Eleições: Mulheres tentam no segundo turno


Para cada 100 prefeitos eleitos, nove são do sexo feminino

O segundo turno das eleições, neste domingo, pode ajudar a engrossar a lista de mulheres escolhidas para ditar os rumos de cidades brasileiras pelos próximos quatro anos.

No primeiro turno da sucessão municipal, foram eleitas apenas 498 das 1.620 mulheres que disputavam um cargo de prefeito. Um magro percentual entre os vitoriosos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleitas representam somente 9,1% do total de eleitos no primeiro turno. Já os homens abocanharam a maior parte dos cargos de prefeito. Ao todo, 4.986 dos 12.944 candidatos foram eleitos. Isso representa 90,9% dos eleitos.

De acordo com o TSE, na primeira fase da disputa eleitoral, 5.484 prefeitos — entre homens e mulheres — foram eleitos.

Mulheres estão em busca do comando de cidades importantes no cenário político nacional. Esse é o caso de Marta Suplicy (PT), que briga com Gilberto Kassab (DEM) pela Prefeitura de São Paulo (SP), e da também petista Maria do Rosário, que disputa a Prefeitura de Porto Alegre (RS) com José Fogaça (PMDB). Outros municípios vivem situações inusitadas.

Em Campos dos Goytacazes (RJ), o TSE liberou a realização de segundo turno. A disputa tinha sido encerrada no primeiro turno, com a vitória de Rosinha Garotinho (PMDB), mas uma pendência judicial envolvendo o candidato Arnaldo Vianna (PDT) modificou o quadro. Ao julgar um recurso proposto por Vianna, que teve o registro impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e ficou fora da disputa, os ministros anularam a decisão e decidiram que o TRE precisa rever o julgamento. Já os 4.271 eleitores da pequena Benedito Leite (MA) vão votar para prefeito pela primeira vez no domingo. A eleição foi anulada porque os moradores colocaram fogo nas 400 urnas da cidade em protesto pelo cancelamento de 400 títulos de eleitor. Penélope Barros (PMDB) está no páreo.

Segundo o TSE, o Acre foi o estado que mais elegeu mulheres em relação ao número de concorrentes (veja tabela). Das quatro candidatas, duas foram eleitas para prefeituras no estado (50%). O Rio Grande do Norte aparece em segundo lugar. Das 55 candidatas, 27 foram eleitas prefeitas — o que equivale a 49% do total. Foi o caso, por exemplo, de Micarla de Souza (PV).

Em números absolutos, São Paulo, que tem o maior colégio eleitoral do país, teve o maior número de prefeitas eleitas — 52. Foi seguido por Minas Gerais, que elegeu 50 mulheres. A Bahia teve 46 prefeitas eleitas. Em Roraima, os 15 eleitos são homens.

Mirella D’Elia Correio Braziliense

Comente ou deixe um trackback: URL do Trackback.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: