Crédito para compra de motos fica mais restrito


A crise econômica também anda sobre duas rodas. Fenômeno de vendas nos últimos anos, as motocicletas financiadas sem entrada estão mais difíceis de serem compradas. Segundo as concessionárias, a maioria das financeiras passou a exigir entrada de 20%. Além disso, as taxas de juros subiram, em média, de 12% a 15% nos últimos 30 dias.

No caso da concessionária Distac, em Laranjeiras, para comprar uma moto de 125 cilindradas, é preciso dar entrada de R$ 1.240 e pagar mais 48 parcelas de R$ 193. Sem entrada, o mesmo número de prestações fica em R$ 230. No final, a parte financiada ficará R$ 1.776 mais cara.

O panorama também começa influenciar na produção de motos. A Honda anunciou que vai interronper parcialmente duas linhas de produção de sua fábrica em Manaus (AM). Segundo a empresa, a medida é preventiva. A paralisação terá início na segunda-feira e durará dez dias, período em que a empresa deixará de produzir 40 mil unidades.

– Assim como a Yamaha, a Honda vai parar parte de suas linhas para criar um estoque regulador – afirmou Moacyr Alberto Paes, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).

Para Moacyr, as grandes fabricantes do setor não vão sofrer impactos com a crise e a variação cambial:

– Essas empresas já trabalham com índice de nacionalização de 98% na linha até 150 cilindradas. O percentual importado é pequeno. Já as marcas mais novas podem ter de fazer algum ajuste e isso pode ser repassado a médio prazo para o consumidor.

Gustavo Fernandes – Extra

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