Arquivo do dia: novembro 18, 2008

Rio Quente Resorts com novos investimentos

O Grupo Rio Quente Resorts, localizado em Goiás, informou que investirá R$ 142,5 milhões na construção de novas instalações nos próximos anos.

Entre elas um shopping ao ar livre e mais dois hotéis – um de convenções e o Golf Club Resorts, segundo informações da empresa, que prevê encerrar o ano com um aumento de 15% no número de hóspedes em relação a 2007.

Por outro lado, o Rio Quente Resorts implantou há dois anos o Projeto S.E.R. (Servir, Educar e Responsabilizar), que visa a contribuir com entidades que atendem crianças, adolescentes e idosos da região das águas quentes, em Goiás, com atividades voltadas à educação, alimentação e saúde. Para o início de 2009, segunda etapa do programa, o Rio Quente pretende iniciar a oferta de cursos profissionalizantes.

Este ano já foram distribuídas 307 cestas básicas, ação desenvolvida com a participação dos visitantes do Hot Park, que beneficiou aproximadamente 3 mil pessoas. “As crianças de até 11 anos que doassem 2 kg de alimento ou 2 litros de leite ganhavam 40% de desconto no ingresso para se divertir no maior parque aquático da América Latina. Já beneficiamos 13 entidades das cidades de Rio Quente, Caldas Novas, Morrinhos, Água Limpa e Marzagão”, disse a coordenadora do projeto, Angélica da Fonseca Melo.

Informações: (11) 3512-4800/ (64) 3512-8080 ou http://www.rioquenteresorts.com.br

NF/

Nestlé retira anuncio a pedido do Conar

O Conar pediu alteração de um comercial de Nescau Nutri Júnior. Em reunião ocorrida na última quinta-feira, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária julgou que a peça desestimularia o “consumo de alimentos não-industrializados”, comparando propriedades nutricionais de legumes e verduras com as do achocolatado.

A Nestlé divulgou comunicado em que afirma ainda não ter sido notificada sobre a decisão. Porém, de forma voluntária, decidiu interromper a veiculação impressa do produto enquanto aguarda a sugestão de alteração das peças.

A empresa alega que a comunicação do produto é totalmente voltada aos pais ou responsáveis.

Adnews

Governo, Caixa e BB financiam imóvel para servidor

Parceria firmada ontem (17) entre o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil permitirá que todo o funcionalismo público federal – entre ativos, aposentados e pensionistas, num total de mais de 1,3 milhão de pessoas – tenha acesso à casa própria, em condições diferenciadas das de mercado.

Cada uma das instituições financeiras colocará à disposição dos servidores recursos de cerca de R$ 4 bilhões. Entre as principais vantagens estão a facilidade de acesso ao crédito, que pode ser concedido pela internet; juros mais baixos; carência de seis meses para o pagamento da primeira prestação; compra do segundo imóvel da família; e prazos até 30 anos para quitação.

Os acordos nesse sentido foram firmados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e pelo ministro da Previdência, José Pimentel, com os presidentes do BB, Antônio Francisco de Lima Neto, e da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho.


Foto: Antonio Cunha/Divulgação.

A CEF passa a oferecer a todo o funcionalismo federal juros reduzidos para aquisições pelo Sistema Financeiro Habitacional. Em vez das taxas de mercado, em torno de 10% ao ano, os servidores passam a usufruir da taxa de 8,9% ao ano, mais TR, tanto na Caixa quanto no Banco do Brasil.

Para os que possuem relacionamento com o banco (conta corrente com crédito de salário + pacote de produtos e cartão de crédito), as taxas são ainda menores, de 8,4% ao ano.

TIPOS DE IMÓVEL E RENDA

Os acordos de cooperação abrangem tanto a aquisição de imóveis novos quanto de usados, além de material de construção. O BB financia 90% do valor do imóvel, num prazo de 25 anos; e a Caixa até 100%, num prazo de 30 anos.

O valor mínimo financiado é de R$ 20 mil e o máximo de R$ 245 mil, pelo BB, e R$ 350 mil pela Caixa.Isso pelo Sistema Financeiro da Habitação, pois pela Carteira Hipotecária o limite é de R$ 1,5 milhão.

O financiamento será concedido de acordo com a renda do servidor. Embora ele possa utilizar a modalidade de crédito consignado, em que o desconto é feito diretamente no contracheque, a composição da renda familiar pode ser feita com não servidores – desde que o casal seja legalmente casado ou tenha união estável.

INTERNET

O servidor interessado pode se habilitar aos financiamentos sem sair de casa, acessando a internet (a página do banco escolhido para a operação bancária). Todas as informações para simular o crédito estarão disponíveis na rede, ele irá ao banco apenas para sacramentar a operação.
Mesmo quem esteja em situação de inadimplência no SPC ou Serasa, poderá se candidatar ao financiamento. A concessão do crédito, no entanto, só ocorrerá quando a situação do servidor estiver regularizada.

CARÊNCIA

Outra condição especial oferecida ao servidor público pelo convênio é a carência de seis meses até a primeira prestação. Durante esse período, ele pagará apenas os juros da operação, seguros e a tarifa de manutenção do contrato.

Depois que começarem os pagamentos, o servidor pode também ficar um mês sem pagar. É a chamada “Prestação Pula”, onde ele escolherá um mês do ano em que pagará apenas os seguros e a tarifa de manutenção.

As tarifas também são diferenciadas. Normalmente, o cliente precisa pagar taxas de Abertura de Crédito (R$ 500), Análise Jurídica da Garantia (R$ 400), Análise Física da Garantia (R$ 300) e a taxa de manutenção de contrato (mensal). Para o servidor público serão cobradas apenas a taxa de manutenção (R$ 22) e a de Análise Física (a chamada “avaliação” do imóvel).

Os valores das taxas podem ser incluídos no valor total do financiamento do imóvel. Entre elas estão o registro em cartório (limitado a R$ 1.750); pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (limitado a R$ 7 mil); emissão de certidões cartorárias, entre outras.

Min Planejamento

BB propõe mudança radical no Crédito Rural

O Banco do Brasil propôs uma “reengenharia” para ampliar garantias de preços e indenizar perdas climáticas.

Maior financiador do setor agrícola, com uma carteira de dois milhões de contratos, o Banco do Brasil negocia com o governo uma ampla alteração nas regras do sistema de crédito rural, instituído em 1965. O banco propôs uma “reengenharia” para ampliar garantias de preços, indenizar perdas climáticas e assumir riscos e custos de crédito do produtor.

Em documento inédito, o BB defende o estabelecimento de taxas de juros pelo risco da operação, a obrigatoriedade da adesão ao seguro rural, proteção de preços (hedge), fundos garantidores e de catástrofe, além da criação de um plano de safra plurianual com bandas de intervenção e políticas diferenciadas de acordo com o perfil do produtor e do segmento.

A proposta inclui o fim das prorrogações das dívidas rurais e o compartilhamento de riscos entre bancos e o Tesouro Nacional a partir do histórico do produtor. Defende ainda a criação de empréstimos rotativos e renováveis para o conjunto de empreendimentos da propriedade. Hoje, o produtor tem de fazer contratos individuais para cada lavoura. Também propõe a subvenção para a produção e os preços rurais.

Segundo cálculos do BB, para “proteger” toda a safra de soja e milho, de 118 milhões de toneladas, com subsídio para 50% do prêmio, o governo gastaria apenas R$ 864 milhões em seguro rural e R$ 460 milhões em hedge de preços. Com R$ 1,324 bilhão, portanto, protegeria R$ 38 bilhões em produção. Para comparar: o Tesouro gastou R$ 10,6 bilhões de 2005 a 2007 em subsídios na comercialização, equalização de juros e Proagro. E outros R$ 10,1 bilhões para rolar as dívidas rurais de 2000 a 2006.

Desde 2002, os produtores “perderam” 31 milhões de toneladas (diferença entre safra projetada e colhida), cuja receita evaporou-se. Além disso, o setor viu a fatia do crédito rural cair para apenas um terço do custo de produção. Isso fez o crédito minguar, o custo financeiro explodir e o risco aumentar, inclusive na carteira do banco, cujas provisões foram elevadas.
Mauro Zanatta/Valor

Aposentadorias tem defesagem de 84,14%


Nos últimos 13 anos, os aposentados que recebem valores acima do salário mínimo acumularam uma defesagem de 84,14% em suas aposentadorias.

Há hoje no Brasil 24 milhões de aposentados. Vinculam-se à mesma Previdência Social. Mas recebem tratamento diverso.

Entre 1995 e 2008, os 16 milhões de aposentados que recebem o equivalente a um salário mínimo amealharam reajustes de 104,20% acima da inflação.


No mesmo período, os aposentados que percebem valores acima do mínimo foram submetidos a reajustes menores: 20,06% além da variação inflacionária.

Subtraindo-se um percentual do outro, chega-se ao tamanho do abismo que separa os aposentados que ganham acima do mínimo dos demais: 84,14%.


Os dados constam de um estudo preparado por uma dupla de técnicos da Comissão de Orçamento do Congresso: Elisângela Moreira da Silva Batista e Túlio Cambraia.


A íntegra do documento está disponível aqui. Nesta terça (18), o ministro José Pimentel (Previdência) vai ao Congresso.Participará de uma reunião com quatro congressistas. Um deputado: Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), presidente da comissão de Orçamento.


E três senadores: Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Congresso; Delcídio Amaral (PT-MS), relator do Orçamento; e Paulo Paim (PT-RS), porta-bandeira dos aposentados no Legislativo.

Tentarão encontrar saídas para a recomposição das aposentadorias. O estudo feito por Elisângela e Túlio dá uma idéia do tamanho do abacaxi.

O documento anota o seguinte: o déficit da Previdência seria quase três vezes maior se, desde 95, o reajuste de todos os benefícios tivesse acompanhado o salário mínimo.

Estima-se em R$ 36,59 bilhões o déficit das arcas da Presidência para o ano de 2008.

Pelas contas dos técnicos do Congresso, a cifra seria de R$ 104,8 bilhões se todos os benefícios tivessem sido reajustados na mesma proporção do mínimo.


Vem daí a aversão do governo Lula a um projeto aprovado na semana passada pela comissão de Assuntos Sociais do Senado.


Proposta do senador petista Paulo Paim. Que obriga a Previdência a restituir, em cinco anos, o valor inicial das aposentadorias.


Antes de virar ministro da Previdência, o deputado José Pimentel (PT-CE) atuara como relator do Orçamento. Sabe que despesas novas precisam vir acompanhadas da fonte.

Agora acomodado do outro lado do balcão, Pimentel pede aos colegas que informem de onde vai sair o dinheiro. Simultaneamente, o governo arma barricadas no Congresso contra o que chama de “Pacote Paim”.


Blog do Josias/FSP

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