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MUSICA: morre o compositor de Ronda, Paulo Vanzolini

vanzolini[1] O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini, de 89 anos, era velado na manhã desta segunda-feira (29) no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Vanzolini morreu no final da noite deste domingo (28). Ele estava internado desde quinta-feira (25) na Unidade de Terapia Intensiva do Einstein com pneumonia grave. A causa da morte não foi informada pela família.
O enterro de Vanzolini deverá ocorrer nesta tarde no Cemitério da Consolação, no Centro da capital. A família não precisou o horário. Velório e enterros são fechados ao público.
Nascido em abril de 1924, Paulo Vanzolini é autor de composições clássicas como “Volta por cima”, “Ronda”, “Praça Clóvis” e “Na boca da noite”. Suas canções foram interpretadas por grandes nomes da MPB, como Miúcha, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Inezita Barroso.
O autor também tem carreira acadêmica renomada. Formado em Medicina no Brasil e com doutorado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foi diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalhou por mais de 40 anos. Em 2008, doou o acervo de sua biblioteca, com mais de 25 mil itens – incluindo obras raras, periódicos e mapas – ao museu. Segundo o governo de São Paulo, o valor do acervo é estimado em US$ 300 mil.
Foi premiado pela Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz por sua contribuição na área das Ciências Biológicas. Pelo mesmo motivo, recebeu também um prêmio da Fundação Guggenheim, de Nova York.
A vida dupla de compositor e cientista de Vanzolini foi tema de documentário “Um homem de moral”, de 2009. A obra do cineasta Ricardo Dias registra os preparativos para um show realizado em 2003 no Sesc Vila Mariana. Com o mesmo diretor, Vanzolini filmou outros dois documentários, ambos sobre sua vida na área científica.
Entre suas publicações estão “Tempos de cabo” (1981) e “Lira” (1952). A discografia conta com discos como “Onza sambas e uma capoeira”, de 1967, com 12 composições interpretadas por artistas como Chico Buarque, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná e Mauricy Souza e com arranjos de Toquinho. Outro álbum lançado por Vanzolini é “Por ele mesmo”, que saiu em 1981 e foi o primeiro no qual ele também cantou.

Luto: morre aos 67 anos o cineasta Carlos Reichenbach

O cineasta brasileiro Carlos Reichenbach morreu na tarde desta quinta-feira (14) em São Paulo, aos 67 anos. A informação foi divulgada em nota pela assessoria de imprensa do diretor, que não cita a causa do óbito. Segundo a assessoria, ele se sentiu mal e morreu a caminho do hospital.

Reichenbach fez filmes como “A ilha dos prazeres proibidos” (1979), “Império do desejo” (1981), “Filme demência” (1985), “Anjos do arrabalde” (1987), “Alma corsária” (1993) e “Garotas do ABC” (2003) e “Falsa loura” (2007).

Carlão, como também era conhecido, morreu exatamente no dia de seu aniversário. Nascido em Porto Alegre, em 1945, ele logo se mudou  para São Paulo, cidade presente em boa parte de sua filmografia. Seu primeiro trabalho como diretor, um curta-metragem, chama-se “Esta rua tão Augusta” (1969).

O nome de Reichenbach, que também foi professor do curso de cinema da Universidade de São Paulo (USP), é também associado a produções do cinema marginal e da Boca do Lixo, região central da cidade de São Paulo. Ali, faziam-se filmes de baixo orçamento e de temática ousada e autoral, tendo Reichenbach sido um dos seus principais expoentes.

O corpo de Carlos Reichenbach vai ser velado no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, a partir das 23h desta quinta. Ele era casado com Lygia Reichenbach e deixa três filhos e uma neta.

Morre a atriz Patricia Neal

A atriz americana Patricia Neal, vencedora de um Oscar em 1964, faleceu no domingo aos 84 anos, anunciou a clínica de reabilitação que tem o seu nome.

Neal, também premiada com um Tony, morreu por complicações de um câncer de pulmão, informou à AFP Julie Dougherty, diretora de marketing do Centro de Reabilitação Patricia Neal, de Knoxville (Tennessee).

A atriz recebeu um Tony aos 20 anos depois de estrear na Broadway com a obra de Lillian Hellman “Another Part of the Forest”.

Iniciou a carreira no cinema em 1949, na comédia “Cupido faz das suas”, ao lado do ator Ronald Reagan, futuro presidente dos Estados Unidos.

Gary Cooper is playing Howard Roark and Patricia Neal portrays Dominique Francon in this 1949 Movie “The Fountainhead”.

Também atuou na versão cinematográfica da obra de John Patrick, “Coração amargurado” (1950), na qual viveu uma enfermeira que cuidava de um soldado morimbundo, e em “Rendenção sangrenta” (1950), adaptação de um romance de Ernest Hemingway.

Em 1964, Patricia Neal ganhou o Oscar de melhor atriz por seu papel o filme de Martin Ritt, “O indomado”, onde atuou junto com Paul Newman.

Um ano mais tarde, a atriz sofreu três derrames cerebrais que a deixaram em coma durante três semanas, mas depois se recuperou. A clínica que leva seu nome é especializada na recuperação de pacientes com esse tipo de doença.

Apesar de seus problemas de memória, Neal voltou às telas em 1968, no filme “A História de Três Estranhos”, para o qual foi indicada ao Oscar.

Neal foi casada com o escritor inglês Ronald Dahl e teve cinco filhos. Um de seus filhos foi ferido gravamente ao ser atingido por um taxi quando tinha quatro meses de vida e outra filha morreu aos 7 anos vítima de sarampo.

Memória: Hemingway morreu na atmosfera do absurdo


2 julho de 1961 –  Hemingway tira a própria vida
Alice Melo/JB
web

O suicídio sempre permeou suas conversas, seus contos, sua vida. Aos 61 anos, o escritor norte-americano Ernest Hemingway decidiu acabar com a vida com um tiro na cab

eça, repetindo o ato de seu pai, morto 32 anos antes. Doente, com depressão, diabetes e perda de memória, Hemingway decidiu ser mais sensato escolher a hora de partir.

Prêmio Nobel de Literatura (em 1954, principalmente pelo livro O Velho e o Mar, de 1952), Hemingway começou como repórter no Kansas City Star, foi corre

spondente durante as duas grandes guerras e passou à literatura quando a escritora Gertrude Stein lhe disse que jornal era uma espécie de quadro-negro: terminando de escrever, passa-se um apagador.

Americano expatriado, que se reuniu a uma comunidade de escritores em Paris, conhecida como “geração perdida”, Hemingway voltava–se para os homens primitivos em busca da salvação do homem saturado de civilização e cinismo. Ele construiu um mundo de bandidos, caçadores, pescadores, boxeadores e toureiros, elevando-os à mais alta dignidade artística por meio de um estilo que serviu de modelo às futuras gerações – um estilo puro, severo, despojado do supérfluo, que o colocou ainda durante a sua vida (como o nosso Graciliano Ramos) entre os grandes clássicos da língua inglesa.

Morre o sambista Walter Alfaiate

O sambista carioca Walter Alfaiate, de 79 anos, no sábado (27), por volta das 17h, no Rio de Janeiro. O músico estava internado em estado grave há cerca de dois meses no Hospital da Lagoa, na Zona Sul da cidade.

Alfaiate, que teve falência múltipla dos órgãos, sofria de enfisema pulmonar, ineficiência cardíaca, arritmia, insuficiência renal, gastrite e esofagite.

O sambista havia sido transferido para a unidade de saúde em dezembro. Anteriormente, ele foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Instituto estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, também na Zona Sul, por quase um mês.

O corpo do músico deve ser velado na sede do clube Botafogo, em Botafogo, na Zona Sul. O cantor e compositor deixa sete filhos.

Mais de 200 sambas

Nascido no Rio de Janeiro, iniciou o trabalho como alfaiate aos 13 anos, no bairro de Botafogo. Autodidata, compôs para blocos carnavalescos da região, como o Foliões de Botafogo e o São Clemente. Participou nos anos 60 de rodas de samba no Teatro Opinião e formou vários grupos, com destaque para os Reais do Samba e o Samba Fofo.

Mesmo sendo um dos principais nomes do samba em Botafogo, que viria a se tornar o grande celeiro de compositores do gênero, o cantor e compositor só foi descoberto na década de 70, quando Paulinho da Viola gravou três de suas canções – “Coração Oprimido”, “A.M.O.R.Amor” e “Cuidado, Teu Orgulho Te Mata”. Brilhou como crooner da boate Bolero, em Copacabana, onde ficou conhecido como Walter Sacode, por interpretar com maestria o samba “Sacode Carola”, de Hélio Nascimento e Alfredo Marques.

Em 1982 foi convidado pelo parceiro e amigo Mauro Duarte a entrar para o G.R.E.S da Portela. Cultuado pela maioria dos sambistas do Rio de Janeiro, jamais foi reconhecido pelas gravadoras – com mais de 50 anos de carreira e com 200 sambas compostos, gravou apenas um disco, “Olha Aí”, lançado em 1998 pelo selo Alma e produzido por Aldir Blanc e Marco Aurélio.

Gostei e colei: 300 discos importantes num livro

O Blog bembossa faz esta bela citação do Blog 300 Dias Importantes da Musica Brasileira. O livro “300 Discos Importantes da Música Brasileira”, de Charles Gavin, Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve, foi lançado em outubro de 2008

Mas agora eu repasso prá vocês:

Praticamente uma obra de arte é o filho que Charles Gavin pariu. Estou falando do livro “300 discos importantes da música brasileira“. Corrigindo: essa grande obra da literatura e da música brasileira não é só dele. Tem uma equipe anorme de pessoas que colaboraram pra reunir história e registros da MPB desde a década de 20.

Quilos de cultura
Posso comprovar que o peso do exemplar não é só físico (cerca de 6 KG), e sim de um imenso resultado no qual “foram procuradas gravadoras e criadores para obtenção das respectivas autorizações de reproduções publicação de cada uma das obras”, segundo Gavin. Imaginem só, garimpar de 1929 a 2007 os melhores e mais marcantes lançamentos da música brasilera. É óbvio que o músico pediu a ajuda de muitos pesquisadores! Já os textos ficaram a cargo dos jornalistas Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve.

Pra completar todos os relatos, fotografias e caprichos do livro, a produção nos brinda com dois CDs na contracapa: Elza soares com “Baterista Wilson das Neves” (1968) e Moreiura da Silva com “O Último Maladro” (1959). De Dolores Duran a Mutantes, de Nelson Cavaquinho a Tonico e Tinoco ou de Eumir Deodato a Eduardo Dusek, tuuudo é música brasileira pra ficar por dentro.

O livro pode ser comprado na Livraria Cultura e é muito bom. Primeiramente, porque é um prazer folhear um livro com tamanha qualidade gráfica – parece que estamos manuseando diretamente LPs. Em segundo lugar, a seleção dos 300 discos é surpreendente. Ao invés de se limitar ao conjunto de medalhões da nossa música (o que é comum neste tipo de seleção), os autores selecionaram muitos discos incomuns, gerando um painel muito bacana da nossa música. Na entrevista a seguir o Charles Gavin fala sobre isso:

A seleção me encantou desde o início e despertou minha curiosidade pelos discos que eu não tinha. O que notei, desde o início, é que a busca não seria fácil. A maioria dos títulos está fora de catálogo e, se não fosse pela existência de blogs de música que os disponibilizam, seria impossível consegui-los.

Para facilitar a vida de quem vem depois de mim, resolvi montar este blog. Nele, disponibilizarei os links que encontrei. Notem que eu não disponibilizo nenhum disco: apenas aponto para sites (geralmente blogs) onde outros os estão disponibilizando. Não encontrei todos os discos e espero que a existência deste blog permita encontrar o que está faltando. Os encontrados terão o marcador tenho. Os não encontrados terão o marcador não tenho. Vamos ver se até o final dessa viagem musical conseguirei, com a ajuda de vocês, esvaziar completamente a lista não tenho . Em 31/05/2009 terminei de disponibilizar os 300 discos. Em 27/07/2009 a lista não tenho foi esvaziada (o último disco que eu não tinha, o Manezinho Araújo, foi disponibilizado). Agora, estou disponibilizando os discos das listas adicionais. Para estes, há vários que ainda não tenho. Espero que vocês me ajudem a consegui-los, como ajudaram a conseguir vários dos que eu não tinha na lista dos 300!

Gravadoras, prestai atenção!
Tanta coisa imperdível em 435 páginas só tem um porém: a maioria dos discos que estão no livro, infelizmente, está fora de catálogo. De acordo com o músico, que também é colecionador de muitas raridades, não depende dele relançar os discos, mas talvez o livro estimule as gravadoras. Tomara!

bembossa300 discos importantes em apenas um livro

Morre o escritor argentino Tomás Eloy Martínez

Faleceu neste domingo, após longa batalha contra o câncer, o escritor e ensaísta argentino Tomás Eloy Martínez,autor de “Santa Evita” e “O voo da rainha”

Tomás Eloy Martínez nasceu em Tucumán, Argentina. Jornalista, romancista e ensaísta. Também escreveu roteiros para filmes.

É autor de “La novela de Perón”, “Santa Evita”,” El vuelo de la reina” (prêmio Alfaguara 2002), e “Ficciones verdaderas”. Intelectual argentino de grande destaque em seu país e no exterior.

A experiência com a ditadura militar argentina resultou em marca na militância e na ficção de Tomás Eloy Martínez, nascido na província de Tucumán, em 1934.

Formado em literatura e especializado em Jorge Luis Borges, Eloy Martínez atuou como repórter na Argentina e na França, tendo iniciado a carreira jornalística como crítico de cinema.

Durante o seu exílio, ele ajudou a fundar periódicos importantes como El Diario (Venezuela) e Siglo 21 (México). Ele criou o suplemento literário Primer Plano para o jornal Página/12, de Buenos Aires. Desde 1995, ele dirige o Programa de Estudos Latino-americanos da Rutgers University, em Nova Jersey.

Marcados pela fluência narrativa e tramados em bases históricas, seus romances abordam, de modo geral, os efeitos do exercício do poder, visto sob um olhar cético, por vezes cáustico. Cinco de seus livros estão em catálogo: O Voo da Rainha (Objetiva), O Cantor de Tango, A Mão do Amo, O Romance de Perón, Santa Evita (todos Companhia das Letras).

Morre o grande músico Helvius Vilela

Morreu na madrugada de hoje o grande músico brasileiro Helvius Vilela.

O corpo foi velado na Capela 3 do Cemitério São João Batista e o sepultamento foi  às 17h.

Pianista, compositor e arranjador. Tocou e ou fez arranjos para artistas dos mais diversos estilos tais como: Elizeth Cardoso, Alceu Valença, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Carlos Lira, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Tito Madi, Miucha, Marlene, Francis Hime, Chico Buarque, etc.

Musicou poemas de C. Drummond de Andrade lidos pelo próprio no LP Duplo “ANTOLOGIA POETICA” – Polygram. Compôs a trilha da 1ª versão para cinema de “O CORONEL E O LOBISOMEM”, atuou com alguns dos artistas já citados em Nova Iorque, Cuba, Argentina, Uruguai, Chile, México (onde residiu por um ano), Los Angeles (onde também residiu por um ano), Espanha, Suíça (Festival de Montreux) e França.

Recebeu o “PRÊMIO SHELL” pela direção musical e arranjos para o musical “RÁDIO NASCIONAL”.

Morre o historiador e ativista Howard Zinn

O historiador e ativista Howard Zinn, cujo livro de 1980 “A People’s History of the United States” (Uma história popular dos EUA) instigou a esquerda norte-americana em uma época conservadora, morreu aos 87 anos de idade.

Parentes disseram que Zinn, que por décadas foi um dos ícones dos movimentos pelos direitos civis e antiguerra dos Estados Unidos, morreu de ataque cardíaco na quarta-feira, durante viagem para a Califórnia.

Ele era professor emérito no departamento de Ciência Política da Universidade de Boston e ensinou ali de 1964 a 1988.

“Ele tinha um senso profundo de justiça e equidade para com os oprimidos. Mas sempre manteve seu senso de humor. Era um guerreiro feliz”, disse Caryl Rivers, professor de Jornalismo na Universidade de Boston.

“A People’s History of the United States” descreve o desenvolvimento do país através das vozes das mulheres, de minorias e dos operários, contando a história norte-americana como uma série de episódios nos quais o Estado e os grandes negócios conspiraram para derrotar o socialismo.

A esquerda norte-americana celebrou o livro em uma época em que o conservadorismo, como personificado pelo presidente Ronald Reagan, estava aumentando. Mais de um milhão de cópias do livro foram vendidas. Zinn deixou dois filhos e cinco netos.

Ros Krasny

Jean Charles ganha memorial em Londres

Foi inaugurado hoje, dia 7 de janeiro, na Estação de Stokwell, em Londres, um memorial permanente em homenagem a Jean Charles de Menezes - o eletricista brasileiro covardemente assassinado pela polícia inglesa em 22 de julho de 2005, dentro de um trem nesta mesma estação.

Se estivesse vivo, ele faria hoje 32 anos de idade.

Para quem não se lembra, o processo foi encerrado recentemente sem que nenhum dos policiais tenha sido condenado pelo assassinato. Ou seja, também na Inglaterra a impunidade acoberta a ação criminosa das forças policiais.Jean Charles foi morto com sete tiros no rosto.

Os seus primos, que viviam com ele em Londres, estiveram presentes no descerramento do memorial numa cerimônia simples, mas carregada de emoção e indignação.

Raquel Scarlatelli no Blog Eduardo Homem

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