
O travesti Leo Kret do Brasil (PR), 24, que ficou em quarto lugar na disputa pela Câmara de Salvador com 12.861 votos, ainda não assumiu o posto e já está causando polêmica ao afirmar que não vai seguir o regimento interno da Casa.
De acordo com as normas, por ser do sexo masculino –seu nome é Alecsandro de Souza Santos–, Leo Kret terá que vestir terno e gravata nas sessões e usar o banheiro masculino. “Sou vereadora. Fui eleita como mulher. É assim que os eleitores querem me ver. Vou me vestir como sempre e usar banheiro feminino”, disse Leo Kret, que é estreante na política e já pensa no que vai usar na cerimônia de posse.
“Estou recebendo propostas de umas grifes, mas não sou disso. Sou do gueto. Acho que vou usar um tailleurzinho, um escarpin e maquiagem bem sóbria. Só sei que a roupa vai ser rosa, pois rosa é minha cara.”
A Procuradoria da Câmara de Salvador informou, por meio da assessoria de imprensa, que eventuais punições só serão discutidas após o não cumprimento do regimento. Ontem, Leo Kret foi a uma cerimônia de boas-vindas na Câmara e disse ter sido muito bem recepcionada pelos “colegas”.
Leo Kret diz que focará o seu mandato na questões ligadas aos jovens, população carente e na comunidade LGBT. Sobre a sua relação com a militância homossexual da Bahia, a vereadora diz que contou com o apoio dos mais jovens e que não teve o apoio de alguns que se consideram “os reis do movimento”.
Leo Kret, que ganhou fama dançando em uma banda de pagode, afirmou que não pretende deixar a vida artística. “Se o ministro continuou a cantar, por que vou deixar de dançar?”, disse, referindo-se ao ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. Em seus planos, estão terminar o ensino médio, fazer um curso superior e alçar vôos mais longos na política.
“Quero ser prefeita de Salvador e, depois, presidente da República. Mas, no momento, vou dar prioridade à minha gestão como vereadora. Vou lutar em favor do povo que me elegeu.”
A campanha, segundo Leo Kret, foi pobre, com o apoio de amigos que imprimiam os santinhos em casa.
O nome “Kret”, segundo ela, vem de “cretina”. Mas nada a ver com política. “É pelas minhas caras e bocas no palco.”
FSP/
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Janeiro 9, 2009 às am:25 am |
não existe coluna do meio. Existe homem e mulher isto sim.Onde ja se viu homem em banheiro de mulher, ainda em orgão que defende o povo cria vergonha na cara vagabundo.
Dezembro 17, 2008 às pm:11 pm |
ja estou criando um trabalho de arte q responderah sobre essa questao.em breve estarah em exposicao. as palavras se encontram sem acentuacao adequada pq o teclado do pc q estou escrevendo se encontra con defeito
Dezembro 6, 2008 às am:41 am |
Otimo sençacional Gostei muito ok
Outubro 9, 2008 às pm:27 pm |
sinceramente ao ler a noticia,em quanto a nossa honoravel Kret falava eu imaginava uma mulher,claro com um ar de zombaria o riso foi maior na parte dela ta almejando um cargo presidencial,imagina! Agora sem querer fugir ao assunto da polemica que é um tanto complexa acho q deveria ter o banheiro coluna do meio,sempre pensei nisso.Uma coisa podemos ter certeza isso vai da muito pano pra manga e realmente é bom ter um travestir na camara, afinal todas as classes tem q ser contempladas ainda mais quando tem nada mais nada menos q o terceiro lugar na disputa.