Diário de Pernambuco faz edição em braille


Antônio José Ferreira, de 35 anos, estuda para ser jornalista e já foi notícia no Diario de Pernambuco, em 22 de setembro de 2007. No jornal, ele publicou a primeira matéria da sonhada carreira. Era a própria história de vida, escrita em papel e caracteres de tinta no jornal. Mas precisou de um computador e mais quatro mãos para fazê-lo (da colega de sala e do repórter).

Antônio ficou cego aos seis anos de idade. Até hoje, dependia de alguém e de um micro, para ser cidadão. Para contar aos outros o que ele sente. Para sentir o que os outros contam. Dependia. Depois de 182 anos de história, o Diario passa a ser impresso, também, em braille.

A publicação, que vai circular diariamente, é inédita no Brasil. Antônio e outros cidadãos com a mesma necessidade especial vão receber o jornal gratuitamente. “Pode parecer normal para a maioria das pessoas ter acesso a uma coisa que todo mundo já tem, que é a informação. Mas ter o Diario em braille é um fato histórico de inclusão social”, declara Antônio.

“Um jornal em braille, com circulação diária, não existe no Brasil. É um investimento na democratização da informação e na cidadania”, justifica o diretor de Projetos Especiais do Associados Pernambuco, Marcondes Brito.

Ana Braga/RB

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