Morre o baterista Gigante Brazil


Morreu nesta segunda-feira, aos 56 anos, o baterista carioca Gigante Brazil, cujo nome verdadeiro era Jorge Luiz de Souza. Ele sofreu uma parada cardíaca, em casa, na Vila Madalena, região oeste de São Paulo. A família ainda não decidiu onde será o velório e o enterro.

Brazil começou a carreira no ano de 1969, na banda Massa Experiência. Na década de 70, o músico tocou com Jorge Mautner. Ele acompanhou Mautner nos nos anos de 1972 e 1973. Em 1975, formou a banda Sindicato.

Em 1980, participou da final do Festival da Globo, ao lado de Chico Evangelista, tocando “Rastapé”. Nos anos 90, o músico participou do disco “Mais”, de Marisa Monte –no qual gravou os vocais da faixa “Ensaboa”–, e acompanhou a cantora em sua turnê.

Em agosto deste ano, o baterista acompanhou a cantora Anelis Assumpção, em um show no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 2005, ele gravou o disco “Música Preta e Branca e… Etc”, ao lado do parceiro Paulo Lepetit.

Brazil tocou ao lado de nomes da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Itamar Assumpção, com quem formou a banda Isca de Polícia. Recentemente, participou da gravação do disco “Celso Sim, Vamos Logo sem Paredes!”, do cantor Celso Sim –cuja temporada de shows foi encerrada na última quinta (25), no Sesc Avenida Paulista.

Em 2006, ele lançou seu primeiro disco como cantor, “Música Preta Branca e etc”, gravado em dupla com o baixista e produtor Paulo Lepetit e lançado pelo próprio selo de Lepetit, Elo Music, dentro da série CD7.

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Comentários

  • budaborges  On julho 7, 2009 at pm:29 pm

    Sou amigo do Gigante e do Ze Carlos seu irmao mais novo,desde do tempo que eles mudaram do morro da Mangueira Para Caxias. Isso nos anos 60. Crescemos vivemos juntos em cominidades com o Grupo Massa Experiencia no qual fazia parte Paulo Romario, Marçal, Aldemir, Roberto e Gigante na s percuçoes. Eu como nao sou musico cuidava mas de descolar grana fazer poesias e artezanato ,tenho muitas historias que com certeza daria um grande, assunto para um filme sobre, preconceitos, dificuldades dos artistas ditos malditos, perseguição policial, pobreza e muitas historias de superação e verdadeiras amizadades onde dividiamos ate a fome e vontade viver com certeza, gostaria muito de conhecer os novos, amigos do Giga, pois a muito tempo fiquei se contato com ela. Hoje moro no interior deMinas Gerais

  • reliquia  On outubro 14, 2008 at am:23 am

    Sempre te amarei, meu grande amor..

  • Marcelo Bastos  On outubro 2, 2008 at am:46 am

    Conheci o Gigante quando eu tinha 12 anos e ia vê-lo tocar bateria com o Zé Português( baixista) numa vilinha de pinheiros na Rua Cristiano Vianna em 1974.Lá eu conheci a música dos novos Baianos,Jimi Hendrix,Janis Joplin e muitos outros que fazem parte de minha formação cultural. Até o Mestre Pini que meditava no telhado com os gatos.Eu ficava sentadinho vendo aquela ebolição musical com o grande humor do maior colocador de apelidos do Brasil.O Gigante batizava todos que ele conhecia com algum apelido engraçado e que viraram até nome artistico( ex. Paulo Le Petit).Nesta vila eu fiz minha formação cultural e de vida também, pois era um pessoal legal e sem grana, mas batalhadores . Tinha Também o David que era um inglês magro e cumprido que tinha uma Vemaget azul e uma Java 1951 vermelha, ele me vendeu um Java verde e eu me sentia o cara mais descolado do mundo com aquela soltadeira de fumaça que nunca quebrava,David era sonoplasta e sua mulher estava sempre com a tal da ” moviola” para fazer filmes. Lembro-me na época que participei de uma festa para convencer a dona da Vila a não vender para uma construtora e acabar com aquele lindo lugar especial e por alguns anos deu certo, mas depois ela cedeu ao vil metal e tudo foi por terra. Na época eu tinha um sítio com um velho campo de futebol no qual faziamos grandes peladas ,no meu time a formação era eu meu irmaõ Oscar ,Paulinho( Paulo Le Petit), Luis Waack,Adolfito e os caipiras da região.E por lá apareciam Gigante,Itamar Assumpção,Guelo,Roger e outros que eu nem lembro mais. Os visitantes ficavam bravos com as condições do campo cheio de morrinhos e defeitos e é logico que sempre agente ganhava, pois agente conhecia o terreno.Valeu Gigante,você até me tirou de uma enrrascada uma vez e você nem ficou sabendo , mas agradeço e faz parte de seu jeito alegre e sempre sorrindo. Sua história eu vi de perto e sem tietismo barato, eu era apenas um garoto da vila vendo muitas feras nascendo na contra cultura. São Paulo já foi Legal,hoje é apenas mais uma grande Metrópole sem muito espaço para romantismo.E com muita violência barata.

    Marcelo Bastos
    2/10/2008

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