Aids: jovens estão usando mais preservativos


Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira traz uma boa notícia sobre o combate à Aids no Brasil e no mundo: os jovens estão mais conscientes e usando mais preservativos. Mas o estudo revela também que cerca de nove milhões de pessoas infectadas ainda não recebem os medicamentos necessários para o tratamento da doença.

O parceiro nem sempre é o mesmo, mas cada vez mais os jovens só namoram com o preservativo. O uso de camisinha aumentou entre jovens em vários países. “As pessoas estão mais conscientes, se cuidam mais até mesmo por medo da doença”, opina a estudante Priscila Pereira.A Aids é uma epidemia e um risco no mundo todo: não existe sequer uma região livre do vírus. A maior incidência é no sul da África e a menor, na Ásia Oriental. No total, a cada dia, são 7.500 novas infecções.

Trinta e três milhões de pessoas têm Aids, 1,7 milhão na América Latina; o Brasil, que tem maior população do continente, tem 600 mil infectados.

O número de mortes pelo mundo caiu nos últimos dois anos: foram 2 milhões de casos em 2006, 200 mil a mais que em 2007. Daí vem a importância do tratamento. “Se há 20 anos a gente ficava imóvel, esperando a morte, nós aprendemos que temos que fazer nosso movimento para buscar qualidade de tratamento e qualidade de vida“, diz a profesora Jenice Pizão.

No Brasil, quase todo mundo tem acesso a avaliação clínica e remédios, mas só cerca de 80% dos pacientes levam o tratamento a sério. “Ou o paciente faz o tratamento correto e vai usufruir dos resultados, ou faz o tratamento não muito correto e deixa de ver esses bons resultados, que são favoráveis a ele”, afirma o infectologista Dalcy Albuquerque Filho.

Para a Unaids, o problema no Brasil ainda é cultural. Além da resistência ao tratamento, muita gente tem medo de fazer o teste e descobrir que está doente. “A questão da discriminação acaba impedido as pessoas mais vulneráveis, como profissionais do sexo e grupos gays, de chegar aos serviços de saúde e fazer um acompanhamento sistemático”, explica Eduardo Barbosa, diretor adjunto do programa de DST e AIDS da instituição.

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