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Com parte da frota parada por falta de recursos, salários atrasados e uma dívida estimada pelo governo de 900 milhões de dólares, a Aerolíneas Argentinas pode terminar voltando para as mãos do Estado. A empresa é a maior do setor na Argentina, e foi privatizada durante o governo de Carlos Menem. Seu atual controlador é o grupo espanhol Marsans, que detém 95% do capital. O governo argentino ainda possui 5% da empresa. A Austral, uma aérea local totalmente controlada pelo Marsans, também enfrenta problemas e vem cancelando vôos.
De acordo com o jornal argentino Clarín, o governo espanhol e os controladores aceitariam a estatização da companhia, desde que a Argentina assumisse todas as dívidas. A solução despertaria apenas os protestos protocolares, mas não colocaria os interessados em rota de colisão.
A intervenção pode ser decidida nesta terça-feira (15/7), pelo juiz Jorge Scioli, que acompanha o caso.
Mesmo sem a intervenção formal, o governo argentino já atua para amenizar a situação da empresa. Segundo o Clarín, 50 milhões de pesos (cerca de 16,5 milhões de dólares) serão destinados à empresa pelo Tesouro argentino nesta sexta.
Clarin