ECOLOGIA: postes que não agridem o ambiente e reduzem custo de obras


Uma inovação tecnológica, com alto impacto no meio ambiente, está chegando nas redes de substransmissão de energia elétrica da AES Sul. Depois de testar em alguns pontos da rede elétrica, a empresa deu início à utilização de postes de PRFV – Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro, conhecidos como “postes de fibra de vidro”. Esses postes são usados nas redes de distribuição em várias partes do Brasil.
Os postes de fibra são altamente positivos para o meio ambiente. Entre os principais benefícios estão a imunidade a danos causados por animais, fungos, insetos (cupins), pássaros (pica-paus), umidade e corrosão. Os postes não são condutores de energia, aumentando a segurança dos profissionais que trabalham na rede e da comunidade; não propagam chamas, em caso de algum acidente; são mais leves, gerando economia de transporte; reduzem o impacto ambiental se comparados às estruturas metálicas das linhas de transmissão, pois não utilizam processo de galvanização; dispensam o uso de cimento, areia e ferro se comparados à implantação de postes de concreto ou que exigem base de concreto; e tem uma estética mais interessante do que os outros modelos.
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A AES Sul está priorizando a utilização dos postes de fibra nas linhas de transmissão, enquanto nas redes de distribuição o padrão segue sendo a troca do poste de madeira por postes de concreto. Outros benefícios – Além de redução de danos ambientais, os postes de fibra geram economia e agilidade nas obras. O uso desses postes no lugar de estruturas metálicas para a construção da linha Maçambará x Alegrete 5, de 55km, tem-se a seguinte situação: Redução de 37,% no tempo de execução da obra. Redução de 25% no custo total da obra. Eliminação do uso 1.420m³ de concreto. Eliminação do uso de 36 toneladas de aço. Redução considerável de escavação, uma vez que o poste é colocado diretamente no solo, sem a necessidade de fundações especiais em concreto.
A obra, que custaria inicialmente R$ 12,5 milhões, deverá ser feita com R$ 9,3 milhões.
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