábito escrever a colegas e subordinados. Foi por meio de uma carta escrita por ele em 1961 e entregue ao Congresso Nacional que Jânio deixou a Presidência. Para a renúncia, há mais de dezoito versões diferentes. As minhas pesquisas indicam que o ex-presidente Jânio da Silva Quadros tentou renunciar pelo menos onze vezes nos mesmos moldes e uma tentativa de deposição em toda a sua vida pública.Para não desmerecer sua biografia, recheada de renúncias, também desta vez Jânio abandonou a Prefeitura dez dias antes de completar o mandato, viajando para Londres. E os últimos dias de governo foram administrados por seu Secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo. O objetivo deste livro é demonstrar que a renúncia de Jânio da Silva Quadros foi um ato pessoal e suas entrevistas e seus bilhetinhos revelam o estigma e suas várias facetas na arte de renunciar.

    Nos sete meses de governo
    Nos sete meses de governo, Jânio Quadros despachou cerca de quinhentos “bilhetinhos”, como são chamados popularmente. Os bilhetinhos foram combatidos, mas temidos e respeitados. Neles se observa o humano e o sentido de humor de Jânio Quadros. Os célebres “bilhetinhos” só o eram para o público, pois para JQ, eram despachos, papeletas ou memorandos altamente enérgicos e exigentes. Essas ordens escritas foram cognominadas “bilhetinhos” por um jornal de São Paulo, com o intuito de depreciá-los, mas o efeito foi contrário, e eles ganharam a notoriedade e a importância que realmente importava.
    Dizia-se que Jânio inspirara-se em Churchill quando deliberou utilizar-se do sistema dos bilhetinhos. Outros declararam que ele se inspirou em personalidade mais próxima, Getúlio Vargas, que os enviou ao seu antigo chefe da Casa Civil, Sr. Lourival Fontes.
    Há quem diga que JQ inspirou-se em Abrahão Lincoln, que se utilizara dos bilhetinhos para vencer em seu país as barreiras burocráticas.
    No entanto, os bilhetinhos foram lançados na pessoa do capitão-general Martim Lopes Lobo de Saldanha que, em 1877, quando era governador da Capitania de São Paulo, lançava mão de ordens escritas, sucintas e enérgicas para conseguir providências de caráter imediato.
    É de se reconhecer, contudo, que os bilhetes de JQ foram a marca de sua personalidade vigorosa. Os relapsos os temiam. Os responsáveis os respeitavam. Os políticos profissionais os combatiam. O povo os aplaudia.

    Estou aberto ao diálogo com Augusto Nunes, Saulo Ramos, Salomão Esper, José Sarney, Murilo Mello Filho, Viriato de Castro, J.Pereira, Mellão, Jânio Quadros Neto, Yamashiro, Gabriel Kuak, Arnaldo Niskier, Herodoto Barbeiro, Eduardo Grossi. Vou procurá-los no momento adequado, mas não mudo as minhas convicções sobre o que conversei com o ex-presidente Jânio Quadros sobre a renúncia. Existem dezoito versões sobre a renúncia, mas o que vai para o ar ( imagem) é bem diferente das lendas contadas sobre o ex-presidente J.Quadros. O meu mestrado e doutorado – Jânio numa perspectiva da semiótica peircena.

  • Celso Luiz Prudente  On fevereiro 6, 2009 at pm:52 pm

    Agora, todos os lobos que saíram do covil querem atacar o autor janista Nelson Valente, alegando que estão escrevendo livros sobre os amores de Jânio Quadros. Oras, que falta do que fazer. Por que não escreveram quando Jânio estava vivo. Nunes era amigo pessoal de Jânio. Valente e Paulo Figueiredo, estou na torcida por vocês. Outros escritores que já escreveram sobre Jânio: J.Pereira, Viriato de Castro, Yamashiro, Saulo Ramos, Mellão e o próprio neto de Jânio – não se comenta. Que amores de Jânio Quadros: o caso Diva ( aquela criada pela revista Mundo Ilustrado). Oras, oras….

  • Irene Santana  On fevereiro 6, 2009 at pm:44 pm

    Cada caso é um caso! Nunes é Nunes. Valente é Valente. A fonte tem de ser primária e jamais secundária, porque é um tal de me disseram…me falaram…e a coisa não É. Nelson Valente é autor de 12 (doze) livros sobre o ex-presidente Jânio Quadros e é conhecido como ” janiólogo” – especialista em Jânio Quadros. O jornalista Deonísio da Silva é muito competente e já leu os livros de Nelson Valente e escreveu artigo mencionando . Será que a família de J.Quadros ( Dirce Tutu Quadros) vai autorizar o senhor Nunes publicar. E o registro na Biblioteca Nacional…

    Senhores,

    de Jânio Quadros, inventaram de tudo, até que ele atravessou o mar Egeu a nado.

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