Carros híbridos no Brasil farão sucesso


A indústria automobilística atingiu ontem a marca de 6 milhões de carros “flex” produzidos no Brasil, cerca de 23% da frota nacional. Os carros “flex” já representam quase 90% dos automóveis que saem das fábricas.

Por outro lado, a expectativa das montadoras é de que até 2020 o volume de modelos híbridos vendidos no mundo seja o mesmo dos modelos equipados somente com motores a combustão. Para tanto, é preciso da demanda de grandes mercados, como o Brasil. Mas quando o carro híbrido será comercialmente viável no país?

O carro híbrido pode andar tanto movido por combustão quanto por energia elétrica. Para isso, utiliza dois motores: um elétrico e um a gasolina. Eles agem em conjunto, podendo um dos motores ser acionado para auxiliar o outro.

Existem três tipos de carros híbridos: no híbrido-paralelo, o motor a combustão é responsável pela locomoção do automóvel e o elétrico era um auxílio extra para melhorar o desempenho do mesmo; no híbrido-série acontece o contrário, o motor elétrico é responsável pela locomoção do automóvel, e o motor é combustão é acionado apenas quando falta energia elétrica e, neste caso, ele movimenta o carro o tempo suficiente para recarregar as baterias do motor elétrico; o terceiro tipo é o híbrido-misto, que combina aspectos do sistema em série com o sistema paralelo, sendo possível usar apenas o motor elétrico ou os dois motores simultâneamente.

Especialistas afirmam que o carro chegará como modelo importado e, se for produzido no Brasil, evoluirá para um modelo que agrega a tecnologia flex.

“Nos Estados Unidos já se vendeu mais de 350 mil carros híbridos. É um volume bastante grande, perto dos volumes brasileiros, mas no mercado norte-americano é um nicho e é vendido em estados ricos, com maior restrição de emissões. Acho que os híbridos vão tomar o mercado, e a qualquer hora podem aparecer no Brasil”, afirma o diretor das comissões técnicas da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), Luso Ventura.

Para conquistar a simpatia do governo brasileiro e diferencial em âmbito mundial, a tendência é de que os híbridos no Brasil se tornem “flex”. O veículo híbrido possui dois motores – um elétrico e outro alimentado por combustível. Quando o motorista exige menos do motor, como no caso de parada em semáforo, o sistema elétrico assume o comando ou “divide” a energia com o motor comum, reduzindo o consumo de combustível. No caso do “híbrido flex”, o motor a combustão poderia tanto usar gasolina quanto álcool, ou a mistura dos dois, o que reduziria ainda mais o nível de emissões.

A Toyota já se prepara para esse filão do mercado. “A Toyota aprendeu com o Corolla Flex, feito no Brasil, e já desenvolveu um protótipo híbrido no Japão com tecnologia, já apresentado no Salão de Tóquio, o 1/X”.

Globo

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Comentários

  • enoque  On setembro 2, 2009 at am:22 am

    os brasileiros tem que dar uma parada de comprar carros zeros quilometros , fazendo isto vai acelerar a entrada de carros hibridos no brasil,

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