Morre a cantora Imma Sumack


Mais uma lenda que se vai: A cantora de origem peruana morreu no último sábado em Los Angeles (EUA), depois de luta contra um câncer no intestino, informou ontem um site dedicado a Sumac.

Nascida Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo, a soprano dizia ser uma princesa inca e fez sua primeira aparição no rádio em 1942. Em 1951, ao assinar contrato com a Capitol Records, mudou o nome.

Um site na internet dedicado à artista diz  que a sua morte ocorreu dia 1 de Novembro num Lar para idosos: “morreu em paz, rodeada dos seus entes mais queridos”.

O alto registo da voz de Súmac, de cinco oitavas, numa época em que as cantoras de ópera não passavam das duas e meia, cativou milhões de admiradores em meados dos anos 50.

Praticamente todos os pormenores da biografia da cantora foram motivo de controvérsias, a começar pela data e local de nascimento e a terminar na sua afirmação de que a mãe era descendente de Atahualpa, o último imperador inca.

Segundo o seu assistente pessoal, Damon Devine, que diz ter visto a certidão de nascimento de Yma Súmac (“ima sumaq” quer dizer «que linda» na língua quechua),nasceu a 13 de Setembro de 1922 na localidade andina de Ichocán.

Rezam as crónicas que Zola Augusta foi uma autodidata que, com disciplina, desenvolveu uma técnica de canto admirável.

Ainda jovem, Yma chamou a atenção do musicólogo e compositor de Lima Moisés Vivanco, com quem se casou em 1942, e integrou pouco tempo depois um conjunto de 46 cantores e bailarinos indígenas numa excusão pela América do Sul, durante a qual gravou canções com o nome de Imma Sumack.

A sua popularidade aumentou depois da Segunda guerra mundial, quando se tornou moda nos Estados Unidos se considerava “exótico”.

Um crítico do diário Los Angeles Times, Don Heckman, descreveu a cantora peruana como “uma fantasia musical, em technicolor, viva, que respira, uma ilusão caleidoscópica do exótico segundo a Metro Goldwyn Mayer produzida em tempo de pragmatismo”.

As suas primeiras gravações datam de 1944. Ficaram célebres canções como “A ti solita te quiero”, “El picaflor”, “La Benita”, “Amor”, “Amor indio”, “Waraka tusuy”, “Carnaval indio”, “Cholo traicionero”,  e “Vírgenes del sol”.

No auge da sua carreira foi também atriz de cinema, atuando em películas como “Secreto de los Incas” (1954) e “Omar Khayyam” (1957).

Nas suas apresentações ao vivo adotava poses majestáticas, usava abundantes jóias de ouro e prata e costumava dizer que os animais da selva tinham influído no seu gosto musical.

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  • Por BRAZIL NEWS Today « My Blog em novembro 4, 2008 às pm:50 pm

    […] Tags: cultura Inca, Musica, Musica Peruana, Peru, Yma Súmac Postado em Celebridade, Memória, Musica | Editar | Nenhum comentário » […]

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