Descoberta pode mudar uso de vacina antigripal


As pessoas idosas que recebem vacinas antigripais na epiderme em vez de no músculo estão melhor protegidas contra os vírus gripais, conforme um estudo que pode ajudar a prevenir a doença e a morte em um dos grupos mais vulneráveis.

Os pesquisadores da Sanofi Pasteur, a unidade de vacinas da Sanofi-Aventis, concluíram que as pessoas com idade entre 60 e 94 anos, vacinadas na pele com uma agulha curta e fina, estavam cerca de 7% melhor protegidas contra a gripe do que aquelas que receberam a vacina Vaxigrip, da Sanofi, no músculo, com uma agulha convencional.

As conclusões foram apresentadas na última sexta-feira, durante o Congresso Internacional para Doenças Infecciosas, em Kuala Lumpur, na Malásia.
O estudo pode produzir mudanças no modo como os médicos vacinam os idosos, cujos sistemas imunológicos são mais suscetíveis a infecções do que os sistemas dos adultos mais jovens, disse Melanie Saville, que coordenou o estudo.

Pesquisas anteriores mostraram que as vacinas antigripais protegem até 60% dos idosos, comparando com 90% dos adultos mais jovens, segundo ela.

A gripe sazonal mata perto de 36 mil pessoas nos Estados Unidos a cada ano, e leva à internação de mais 200 mil, conforme os dados fornecidos pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Cerca de 90% das mortes e metade das internações são de idosos, informa a CDC.

Saville e seus colegas usaram um aparelho de microinjeção, com uma agulha de 1,5 milimetro, para vacinar 2.612 pessoas. A vacina, que continha três diferentes vírus da gripe, foi aplicada na camada inferior da epiderme. Outras 1.089 pessoas receberam injeção convencional no músculo do braço.
Cerca de 7% mais dessas que receberam a injeção em camadas mais superficiais tiveram aumento de quatro vezes no número de anticorpos que combatem a infecção, comparando com aquelas que receberam a vacina convencional, sinalizando que estavam protegidas contra a gripe. Os efeitos colaterais foram similares nos dois grupos.

O método pode funcionar melhor do que as tradicionais vacinas intramusculares porque as extremidades dos nervos que transportam o antígeno estimulante de anticorpos para o sistema imunológico prevalecem mais na epiderme do que nos músculos, disse Saville.

Gazeta Mercantil

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