Brasil na mira da Dell


EM 2005, A FABRICANTE de computadores Dell foi eleita pela revista americana Fortune a empresa mais admirada do mundo. No mesmo ano, seu fundador, o texano Michael Dell, entrou na seleta lista dos maiores inovadores da história do capitalismo, de acordo com a mesma publicação. O motivo? Aos 19 anos, ele criou a companhia num dormitório da Universidade do Texas, mas seu grande feito foi desenvolver um modelo de negócios incomum. Em vez de vender os computadores nas gôndolas das lojas, ele comercializava os equipamentos via telefone ou pelo site da empresa. A estratégia foi um sucesso e garantiu à Dell a liderança mundial na fabricação de computadores.

Em meados de 2006, uma reviravolta. Com uma política agressiva de vendas, a HP tomou a dianteira da rival. Surpreendido, Michael Dell foi obrigado a reinventar sua empresa – e a derrubar antigos dogmas. No ano passado, a Dell começou a vender computadores nas lojas do Wal-Mart. Até então focada no segmento corporativo, ela descobriu o potencial das vendas diretas ao consumidor final.

Os resultados começam a aparecer. Na semana passada, a Dell apresentou o balanço do primeiro trimestre. Alcançou uma receita recorde de US$ 16 bilhões, um salto de 9% ante igual período do ano passado. As vendas de notebooks, uma das novas prioridades da companhia, cresceram 43%, algo que surpreendeu analistas e a própria empresa. “Acertamos na estratégia”, diz Fernando Loureiro, diretor global de mercados emergentes da empresa.

No Brasil, a resposta foi ainda mais rápida. Sua participação de mercado saltou de 4,8% no início de 2007 para 5,9% no primeiro trimestre deste ano. Com isso, superou a HP, passando a ocupar o segundo posto, atrás apenas da Positivo Informática.

Pela primeira vez, o faturamento gerado fora dos Estados Unidos superou as vendas do mercado americano.

Os líderes desse processo são justamente as nações emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. Não à toa, os planos da companhia são ambiciosos nesses países. Segundo Loureiro, a meta é ocupar todo o mercado brasileiro em apenas três anos. Será uma tarefa árdua.

Líder disparada de vendas no varejo, a paranaense Positivo Informática é dona de 28% desse mercado, o equivalente à soma do segundo, terceiro e quarto colocados. “O Brasil é a oportunidade do momento”, diz o executivo. “O País tem tudo para se tornar a maior potência em tecnologia entre os emergentes, atrás apenas da China.”

IstoéDinheiro

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