
Uma pesquisa mostra que os brasileiros apontam a desmotivação de professores como o principal problema da Educação Básica Pública no Brasil.
O levantamento do Ibope para a CNI, em parceria com o movimento Todos pela Educação, revela que poucos se queixam da baixa qualidade do ensino. A coordenadora da pesquisa acentua que a má formação dos docentes também é vista como problema a ser superado no sistema de ensino.
A falta de segurança e a questão das drogas nas escolas aparecem em segundo lugar. As famílias, da mesma maneira que o restante da comunidade escolar, ao terem que se preocupar com a violência que cerca a escola ou com a presença de traficantes de drogas em suas portas, são necessariamente levados a dividir os esforços que normalmente deveriam ser direcionados para a qualificação do ensino.
Embora a preocupação específica com a baixa qualidade de ensino e aprendizagem apareça apenas em sexto lugar na pesquisa, é dessa questão que se trata quando a população aponta para a existência de insegurança, precariedade das condições materiais ou degradação da função e da figura do professor.Já a questão da desmotivação dos professores é, sim, tema central no quadro da qualidade do ensino.
A desvalorização da atividade docente, a falta de estímulos para o crescimento profissional dos professores e os salários normalmente defasados e insuficientes fazem com que essa degradação se transfira ao ensino das atuais gerações e à própria reposição futura dessa mão-de-obra especializada e insubstituível.
O confronto entre líderes do magistério e governo, como ocorre em Estados como o Rio Grande do Sul, é fator de complicação numa atividade em que o ambiente estimulante e a motivação são condições indissociáveis do próprio trabalho docente e discente.
A pesquisa mostra que a percepção sobre a qualidade de ensino varia de região para região e do grande município para o pequeno município.
Em nível nacional, 41% aplaudem a qualidade do ensino e, na região Sul, 54% dos entrevistados elogiam a escola pública. Já na região Sudeste, esse percentual cai para 32%, embora nas pequenas comunidades o ensino públio tenha melhor avaliação. Ana Maria Lúcia, do Instituto Paulo Montenegro, acentua que a população da região Sudeste é mais crítica em relação à qualidade de ensino.
Para a oficial de Educação da Unicef no Brasil, Maria da Salete Silva, o baixo percentual de críticas à qualidade do ensino é um aspecto de menor importância. Ela ressalta que os entrevistados foram capazes de apontar fatores desestruturantes do magistério na escola pública: O levantamento informa que 45% dos entrevistados estão insatisfeitos com a educação que receberam nas escolas.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 05 e 08 de dezembro e ouviu 2002 pessoas com 16 anos ou mais em 141 municípios brasileiros.

Comentários
Prezados Senhores,
Realmente é uma realidade a desmotivação dos professores. Se não fosse o amor e paixão que somos dotados, os alunos estariam mal, pois não teria mais professor.
Além da falta de estrutura e incentivo ao nosso aperfeiçoamento, temos que suportar as ilegalidades dos donos das Instiutições, que só visam lucro e a educação transformou-se em um “negócio” rentável.
Conheçam a luta dos professores do Centro Universitário da Cidade – UniverCidade:www.professorbrasileiro.blogspot.com
Leiam os FATO MARCANTES que fica do lado direito, na parte grená do BLOG.
Saudações,
Professor Brasileiro
lindo te amoo