Informática: guerra aos recondicionados


Grandes fabricantes de equipamentos de informática e de eletrônicos declararam guerra à importação de equipamentos usados destinados à remanufatura no país. Segundo eles, boa parte dessas máquinas entra usada, é recondicionada e vendida como nova.


Estimativas da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) revelam que 30% dos notebooks vendidos no país como novos são recondicionados. “Não dá para perceber”, afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee. “Só um especialista detecta que essas peças são usadas.”

A japonesa Canon é uma das multinacionais instaladas no Brasil que decidiu abrir fogo contra esse mercado. Segundo Marco Ortega, diretor-geral da empresa no Brasil, a situação é grave porque o governo está entre os maiores compradores de artigos remanufaturados vendidos como novos.

Nos EUA, a Canon do Brasil -que também vende equipamentos remanufaturados- aparece na oitava colocação na lista dos maiores importadores de usados de sua própria marca. À sua frente, estão sete importadores brasileiros, que, segundo Ortega, agem de má-fé.

Ricoh, Lexmark, Hewlett-Packard, Xerox, entre diversos fabricantes de copiadoras multifuncionais e outros produtos para escritório, também enfrentam problema semelhante.

As importadoras brasileiras afirmam que compram de empresas que detêm a propriedade das máquinas usadas no exterior e que as fabricantes querem criar reserva de mercado para os remanufaturados.

Mercado Aberto

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