Morre o escritor John Updike


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Morreu nesta terça-feira o escritor americano John Updike, aos 76 anos, de câncer no pulmão. Updike era um dos principais autores americanos da atualidade e, no Brasil, país que já visitou, tem sua obra editada pela Companhia das Letras.

Suas histórias sobre a vida no subúrbio dos Estados Unidos o tornaram um dos mais respeitados autores contemporâneos.

A Companhia das Letras lançou no ano passado seu romance mais recente, “Cidadezinhas”. No ano que vem, a editora manda para as livrarias a edição de bolso de “As bruxas de Eastwick” e o segundo volume de “As viúvas de Eastwick”.

A obra mais conhecida de Updike é a tetralogia Coelho (“Rabbit“), formada pelos romances “Coelho corre”, “Coelho em crise”, “Coelho cresce” e “Coelho cai”.

Conhecido por sua narrativa satírica e realista, Updike ficou mais popular quando “As bruxas de Eastwick” virou filme em 1987. A história sobre três aprendizes de feiticeiras – interpretadas na tela por Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer – conjurando um diabo vivido por Jack Nicholson, foi um enorme sucesso. O escritor dizia que gostava de refletir em suas obras “os pontos obscuros do comportamento humano e da sociedade moderna”.

Ele escreveu a trilogia o caso de Beck, que conta a história fictícia de um escritor de Nova York prestigiado pelo público e repudiado pelos críticos. Updike também recriou o clássico “Tristão e Isolda”, adaptando-o ao cenário brasileiro. O lilvro “Brazil” foi lançado em 1994.

Entre outras obras do autor, estão “Gertrudes e Cláudio”(2000, baseou-se na tragédia “Hamlet”), “Pai-nosso computador”; “Sobre a fazenda”; “Beck no beco: quase um romance”; “O coelho se cala e outras histórias”; “Casais trocados” e “O golpe”.

John Updike ganhou o Pulitzer duas vezes, além de vários outros prêmios como o American Book Awards e o Scott Fitzgerald, as mais importantes premiações literárias dos Estados Unidos.

Ainda criança, o escritor desenvolveu a psoríase, uma doença que provoca a descamação da pele. Em seu livro de memórias “Consciência à flor da pele”, o autor justificou a escolha de sua profissão devido à doença.

Globo

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