Arquivo do dia: janeiro 25, 2009

Cinema: Ícone dos anos 70 recebe homenagem

O ator americano Joe Dallesandro, que foi estrela de vários filmes de Andy Warhol, vai receber o Teddy Award especial, troféu destinado à filmes gays que fazer parte da competição paralela, em fevereiro, do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Elevado à condição de ícone sexual de toda uma geração, nos anos 70, pelo cineasta e artista americano Andy Warhol, Dallesandro, atualmente com 60 anos, era, em sua época, “o homem mais bonito de sua geração, e sabia de seu poder de atração erótica para ser transformado conscientimente em objeto de

desejo”, declarou Wieland Speck, diretor da mostra Panorama do Berlinale e membro do júri do Teddy Awards.

O início de sua carreira foi como modelo de fotos eróticas, nos anos 60, em que aparecia muito jovem e totalmente nu, como aparece no clássico Beef Cake, de Thom Fitzgerald, sobre os primórdios da fotografia de corpos masculinos musculosos, e em pequenos filmes pornôs.

A interpretação de Dallesandro nos filmes de Andy Warhol, Paul Morrissey e em Je t’aime moi non plus, de Serge Gainsbourg, de 1975, o transformaram numa lenda do cinema mundial. “Ele é um ator extraordinário que deu uma nova imagem da sexualidade masculina no cinema”, diz o diretor John Waters, fã confesso do ator.Joe na


Dallesandro ficou conhecido mundialmente depois de uma fotografia de
Andy Warhol, que mostrava seu “baixo ventre”  numa calça jeans, que foi capa do disco Sticky Fingers, dos Rolling Stones (foto). No cinema, era um astro alternativo, que ficava completamente nu, durante quase duas horas, no filme Flesh, de Warhol, que o lançou em 1968, fazendo os outros dois filmes da trilogia, Trash e Heat. Depois desses filmes experimentais, fez vários filmes de Paul Morrisey, como Drácula e Frankstein.


O ator em foto feita recentemente, aos 60 anos

O ator em foto feita recentemente, aos 60 anos

Joe Dallesdandro deverá ir a Berlim para receber seu prêmio, segundo um comunicado dos dos organizadores do Berlinale, que está marcado para acontecer entre os dias 5 a 15 de fevereiro.

Com Sylvia Miles, em Heat, e com Jane Forth, em Trash

Carlos Hee

Morre a ex-modelo gaúcha Lucía Curia

Morreu na noite de sábado, no Hospital Síriolibanês, em São Paulo, a ex-modelo gaúcha Lucía Moreira Salles, a viúva do banqueiro Walter Moreira Salles, fundador do Unibanco.

O enterro está marcado para as 11h desta segunda-feira no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

Lucia padecia de um câncer no intestino e nos ovários e estava já há mais de um mês hospitalizada incógnita, registrada no hospital com nome fictício, receando qualquer repercussão de seu problema de saúde. Apenas alguns amigos muito próximos sabiam de seu estado de saúde. Ela também evitou as visitas, segundo contam amigos antigos que, sem sucesso, tentaram vê-la em seus últimos momentos. O enteado Pedro e Mariza Moreira Salles, porém, estiveram no hospital esta semana.

Vaidosa, mantinha em sigilo a idade.

Lucía Curia, como era conhecida antes de se casar com o empresário Walther Moreira Salles , foi uma top model de presença cativa no universo da alta-costura. Estreou nas passarelas em 1957 e, em pouco tempo, mudou-se para São Paulo.

Nos anos 1960, percorreu as passarelas do mundo, a convite de grandes costureiros europeus. Foi musa de Valentino e braço direito de mademoiselle Coco Chanel, de quem se tornou top model e com quem trabalhou por mais de três anos.

Lucia era chamada de “Lutia”, transformando-se o C em T, conforme a pronúncia italiana. Quando achava que sua carreira de modelo já havia terminado, ela iniciou a viagem de volta ao Brasil, passando antes por Paris, onde sua amiga Vera Barreto Leite a apresentou a Chanel, que, encantada com sua classe e com suas medidas, fez dela modelo exclusiva da maison, realizando as provas dos vestidos do atelier. Lucia tornou-se grande amiga e secretária de Chanel.

Nos últimos anos, depois da morte do marido, vivia em Nova York. Voltou ao Brasil há cerca de dois meses, mas mantinha um apartamento em Nova York, onde costumava passar mais tempo até do que na cobertura da Avenida Atlântica, no Edifício Golden State, posteriormente rebatizado de Edifício Presidente Tancredo Neves, antigo morador o prédio.

Dona de casa sofisticada e caprichosa, ela mantinha um florista trocando, regularmente as flores da decoração de sua casa, que deviam estar sempre frescas e viçosas. O corpo dela será velado na Capela D do Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

ZH/JB

Bispo acusado de pedofilia poderá ser santo

Durante um século, o Instituto Antonio Provolo, da cidade de Verona, foi visto como um exemplar modelo de caridade da Igreja Católica. O centro da Congregação da Companhia de Maria para educação de surdomudos oferecia ensino grátis e meios de inserção no trabalho para dezenas de crianças com problemas de surdez e de fala, originatórios de famílias pobres e camponesas do miserável nordeste italiano.

Esta semana, cerca de 70 ex-alunos do colégio, agora homens e mulheres de 41 a 70 anos, decidiram romper décadas de silêncio e revelaram que sofreram de forma sistemática abusos sexuais e maus tratos em mãos de sacerdores e leigos.

Os testemunhos detalham dezenas de casos de sodomia, masturbações forçadas a sós ou em grupos, surras e ameaças. Um inferno de proporções espantosas que durou ao menos 30 anos e que agora se abate sobre a Santa Sé, responsável direta pela congregação.

Segundo revelou o próprio bispo de Verona, Giuseppe Penzi, entre os acusados de sodomia está Giuseppe Carraro (na foto), que foi bispo da cidade entre 1958 y 1978. Carraro morreu e está em adiantado processo de beatificação – um estágio para depois ser proclamado santo.

Leia mais em El País: El prelado me sodomizó

Morre Tia Doca da Portela

Divulgação

Tia Doca integrante da velha-guarda da Portela (Foto: Nilton Silva)

A pastora da velha-guarda da Portela, Jilçária Cruz Costa, de 76 anos, conhecida como Tia Doca, morreu na tarde deste domingo (25) no Hospital dos Servidores do Estado (Iaserj), no Centro.

Ela sofreu um derrame no dia 17 de janeiro e foi internada no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio, e logo depois foi transferida para o Iaserj.
Na última quarta-feira, Tia Doca recebeu alta do Centro de Terapia Intensiva (CTI) e seu quadro de saúde era estável.

O corpo será velado na segunda-feira (26), a partir das 7h, na quadra da Portela, Rua Clara Nunes, 81, em Madureira. O sepultamento será às 16h no Cemitério de Irajá.

A pastora da velha-guarda da Portela, Jilçária Cruz Costa, de 76 anos, conhecida como Tia Doca, morreu na tarde deste domingo (25) no Hospital dos Servidores do Estado (Iaserj), no Centro.

Ela sofreu um derrame no dia 17 de janeiro e foi internada no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio, e logo depois foi transferida para o Iaserj.
Na última quarta-feira, Tia Doca recebeu alta do Centro de Terapia Intensiva (CTI) e seu quadro de saúde era estável.

O corpo será velado na segunda-feira (26), a partir das 7h, na quadra da Portela, Rua Clara Nunes, 81, em Madureira. O sepultamento será às 16h no Cemitério de Irajá.

Um dos baluartes da Portela, Tia Doca era responsável por uma das principais rodas de samba da cidade, em Madureira, no subúrbio do Rio, e foi personagem do documentário “O mistério do samba”, de 2008, produzido pela cantora Marisa Monte (veja um trecho aqui).

RS: Governadora exonera o marido

Ao extinguir o Conselho Estadual de Comunicação Social, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), exonerou o próprio marido, Carlos Crusius.

O conselho havia sido criado por decreto no início do governo. Dois de seus integrantes, Paulo Fona e Isara Marques, já haviam sido exonerados. Na sexta-feira, o Diário Oficial trouxe decreto que o extinguiu definitivamente.

Na quinta-feira, o marido da governadora, que é economista, demonstrou irritação, numa reunião do primeiro escalão, por não ter conhecimento de estudo feito por uma empresa de consultoria contratada para reforçar a imagem e as marcas do governo.

A governadora interrompeu sua reclamação e deu seguimento à reunião. O incidente foi revelado pelo jornal Correio do Povo. A atuação de Carlos Crusius no conselho não era remunerada.

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