Arquivo do dia: abril 21, 2008

Isabella: contradições de pai e madrasta

“Tá ouvindo os gritos?”, perguntou o professor Antonio Lúcio Teixeira, morador do 1º andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo, enquanto falava com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) no dia 29 de março, numa ligação iniciada às 23h49m59. O Estado apurou que exatamente na hora em que o vizinho chamava o resgate para Isabella Nardoni, de 5 anos, atirada do 6º andar do prédio, ele ouviu a voz de Alexandre Nardoni, pai da menina, berrando que a filha havia sido jogada e a porta do apartamento estava arrombada.

Praticamente no mesmo momento, às 23h50m32, uma ligação era feita do telefone fixo do apartamento do casal, para o celular do pai de Anna Carolina Jatobá, Alexandre José Peixoto Jatobá. Essa ligação, gravada pela polícia e anexada ao inquérito policial que investiga a morte da menina, é a prova de que Alexandre e Anna Carolina não desceram juntos ao térreo do prédio para verificar o que havia acontecido com Isabella, como alegaram em seus depoimentos. É uma contradição a mais que pode desmontar a versão do casal de que não teria participado do crime.

Além disso, a polícia também descobriu, pelo aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento Global) instalado no carro de Nardoni que o veículo foi desligado na garagem do Edifício London às 23h36, ou seja, quase 14 minutos antes de o resgate ter sido chamado. Estimando-se que o vizinho demorou cerca de dois minutos, após a queda, para saber do fato e chamar o resgate, o casal ficou 12 minutos no prédio até a menina ser atirada.

Para a polícia, se Alexandre e Anna Carolina demoraram pelo menos a metade desses 12 minutos no sobe e desce, o restante seria muito pouco tempo para a hipótese de o crime ter sido cometido por uma terceira pessoa. Ele teria, nessa suposição, seis minutos para abrir a porta sem deixar marcas, espancar e esganar Isabella, limpar o sangue da menina, cortar a rede de proteção da janela com uma faca, depois uma tesoura, atirar a menina, guardar a tesoura na cozinha onde sempre fica, lavar a fralda e a toalha usadas para limpar o sangue da menina, fechar a porta e fugir.

O Estado de S. Paulo.

Morre aos 92 anos a atriz Carmen Silva

A atriz gaúcha Carmen Silva faleceu por volta das 8h15min desta segunda-feira no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.

Na certidão de óbito de Silva, assinada pelo médico Marco Aurélio Pederiva, consta “pielonefrite” (infecção das vias urinárias superiores) como a causa de sua morte.

Carmem Silva, nome artístico de Maria Amália Feijó, nascida em Pelotas dia 5 de abril de 1916 foi atriz de cinemq, rádio, teatro e televisão.

Ingressou na carreira artística como atriz de rádio em Pelotas, sua cidade natal.

Carmen Silva fez sucesso por seu papel como Flora na novela “Mulheres Apaixonadas” (2003), do autor Manoel Carlos.

Ela contracenava com o ator Oswaldo Louzada, que morreu em 22 de fevereiro deste ano.

Ambos faziam um casal de idosos que sofriam maus-tratos da neta, Dóris, interpretada por Regiane Alves.

Suas últimas participações na TV foram:

2006 – A Diarista (seriado – episódios Aquele da Chuva e Marinete Não Chega!) …. Dona Gilda

2003 – Zorra Total …. Flora de Souza Duarte 2003 – Mulheres Apaixonadas …. Flora de Souza Duarte

1988 – O Primo Basílio (minissérie) 1984 – Meus Filhos, Minha Vida 1983 – Sabor de Mel

1982 – Campeão …. Joana 1982 – Ninho da Serpente …. Maria Clara 1981 – Baila Comigo

1981 – Os Adolescentes 1980 – Pé de Vento …. Noca 1979 – Cara a Cara …. Milu

1978 – Sinal de Alerta …. Colóv 1977 – Locomotivas …. Adelaide 1975 – A Viagem …. dona Isaura

1974 – Ídolo de Pano …. Pauline de Clermon 1973 – Os Ossos do Barão …. Melica

NF

Ashlee Simpson nega gravidez negociada

A cantora Ashlee Simpson e o noivo, o roqueiro Pete Wentz, negam que ela esteja grávida. Mas o pai da noiva já tenta vender as fotos do bebê por US$ 1 milhão. O “New York Post” diz que Joe Simpson procurou revistas dos EUA oferecendo as imagens, que seriam tiradas por ele, e entrevista da filha.

As revista Us e OK! divulgaram em seus Web sites na segunda-feira que Simpson estaria grávida. A OK! chegou a dizer que o bebê nasceria em outubro.

Mas Wentz, baixista da banda de rock Fall Out Boy, disse à MTV News em e-mail: “Há uma caça às bruxas em Hollywood para dizer que, sempre que pessoas ficam noivas, é devido a uma gravidez. Estamos noivos, sim, isso é verdade, e estamos felizes com isso.”

Ashlee Simpson namora Pete Wentz, 28 anos, desde 2006. Na quinta-feira o casal postou um comunicado no site de rede social friendsorenemies.com anunciando que vão se casar.

Além de sua carreira como cantora, Ashlee Simpson atuou no seriado americano “Seventh Heaven”. Seu novo álbum, “Bittersweet World”, sairá neste mês.
Pete Wentz co-fundou a Fall Out Boy em 2001, e a banda formou uma base leal de fãs com álbuns como “From Under the Cork Tree”, de 2005.

MB/NF

LIVRO: FRENÉTICAS UMA LOUCA DENTRO DE MIM

Muito já se escreveu sobre o rock brasileiro dos anos 80. Sobre quem pavimentou o caminho, ainda há bastante a ser escrito. Para existirem Blitz e Os Paralamas, precisaram existir Rita Lee e As Frenéticas.

Sandra Pêra dá sua contribuição para esclarecer como as coisas funcionavam no pop nacional da segunda metade da década de 70 no livro “As Tais Frenéticas -Eu Tenho uma Louca Dentro de Mim”. São memórias da frenética que mais conservou causos na cachola. “Sempre fui conhecida pela minha boa memória”, diz a irmã da atriz Marília Pêra.

Ela se preocupa menos em analisar o cenário e mais em detalhar passagens pitorescas do grupo formado para animar a The Frenetic Dancin” Days Discothèque, boate que reinou por breve período na noite carioca. O jornalista Nelson Motta foi contratado para iniciar um trabalho diferente na casa e reuniu seis garotas (Sandra, Leiloca, Lidoka, Dudu, Edir e Regina) para serem garçonetes e fazerem performances.

As Frenéticas só viraram um grupo após o fim da boate em 1976. O mundo vivia a febre disco music e o Brasil carecia de artistas nessa praia. Sandra ressalta o papel do produtor Liminha, fundamental para formatar o som do conjunto.

Fartamente ilustrado, o livro traz boas histórias de começo de carreira, que são sempre as mais saborosas em qualquer biografia de banda. Os primeiros shows, o primeiro contrato com gravadora, o primeiro grande hit (“Perigosa”) etc.
A autora revela intimidades, como o romance que teve com Gonzaguinha, que era casado, e cujo fruto foi a filha Amora Pêra

Na época das Frenéticas, sexualidade ainda era tema delicado. Num dos capítulos, a autora relata uma entrevista em que as integrantes foram questionadas sobre relações homossexuais. Diferentemente das cinco parceiras, Sandra confirmou ter experimentado o mesmo sexo. “Aquilo saiu naturalmente, mas incomodou muito as outras meninas”, lembra. 

A mensagem libertária das Frenéticas já estava dada nas músicas, nas letras, nas roupas e no deboche em plena ditadura militar.

JOSÉ FLÁVIO

SBT prepara reação a crescimento da Record

 

O SBT esboça uma reação contra sua queda no Ibope e conseqüente crescimento da Record.
A emissora faz projeto de médio prazo para recuperar a audiência perdida nos últimos três anos e tentar reconquistar a vice-liderança. O plano está sendo tocado por Daniela Beirutty, filha de Silvio Santos, provável sucessora do empresário na emissora.

Daniela, que estreou na televisão dirigindo “Ídolos”, está assumindo o comando das áreas comercial e administrativa do SBT. Ela fez cursos no exterior e está estudando processos de sucessão familiar.
A executiva iniciou um estudo de todos os programas e horários do SBT para apresentar um projeto de nova grade. Está em busca de novos formatos.

Um dos pilares do projeto do SBT é a ruptura com o modelo de produção de novelas estabelecido em 1999, com a Televisa. Por contrato, o SBT só poderia gravar no Brasil textos mexicanos e sem autonomia para adaptações. A rede acaba de quitar o contrato com a Televisa (que só venceria em 2009) e já produz uma novela nacional (“Revelação”).

OutroCanal

Plano Collor 1 pode render revisão maior

Os poupadores com direito à revisão do Plano Collor 1 podem ter uma surpresa. Em pelo menos quatro casos é possível conseguir revisão acima do limite que ficou na poupança após o confisco (NCz$ 50 mil).
A revisão é válida para quem tinha poupança com aniversário entre 1º e 15 de abril de 1990. Além de fazer o confisco do dinheiro, que foi enviado ao Banco Central, o governo congelou a correção da poupança. O montante que ficou depositado não foi corrigido, quando deveria ter sido em 44,8%.

O valor máximo do reajuste, portanto, seria de 44,8% sobre os NCz$ 50 mil, que dão, hoje, R$ 4.877,35. Em algumas exceções, o poupador consegue receber mais do que isso.

Em várias ocasiões, os bancos demoraram para enviar o dinheiro confiscado ao BC. “Nesses casos, a Justiça está entendendo que, a partir da data em que o dinheiro deveria ter sido enviado, a revisão vale sobre o valor que estava na poupança”, diz o advogado Alexandre Berthe. Ou seja: se o poupador tinha NCz$ 100 mil, NCz$ 50 mil deveriam ter sido enviados no dia 15. Caso o banco tenha mandado o dinheiro após essa data -no dia 20, por exemplo- e, no dia 15, o cliente continuou com os NCz$ 100 mil na conta, a correção será aplicada sobre esse valor total.

Em outros casos, a revisão é mais fácil. Se a poupança era conjunta, o confisco foi menor. Como o limite era por poupador, e não por conta, quando um casal dividia a mesma poupança, por exemplo, conseguiu ficar com NCz$ 100 mil. Ou seja, nesses casos, o valor da revisão pode chegar a R$ 9.754,70.

Quem já era aposentado na época do plano não sofreu o confisco. Por isso, aposentados que tinham poupança em abril de 1990 poderão ter a revisão sobre todo o valor que estava na conta, mesmo que o montante seja muito superior ao limite.

Quando o plano Collor 1 foi anunciado, muitos poupadores recorreram à Justiça para não terem o dinheiro bloqueado. A revisão, para quem conseguiu um mandado judicial impedindo o confisco, também será sobre todo o valor na poupança.

Para saber se tem direito de receber a mais, o poupador deverá pedir uma análise do seu extrato a um contabilista, economista ou matemático que trabalhe com o tema. Até mesmo advogados que trabalham com revisões de poupança pedem o cálculo a um especialista. “Não dá para estimar quanto seria a revisão, nesses casos, apenas olhando o extrato. É preciso calcular bem para não dar erro”, diz Berthe.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) afirma que os bancos cumpriram o regulamento da época.

PS: Quem nao sabe ou não lembra mais o número da conta, deve procurar qualquer agencia do Banco em que tinha a poupança e pedir para localizar. Basta levar o numero do CPF do titular da conta. O banco tem obrigação de fornecer todos os dados.

NF

FS

Ex-grevistas querem agora indenizações

U

 

 Um grupo de 21 entidades de funcionários públicos, sindicalistas e militares movimenta um lobby no Congresso que pretende ampliar concessões de anistia a fim de obter indenizações na comissão vinculada ao Ministério da Justiça. O grupo conta com o apoio de partidos de esquerda e da boa vontade das instâncias federais.

O projeto de lei citado, que tramita na Câmara dos Deputados, prevê a reintegração de trabalhadores demitidos “por participação em greve ou perseguição política desde 1989”. A proposição amplia o previsto na lei 11.282/ 06, que anistiou ex-funcionários dos Correios.

Desde sua criação em 2002, a Comissão de Anistia recebeu mais de 60 mil pedidos de indenização. A fatia das associações no bolo de R$ 2,9 bilhões concedidos pela Comissão da Anistia pode chegar a R$ 300 milhões. O anistiado tem de pagar 10% do valor da indenização ao advogado e 1% para a associação.

Na fila das chamadas sessões temáticas há cerca de 3.000 casos de ex-metalúrgicos, militares, petroquímicos, bancários e petroleiros. Sem contar os mais de 2.000 recursos. Até agora são mais de 3.400 processos. Só de ex-funcionários dos Correios são 1.200. Cerca de 600 casos foram analisados no passado, 400 foram deferidos e 200 indeferidos.

FSP

Uso de cordão em transplante cresce 440%

Quase metade dos transplantes não-aparentados de medula óssea no país já são feitos com células-tronco de sangue de cordão umbilical. Em quatro anos, o índice de participação de cordões “nacionais” nessas cirurgias passou de 10% para 54% (um crescimento de 440%), segundo a rede BrasilCord, que reúne bancos públicos de cordão umbilical.

Até o final do ano, o Brasil também integrará uma rede internacional de bancos de cordão umbilical, fornecendo material a outros países.

O sangue de cordão umbilical e placentário é rico em células-tronco hematopoéticas e é indicado no transplante de medula óssea em pessoas com leucemias, linfomas, anemias graves, entre outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e auto-imune. Os transplantes também são feitos com doações de medula óssea.

O maior uso dos cordões, que ainda vão para o lixo na maioria das maternidades brasileiras, está sendo possível por conta de um programa do Ministério da Saúde que reúne, no momento, quatro bancos públicos de cordão umbilical -no Inca (RJ), no hospital Albert Einstein (SP) e nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto.

Com a liberação de um financiamento de R$ 30 milhões pelo fundo social do BNDES, o país vai ganhar outras oito unidades -no CE, PE, PA, DF, PR, RS, SC e MG-.
Com 12 bancos funcionando, o país conseguirá fazer 85% dos seus transplantes de medula com doadores próprios. O Brasil gasta em torno de US$ 29 mil em cada doação vinda do exterior. Em 2007, foram importados 32 cordões.

Do início do programa até agora, 60 unidades foram usadas em transplantes. Outras 150 estão identificadas, mas os pacientes aguardam um leito para realizar o transplante. Apenas 16 hospitais no país estão autorizados a fazer a cirurgia e ao menos 1.200 pessoas estão à espera.

FSP

Aumento dos militares adiado por mais dez dias

O presidente Lula decidiu adiar de 7 a 10 dias o anúncio do aumento dos soldos militares, previsto para ontem, Dia do Exército, por causa do clima de mal-estar no Planalto com as críticas do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, à política indigenista e à homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR).

O projeto de aumento já está praticamente fechado, mas o presidente considerou que não seria conveniente anunciá-lo num momento em que um oficial de alta patente confronta publicamente o governo.  Oficialmente, a versão é a de que os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, não tinham chegado a um consenso da proposta, que prevê um reajuste em três etapas, a primeira delas de 8%.
Nos bastidores, o motivo real foi a avaliação de que dar o aumento ontem daria a impressão de que o governo tinha cedido às pressões militares.

Heleno, que chamou a política indigenista de “lamentável e caótica”, foi convocado a Brasília para conversar, por determinação de Lula, com Jobim e com o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. O objetivo era pedir explicações e proibir que continuasse falando publicamente. 

No Planalto, houve duas tendências. Uma defendia algum tipo de punição para Heleno. Outra pregou um meio-termo: a convocação a Brasília, com pedido de explicações e a ordem para que se calasse.  O general chegou a Brasília disposto a aceitar ficar calado, mas não a mudar de opinião.

FSP

Fernanda Lima deixa maternidade com gemeos

A modelo e apresentadora  Fernanda Lima deixou, no início da tarde deste domingo, a maternidade Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, com os filhos gêmeos e anunciou o nome dos bebês: João e Francisco. Fernanda deu à luz na última sexta-feira de parto normal.

Ela saiu acompanhada do ator Rodrigo Hilbert, pai dos bebês. Cada um deles carregava um dos filhos no colo. Assim que notaram a presença de fotógrafos em frente à maternidade, os dois pararam e sorriram.

Terra

 

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