O presidente do Ibama, Roberto Messias, assinou nesta quarta-feira a licença prévia para a usina nuclear de Angra 3. De acordo com a assessoria do órgão, foram colocadas 60 condições para a construção da obra. Ontem, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) havia dito que o Ibama faria “exigencias brutais”.
Entre as condições anunciadas pelo ministro está a solução definitiva para o lixo nuclear produzido na usina, a contratação de uma empresa independente para o monitoramento da radiação, a resolução de problemas de saneamento básico da cidade de Angra dos Reis e Paraty (ambas no Rio), a adoção do Parque Nacional da Serra da Bocaina (nos Estados do Rio e de São Paulo) e a aplicação de programas ambientais.
Antes do início das obras o Ibama terá de conceder a licença de instalação. O prazo para a concessão da licença dependerá da entrega da documentação pela Eletronuclear, responsável pela construção da usina.
A usina terá capacidade para gerar 1.350 MW e custará R$ 7,3 bilhões. A previsão é de que a usina fique pronta em 2014.
Apesar de o ministro Carlos Minc ter anunciado que a licença prévia para a usina de Angra 3 exigirá, entre outras coisas, a solução definitiva para a destinação do lixo nuclear, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse, ontem, que tal solução ainda não foi encontrada no mundo inteiro. Ele informou que, a exemplo de Angra 1 e 2, o lixo nuclear de Angra 3 será armazenado até que os cientistas encontrem uma solução para os resíduos.
FSP
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Julho 28, 2008 às pm:32 pm |
Eu li neste link que o governo pode criar estatal para gerenciar o lixo nuclear. A estatal ficaria responsável pelo trato do lixo radioativo, o principal entrave colocado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à construção de Angra 3. Mas será que uma estatal seria a solução para um assunto tão sério num país como o nosso, onde a corrupção impera?