‘CQC’: proibido humor no Congresso


Já está com 223 mil e 284 assinaturas (até às 21h30 de domingo) a campanha virtual ‘CQC no Congresso’, organizada pela equipe do programa da Band para lutar pelo direito de fazer reportagens no Congresso Nacional. Se a trupe de Marcelos Tas, que dobrou a audiência da emissora nas noites de segunda-feira, ganha fãs em todo o Brasil desde sua estréia em março, o mesmo não se pode dizer da Câmara dos Deputados, onde os jornalistas foram considerados ‘persona non grata’.

A turma foi descredenciada para entrar na casa depois de ter gravado com os deputados em março. Na reportagem que foi ao ar, o repórter Danilo Gentilli fazia um tour pela Câmara e ironizava a ausência de alguns deputados em seus escritórios no horário de trabalho.

A justificativa para não liberar o credenciamento do ‘CQC’ se baseou na proibição de utilizar espaços públicos para a gravação de programas não-jornalísticos.

“O nome disso é censura. E existe um comitê na Câmara para decidir o que é jornalismo? Afinal, cabe a um deputado ou a Associação Brasileira de Imprensa dizer o que é humor e o que é jornalismo? Estamos vivendo momento grave. Censuraram a ‘Folha de São Paulo’ por entrevistar a Marta Suplicy, o ‘Jornal da Tarde’ foi impedido de publicar reportagem sobre Conselho Regional de Medicina”, vocifera Danilo, que destaca o caráter dúbio da decisão porque o programa já foi credenciado para viajar com a comitiva do presidente Lula.

A proibição é estendida a outros humoristas. Cid Queiroz, responsável pela Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados, explica que produtores da ‘Praça É Nossa’, do SBT, e do quadro ‘Central de Boatos’, do ‘Fantástico’, pediram credenciamento e tiveram um não como resposta.

“O Congresso não é locação de cinema e teatro. Tudo que é gravado aqui, que não é jornalismo, precisa ter umroteiro para vermos se não afeta a imagem da casa ”, diz ele, acrescentando que a passagem do ‘CQC’ pelo Congresso provocou mal-estar.

Marcelo Tas diz ter recebido propostas de grandes escritórios de advocacia. “O nome do programa é ‘custe o que custar’ e vamos lutar por nosso direito”.

ODia

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Comentários

  • Jorge Eduardo  On julho 28, 2010 at pm:18 pm

    O fato é, o CQC mostra o que está errado nesse país de maneira que o povo brasileiro entende e assiste. E não tem como não fazer humor com o congresso brasileiro… De desgraça ou se ri ou se chora.
    Esses Mafiosos que aumentam o próprio salário, trabalham quando querem, com ferias com o tempo que bem entendem, aposentadoria com poucos anos de trabalho “ou nenhum” sem nenhuma contribuição, que “julgam” os próprios crimes, negociam o destino do povo brasileiro pelo maior lance… Tem medo que o povo veja o que já sabe que acontece mas por ser tão ruim não quer acreditar.

  • Kirk  On março 4, 2010 at pm:17 pm

    Realmente em uma democracia coisas assim não deveriam acontecer, se alguns deputados ficaram incomodados é porque mostraram a verdade e a verdade incomoda, para que haja mudanças alguém tem que apontar os erros e o cqc faz isso muito bem, so o que espanta é que êles são parciais, apontam os erros dos outros mas sentam em cima dos seus, como no caso do comentário que Boris fez em relação aos Garis, era um prato cheio, mas o cqc poupou o Boris de constrangimento, se fosse algum apresentador de outra tv êles teriam explorado ao máximo,
    a exaustão.
    Mas estes caras são ótimos, e teem todo o direito de entrar dentro do congresso, assim como todo cidadão, afinal as pessoas que estão ali se intitulam representantes do povo e tudo que fazem , fazem em nome do povo, sendo assim êles não deveriam ter nada a esconder,
    o cqc errou em pisar nos calos dos caciques, enquanto pisavam nos dos indios estava tudo bem.

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