RS: Yeda vai retirar projeto dos pedágios


A governadora Yeda Crusius resolveu retirar o projeto que prorrogava os contratos de concessões rodoviárias que seria votado na próxima terça-feira pela Assembléia gaúcha. Yeda acolheu a posição majoritária dos membros do seu Conselho Político. A carta do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, manifestando discordância em relação ao projeto (o governo federal é dono de 1/3 das estradas dos pólos pedagiados do RS), foi a pá de cal.

O governo acha que em fevereiro, na reabertura dos trabalhos legislativos, os próprios usuários das estradas pedagiadas e até mesmo a oposição e o governo federal clamarão pela reapresentação do projeto.
Na prática, isso significa que o projeto dos pedágios volta à estaca zero. A governadora agora vai conversar com o presidente Lula e exigir do governo federal a execução de obras nas rodovias federais.

As razões ?

1) O valor atual dos valores médios dos pedágios para carros é de R$ 5,40, mas pelo contrato entre o governo e as concessionárias, fechado de acordo com o Termo de Ajustamento 1, assinado pelo então governo Olívio Dutra (no caso não houve anuência do governo federal, coisa que é exigida agora pelo governo Lula), em janeiro será aplicado aumento de 9%, com o que o valor irá para R$ 6,00.

– Ora, caso o projeto do Duplica RS fosse aprovado na próxima terça-feira, incidiria um desconto de 20% sobre os preços atuais de R$ 5,40, o que quer dizer que em janeiro o valor seria de R$ 4,80 e não dos R$ 6,00 que inevitavelmente emplacarão.

2) O pedágio de Caxias do Sul não sairá do lugar, o que aconteceria com a aprovação do Duplica RS. Isto quer dizer que por mais cinco anos os moradores de Caxias continuarão pagando  pedágio.

3) O governo estadual terá que pagar alguma coisa como R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões às concessionárias, em dinheiro vivo, relativos à condenação imposta pela Justiça ao governo Olívio Dutra, por ter violado os contratos com as concessionárias (Olívio aceitou, assinou e marcou data para pagar, mas não pagou – e alguém, em algum tempo, terá que pagar, porque as concessionárias concordaram com adiamentos por acreditar na composição via prorrogação). Yeda, agora, poderá responsabilizar o governo Lula pelo problemão que pegou como herança.

4) Os atuais contratos valerão por mais 5 anos e durante todo esse período aqueles R$ 1,3 milhão de melhorias (acostamentos, duplicações de pistas e novos serviços) não serão feitos. As rodovias pedagiadas terão apenas as manutenções já previstas nos contratos.

Como se sabe que a parte mais sensível do corpo humano é o bolso, a partir de janeiro os usuários de rodovias pedagiadas vão cobrar dos deputados da oposição e do governo federal do PT, por que razão sobrará menos dinheiro nos seus bolsos e faltarão melhorias nas estradas.

Blog Polibio Braga

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