Arquivo do dia: janeiro 24, 2009

Gato recebia Bolsa Família

gato laranja

gato laranja

Billy, um gato com 4 anos de idade, foi cadastrado no Bolsa-Família como Billy da Silva Rosa, e recebeu durante sete meses o benefício do governo, R$ 20 por mês.

A descoberta ocorreu quando o agente de saúde Almiro dos Reis Pereira foi até a casa do bichano convocá-lo para a pesagem no posto de saúde, conforme exige o programa no caso de crianças: “Mas o Billy é meu gato”, disse a dona da casa ao agente. Ela não sabia que o marido, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do programa no município de Antônio João (MS), recebia o benefício do gato e de mais dois filhos que o casal não tem.

Os filhos fantasmas faziam jus a R$ 62 cada, desde o início de 2008, quando Eurico assumiu o cargo. O golpe foi identificado em setembro e o benefício foi suspenso.

Eurico ainda tentou retirar Billy do cadastro e pôr o sobrinho Brendo Flores da Silva no lugar. Mas já era tarde. No início desta semana o “pai” do gato Billy acabou exonerado a bem do serviço público e está sendo denunciado à Justiça.

Ouvido ao final da sindicância, Rosa admitiu a fraude. Funcionário municipal concursado desde 2006, ele foi afastado em dezembro. Na semana passada, pediu exoneração do serviço público.

A prefeitura decidiu recadastrar as 891 famílias que recebem o Bolsa Família na cidade. Em Antônio João, causou comoção o rumor de que, por conta da fraude, os pagamentos seriam suspensos. “O único benefício bloqueado foi o do gato”, disse o agente.

Agencias

Ator de “Maysa” na nova novela da Globo

O ator Mateus Solano já tá colhendo os frutos de sua ótima participação em “Maysa – Quando Fala O Coração”, minissérie escrita por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim. O ator deve atuar em “Viver A Vida“, próxima novela das oito do mesmo autor.

“Ainda não fui informado oficialmente. Fiquei de conversar com o Jayme em fevereiro após o retorno de suas férias. Ele disse que trabalharíamos juntos , mas não deu detalhes de qual seria o trabalho”, despista o ator.

Mateus Solano  interpretou o sedutor Ronaldo Bôscoli, jornalista e compositor que teve algumas de suas músicas gravadas por Maysa, além de um breve – mas intenso – relacionamento amoroso com a cantora.

Zap

Claudia Leitte: nasceu Davi


Fernando Vivas/Agência A Tarde/Futura Press
Na manhã desta sexta-feira (23), a cantora Claudia Leitte pediu que sua assessoria  distribuísse trufas personalizadas com o nome do filho Davi aos fãs no Hospital Aliança, em Salvador. (Foto: Fernando Vivas/Agência A Tarde/Futura Press )
Claudinha recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (23), após dar à luz seu primeiro filho, Davi, na última terça-feira (20). Segundo informações da assessoria de imprensa da cantora, o estado de saúde de Claudia é “muito bom” e a recuperação “tem superado as expectativas”.

Ainda nesta sexta, a cantora posou com Davi e o marido, Márcio Pedreira, na sacada do apartamento do hospital Aliança, onde estava internada para se submeter à cesariana.

Apesar da alta, Claudia e o bebê só devem ir para casa no fim da tarde. A pediatra Katiaci Araújo, que cuida de Davi, recomendou que telas de proteção fossem instaladas nas janelas e na piscina da propriedade antes da chegada do bebê, para evitar barulho.

Empolgada, Claudia garante que estará plenamente recuperada até o carnaval. “Ainda me espanto quando algumas pessoas duvidam que estarei no carnaval um mês depois de dar à luz. Sou uma mulher guerreira e acho que não vou precisar usar toda minha força para subir num trio elétrico nunca, apesar de jamais ter vivido essa situação tão abençoada e inspiradora. Quem duvidar que me aguarde!”, afirmou a cantora.

Fernando Vivas/Agência A Tarde/Futura Press

Davi nasceu em 20 de janeiro, às 7h52, pesando 2,8 quilos e medindo 48,7 cm.

G1

Saúde: Brasil reproduz célula-tronco sem embrião

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS – induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida “artificialmente” em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.

A técnica, segundo o que os pesquisadores revelaram com exclusividade ao jornal  Estado, não reduz a importância do estudo das células embrionárias “autênticas”, mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes.

Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa.

Apenas quatro outros países já possuem linhagens de células iPS registradas na literatura científica: Japão, Estados Unidos, China e Alemanha. Os pioneiros são os japoneses, da Universidade de Kyoto, que desenvolveram a técnica em células de camundongo, em agosto de 2006, e depois reproduziram o feito em células humanas, em novembro de 2007. Os resultados mudaram completamente o cenário mundial das pesquisas com células-tronco embrionárias, engessadas pelo debate ético em torno da destruição de embriões humanos.

A pesquisa brasileira produziu, simultaneamente, em menos de um ano, uma linhagem iPS de células humanas e outra de camundongo. Ambas serão disponibilizadas gratuitamente para a comunidade científica. O projeto foi realizado nos laboratórios do neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do biomédico Martin Bonamino, da Divisão de Medicina Experimental do Instituto Nacional de Câncer (Inca), com apoio dos alunos de pós-graduação Bruna Paulsen e Leonardo Chicaybam.

Esse é o elemento fundamental – e também o calcanhar de Aquiles – da técnica inventada pelos japoneses: para transformar as células adultas em células pluripotentes (iguais às embrionárias), é preciso introduzir quatro genes em seu DNA, chamados Oct-4, Sox-2, Klf-4 e c-Myc. A única maneira de fazer isso, por enquanto, é infectar as células com vírus atenuados, construídos em laboratório, que carregam os genes para dentro da células e os inserem no seu genoma nuclear. Esses genes funcionam como um software genético, que reformata a célula de volta ao seu estado “original de fábrica” (indiferenciado e pluripotente).

Os vírus usados como vetores para transformar as células morrem logo depois de cumprir sua missão, sem se reproduzir. Mas o problema é que o local de inserção dos genes no genoma é puramente aleatório, o que pode interferir em funções vitais da célula. Se um dos genes entrar em um ponto que interfira com o sistema de controle da divisão celular, por exemplo, há o risco de a célula se tornar cancerígena. “O ideal, para o futuro, é encontrar uma maneira de fazer a reprogramação sem vírus”, explica Bonamino.

No fim das contas, segundo Rehen, as células iPS são idênticas às células embrionárias, capazes de se transformar em qualquer tecido do organismo. Os cientistas esperam, no futuro, aproveitar essa versatilidade para produzir tecidos de reposição geneticamente customizados, que possam ser usados no tratamento de doenças, na recuperação de lesões ou como base para o teste de novos medicamentos in vitro. Como as células seriam provenientes do próprio paciente, não haveria risco de rejeição.

Trabalhos internacionais já mostraram que é possível transformar células de pacientes em células iPS e, posteriormente, transformar essas iPS em neurônios e outras células especializadas de interesse terapêutico.

No caso da pesquisa brasileira, as células humanas usadas na reprogramação eram células renais de uma linhagem tradicional de pesquisa – e não células de doadores vivos. “O primeiro passo era dominar a técnica e aprender a produzir as células”, afirma Rehen. O próximo passo – que ele espera dar em breve – é repetir a dose com células de pacientes com doenças específicas. “Estamos, finalmente, reduzindo o atraso (em relação ao resto do mundo)”, desabafa Rehen. A novidade carioca chega três meses depois de uma equipe da Universidade de São Paulo ter obtido a primeira linhagem brasileira de células-tronco de embriões humanos.

AE

Morre a modelo Mariana Bridi após infecção

A modelo Mariana Bridi, de 20 anos, morreu nesta madrugada deste sábado, 24, segundo confirmaram funcionários do hospital Dório Silva..

Eleita Miss das Américas em 2007, Mariana foi transferida para o hospital no dia 3, com choque séptico (falência dos órgãos por infecção generalizada),  informou a assessoria da Secretaria de Saúde do Estado. Ela foi vítima de uma infecção rara e teve os pés amputados. Na terça-feira, os médicos precisaram retirar também suas duas mãos para que ela sobrevivesse.

No dia 2 de janeiro, a modelo apresentou sinais de infecção urinária, como febre e dores. O quadro, que parecia simples, evoluiu para uma infecção generalizada na corrente sanguínea, provocada pela bactéria Pseudomonas aeroginosa.

Faltou oxigenação nas extremidades do corpo da modelo, daí a necessidade de amputação. Ela também precisou passar por sessões de hemodiálise.

Mariana representou o país em diversos concursos, disputando por duas vezes o Miss Mundo. Em 2007, ganhou o prêmio de corpo mais bonito no concurso da Miss Biquíni Internacional.

RS: Demissões na John Deere e AGCO

John Deere em Horizontina

John Deere em Horizontina

Com a mudança da John Deere ( linha de tratores)  para Montenegro, há três anos,  a população de Horizontina temia pelo que viria a acontecer com os 2.800 trabalhadores  que a empresa manteve ativos nas suas linhas de fabricação de colheitadeiras e plantadeiras. O pior aconteceu agora.  A John Deere demitiu 240 trabalhadores em outubro e nesta sexta-feira confirmou mais 502 demissões.

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos recebeu o aviso pelo telefone. Não houve negociação. . Horizontina tem apenas 18 mil habitantes. . “Eles receberam ordem dos EUA e cumpriram”, diz o presidente do sindicato dos trabalhadores. A John Deere alega queda forte nas exportações e retração no consumo interno.

Até ser comprada pelos americanos, a John Deere atendia pelo nome de SLC. Jorge Logemann, o patriarca que criou a SLC, sempre manteve vínculos  com Horizontina, mas os americanos nunca quiseram saber disto.

A AGCO programou demissões para a semana que vem em Santa Rosa.

CONHEÇA O MERCADO – O Rio Grande do Sul é o maior fabricante brasileiro de máquinas e implementos agrícolas, dominando 65% do mercado.

No ano passado, foram produzidos 43.4515 tratores (mais 38,7%) e 4.458 colheitadeiras (mais 87,5%), com crescimentos espetaculares sobre o ano anterior. Números extraordinários.

Sobre o total da produção, as fábricas do RS mandam para fora do Estado algo como 88% do que produzem. Isto explica por que o bom cenário da safra de grãos no Estado não pode ajudar muito, já que o mercado local absorve apenas 12% da indústria.

Coluna Polibio Braga

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