Senadora pediu que Farc não liberte Betancourt


A revista colombiana “Semana” revela em sua última edição declarações da senadora e ex-mediadora na negociação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Piedad Córdoba, na qual ela recomenda que a guerrilha não entregue a ex-candidata à Presidência da Colômbia, a refém Ingrid Betancourt, nas libertações unilaterais que ocorreram em janeiro deste ano. Ingrid permanece em poder da guerrilha.

A reportagem informa que a revista teve acesso a várias trocas de emails entre um membro das Farc, que se identificava como “Cesar” e Raúl Reyes, o número dois da guerrilha morto em uma operação do Exército colombiano em um acampamento em território equatoriano. Em uma das mensagens, ele relata em detalhe sua reunião com Piedad no dia 11 de dezembro de 2007, um mês antes de a operação ocorrer. A senadora foi indicada como mediadora na negociação em 12 de outubro de 2007.

No email, o guerrilheiro diz que Piedad disse a ele coisas como: “que Ingrid está magra, mas sempre foi magra e não vai morrer por isso. Que ela acredita que as Farc deva entregar algum refém a Chávez na fronteira e que não seja a Ingrid, já que o restante não é importa”.

A mensagem antecipa vários fatos, que em seguida foram tornados públicos pela própria senadora, como por exemplo, o escândalo da captura das mulheres que levaram provas de vida dos reféns.

São mais de 900 emails nos quais aparece o nome da senadora, mas ela nega todas as mensagens, apesar de as datas, acontecimentos e lugares baterem com os acontecimentos.

Em outra mensagem, do dia 27 de outubro, Piedad – ou ‘Teodora de Bolívar” neste email – faz elogios ao presidente Chávez na mesma linha de apoio que demonstrou em público. Além disso, diz “que a proposta de Nicolas Sarkozy não importa nada”, em referência ao pedido do governante de que Betancourt fosse libertada.

Neste domingo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ao novo líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, que liberte, de forma unilateral, todos reféns da guerrilha como o primeiro passo para obter a paz na Colômbia. Ele também se colocou “às ordens” para facilitar a entrega.

OGlobo

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